<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452</id><updated>2011-08-20T13:16:51.294-03:00</updated><category term='Beatles'/><category term='Fringe'/><category term='Séries'/><category term='Holger'/><category term='Kurt Cobain'/><category term='Paul McCartney'/><category term='Radiohead'/><category term='Cinema'/><category term='Guia do Observador das Nuvens'/><category term='Tim Burton'/><category term='Filmes de arte'/><category term='Kraftwerk'/><category term='Nick Hornby'/><category term='Livros'/><category term='Los Hermanos'/><category term='Tudo Acontece em Elizabethtown'/><category term='The Killers'/><category term='John Mayer'/><category term='O Estranho Caso do Cachorro Morto'/><category term='Música'/><category term='J. J. Abrams'/><category term='Nirvana'/><category term='Franz Ferdinand'/><category term='Ringo Starr'/><category term='Ricardo Mansur'/><category term='Mark Haddon'/><category term='Diogo Mainardi'/><category term='Mark Ronson'/><category term='Star Trek'/><category term='Mulheres'/><category term='Anos Incríveis'/><title type='text'>Torta Mágica</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>58</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-242094179588994958</id><published>2011-07-09T22:57:00.004-03:00</published><updated>2011-07-09T23:07:22.038-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>O sorumbático Jonathan Franzen</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-JzTLZE452uE/ThkGbQS85XI/AAAAAAAAAXg/zbw5ewmLW9Q/s1600/JF01.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-JzTLZE452uE/ThkGbQS85XI/AAAAAAAAAXg/zbw5ewmLW9Q/s400/JF01.jpg" width="400" /&gt;&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Jonathan Franzen só pode ser um cara sorumbático. Que outro tipo de cara, perguntado sobre como uma pandemia afetaria sua carreira, responderia assim:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“Eu não me importo com minha carreira. Acho que a pior coisa que poderia acontecer seria alguém importunar minha ex-mulher. Não temos uma relação íntima e ela quer ser deixada em paz. Se alguém a procurar e começar a fazer perguntas sobre mim seria uma péssima consequência desse livro.”&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-x7p_hvxpGgo/ThkGqt2X4tI/AAAAAAAAAXo/cOQDVjxiFK4/s1600/Liberdade+Franzen.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-x7p_hvxpGgo/ThkGqt2X4tI/AAAAAAAAAXo/cOQDVjxiFK4/s200/Liberdade+Franzen.jpg" width="138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;O livro em questão é “Liberdade”, seu último romance. Para você ter uma ideia, as duas melhores linhas do livro dizem o seguinte:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“Todo ano, na época dos impostos, tem a impressão de que o ano anterior foi mais curto que o anterior a ele; os anos estão ficando tão parecidos entre si.”&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só um cara sorumbático como o Jonathan Franzen pode escrever uma coisa dessas sobre um personagem infeliz. E só alguém que se sente mais velho do que gostaria pode entender isso o bastante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Liberdade” não é “o livro do ano, e do século” como disse o The Guardian e como a capa da edição brasileira insiste em nos lembrar. “Liberdade” só é melhor que a obra-prima “&lt;a href="http://tortamagica.blogspot.com/2009/02/correcao.html"&gt;&lt;b&gt;As Correções&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;”, o livro mais famoso do Franzen até então, porque tem vinte páginas a mais que ele. E é isso que as histórias do sorumbático têm de melhor: elas não terminam nunca. Franzen não é o tipo de leitor que agrada gente do tipo que não lê um livro grosso o suficiente para parar em pé sozinho na estante.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;A verdade é que “Liberdade” é sobre nada. E para justificar suas mais de 600 páginas Franzen narra nelas a história de gente se tornando miserável enquanto tenta ser livre. E pra que histórias sobre nada e sem clímax tenham sua existência justificada ele cria os personagens mais profundos de que se tem notícia. Vamos a um exemplo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“Outro método divertido de atormentar Patty era esconder o cachorro da família, Elmo, e fingir que tinha sido submetido à eutanásia enquanto Patty estava no treino de basquete da tarde.”&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A frase acima, sobre uma das personagens principais da história – e, de longe, a mais interessante – diz mais sobre uma pessoa do que o tipo de roupa de baixo que ela usa sob as calças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu pudesse escolher escrever como alguém eu queria escrever como Jonathan Franzen. A verdade é que esse é o tipo de cara que eu gostaria de ter sido se não fosse eu mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-242094179588994958?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/242094179588994958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=242094179588994958' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/242094179588994958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/242094179588994958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2011/07/o-sorumbatico-jonathan-franzen.html' title='O sorumbático Jonathan Franzen'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-JzTLZE452uE/ThkGbQS85XI/AAAAAAAAAXg/zbw5ewmLW9Q/s72-c/JF01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-5690275384146915330</id><published>2011-01-14T01:18:00.007-02:00</published><updated>2011-02-26T17:52:14.191-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres'/><title type='text'>Gisele Bündchen e o esgoto paulistano</title><content type='html'>Em 2000, aos vinte anos, a Gisele Bündchen já estava no topo do mundo. Naquele ano, em setembro, ela também estava na capa da Rolling Stone americana na excelente companhia do Mãozinha, da Família Addams.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/TTBEBriluDI/AAAAAAAAAXY/5F-rmVkinv4/s1600/Gisele+Rolling+Stone.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/TTBEBriluDI/AAAAAAAAAXY/5F-rmVkinv4/s320/Gisele+Rolling+Stone.jpg" width="237" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Estrela de uma ação de guerrilha da Warner na revista, o adorável  personagem (então mais margo, após uma crise de anorexia nervosa) foi escalado  em uma tentativa insistente de emplacar as vendas em VHS de "O Retorno Da Família Addams" (a arrecadação na bilheteria, dois anos antes, não pagou  nem o cachê da Daryl Hannah).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que importa mesmo estava dentro da Rolling Stone: o perfil da Gisele Bündchen assinado pelo mestre dos magos Erik Hedegaard. Simpático ao Brasil, em especial a São Paulo (que define carinhosamente como “enorme, barulhenta e fedida”), Hedegaard fez o melhor texto sobre a garota mais desejada do mundo desde "Frank Sinatra está Resfriado", do Gay Talese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que em nenhum momento desses onze anos eu finalmente aprendi inglês, prestigio tal trabalho apenas agora, graças à sua &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.rollingstone.com.br/secoes/mobile/noticias/gisele-bundchen-u2013-arquivo-rs/"&gt;tradução&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; presente na boa seção “Arquivo RS”, que preenche espaços vagos na Rolling Stone brasileira com bastante excelência. Você também pode fazer o mesmo comprando a &lt;a href="http://www.rollingstone.com.br/edicoes/52/"&gt;&lt;b&gt;edição de janeiro&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; da revista, que traz uma opção de capa com a bunda branca do John Lennon e o rosto da Yoko Ono (duas coisas que você não precisava testemunhar nesta vida).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/TS_AW3LTMnI/AAAAAAAAAXM/pXVGzgTM3co/s1600/CapaRSLennonYoko.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/TS_AW3LTMnI/AAAAAAAAAXM/pXVGzgTM3co/s320/CapaRSLennonYoko.jpg" width="266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;“Do lado de fora do shopping, São Paulo é basicamente um esgoto”, dispara Hedegaard em momento de franca genialidade. No mais, ele insiste em relatar que Gisele, à época, fumava. Palavras alusivas a esse perigoso hábito, como “cigarro”, “fumar”, “fumaça” e “Parliament” (seu cigarro favorito em 2000), aparecem 781 vezes no texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A modelo ainda conta ao repórter que seus pais não sabiam que ela fumava. E pede que ele não diga a eles. A dúvida que fica é: se os pais dela não descobriram na época, em outras circunstâncias, nem aprenderam inglês nos últimos onze anos pra finalmente entender o que essa revista com nome de banda inglesa disse sobre a filha deles, agora eles só precisam gastar R$ 9,90 em alguma banca de Horizontina pra finalmente descobrir que foram enganados esse tempo todo pela prenda milionária. É sacanagem ou não é sacanagem?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-5690275384146915330?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/5690275384146915330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=5690275384146915330' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/5690275384146915330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/5690275384146915330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2011/01/gisele-bundchen-e-o-esgoto-paulistano.html' title='Gisele Bündchen e o esgoto paulistano'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/TTBEBriluDI/AAAAAAAAAXY/5F-rmVkinv4/s72-c/Gisele+Rolling+Stone.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-8233708008644190113</id><published>2010-11-22T23:10:00.004-02:00</published><updated>2010-11-23T10:52:19.215-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Desconforto no Planeta Terra (o festival, não o planeta em si)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/TOsT-57tpkI/AAAAAAAAAXA/WznVeOKvx7c/s1600/PT01.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="298" src="http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/TOsT-57tpkI/AAAAAAAAAXA/WznVeOKvx7c/s400/PT01.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Nesses tempos em que a internet começa a mudar o mundo como o conhecemos, timing é tudo. Por isso me apresso pra trazer aqui minha análise definitiva sobre o Planeta Terra 2010, que aconteceu há apenas dois dias na maior cidade do país:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¬ O Holger, única banda brasileira que realmente importa no momento, muito provavelmente fez um grande show. Cheguei a tempo de ver a metade final da &lt;a href="http://terratv.terra.com.br/videos/Diversao/Musica/Planeta-Terra/Planeta-Terra-2010/4921-332395/Letem-Shine-Bellow-por-Holger.htm"&gt;&lt;b&gt;última música&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; antes de parte da banda decidir descer para a galera durante uma cover do Pixies que encerrou a apresentação. Sensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¬ Depois ouvi um pouco do Of Montreal (a dois quilômetros de distância) enquanto chegava a tempo de esperar pelo início do show do Mika. Eu só conhecia uma música dele (&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Qm9d5wAXW5c"&gt;&lt;b&gt;a do “Kick-Ass”&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;), mas confesso que fiquei bastante tentado a gostar desse artista depois do que vi. É tudo muito colorido e performaticamente desnecessário, mas o cara é realmente bom de palco. Um showman, eu diria. E diria mais: ele vai longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¬ Já o Phoenix, cuja minha canção favorita (por falta de opção) é “Lisztomania”, fez uma apresentação tão empolgante quanto um deslizamento de terra. Cheguei depois da primeira música (que foi justamente &lt;a href="http://terratv.terra.com.br/videos/Diversao/Musica/Planeta-Terra/Planeta-Terra-2010/Sonora-Main-Stage/4958-332237/Lisztomania-por-Phoenix.htm"&gt;&lt;b&gt;“Lisztomania”&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;) e só não maldigo tal banda porque descobri que a Cleo Pires os aprecia muito (o que muda todo o cenário como o conhecemos). Mas confesso ter me irritado bastante com a decisão do vocalista de permanecer durante um terço do show deitado no chão do palco. Isso pra não falar da ausência do Daft Punk, que prometeu uma participação especial e não cumpriu (como se fosse muito difícil colocar dois caras com capacetes de motoqueiro tocando CDs da série “The Best of Sirena” ali).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¬ Enfrentei o mais penoso corredor polonês da minha vida pra conseguir chegar no Hot Chip (que ficava num palco quase que do outro lado da marginal). Ouvi um terço de uma única música (e saí antes de tirar o CD deles da lista dos meus favoritos deste notável ano).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¬ Saindo da montanha-russa eu ouvi o Pavement tocar &lt;a href="http://terratv.terra.cl/videos/Entretenimiento/Musica/Planeta-Terra/Planeta-Terra-2010/Sonora-Main-Stage/8719-255971/Spit-on-a-stranger-por-Pavement.htm"&gt;&lt;b&gt;“Spit on a Stranger”&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;, a grande música da minha vida. De longe, pude concluir que o Stephen Malkmus não estava muito animado da vida. Voltei ao outro palco, aquele localizado do outro lado da marginal, pra tentar comprar uma cerveja em menos de 40 minutos. Foi quando eu vi de relance o Empire of the Sun, uma banda que costuma se apresentar usando os figurinos da saudosa série “Jiraiya, o Incrível Ninja”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/TOsT7M1nRxI/AAAAAAAAAW8/9NteVUlHJNA/s1600/PT02.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/TOsT7M1nRxI/AAAAAAAAAW8/9NteVUlHJNA/s400/PT02.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;¬ De todos os shows, o do Smashing Pumpkins era o que eu mais queria ver. Por isso garanti meu lugar na plateia pra poder prestigiá-lo. Foi o mais lotado e o mais pesado de todos (os que eu vi). Mas a verdade é que estava tudo muito sem propósito e fora de contexto para o momento. Principalmente por conta daqueles solos de guitarra de 27 minutos que o Billy Corgan decidiu fazer pra provar que ainda sabe tocar tal instrumento. Decidi me retirar imediatamente do recinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¬ Acabei indo embora antes do fim da apresentação. No final das contas, vou levar o trauma de só ter visto 0,8% dos shows do Planeta Terra para o túmulo (mas antes vou ver os 99,2% restantes em HD). O que me consola, em parte, é constatar que isso ocorreu por motivo de trabalho (e que no final das contas o meu salário justifica tudo). Também levarei para o túmulo a nova maior surpresa da minha vida: saber que o Billy Corgan fez um acordo com a organização do festival pra ajudar a esvaziar o Playcenter no final da festa. Sensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[A primeira foto é do helicóptero (Reinaldo Marques/Terra), a segunda é do Flavio Moraes (G1)]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-8233708008644190113?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/8233708008644190113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=8233708008644190113' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/8233708008644190113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/8233708008644190113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2010/11/desconforto-no-planeta-terra-o-festival.html' title='Desconforto no Planeta Terra (o festival, não o planeta em si)'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/TOsT-57tpkI/AAAAAAAAAXA/WznVeOKvx7c/s72-c/PT01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-2226458018285554538</id><published>2010-11-16T23:09:00.012-02:00</published><updated>2010-11-23T10:55:06.154-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Em apresentação histórica, Rihanna recebe maletas cheias da luz de "Lost"</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/TOM2Ge8bXSI/AAAAAAAAAWg/aCPiCc0dI-Q/s1600/RihannaEMA2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="231" src="http://4.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/TOM2Ge8bXSI/AAAAAAAAAWg/aCPiCc0dI-Q/s400/RihannaEMA2.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Rihanna se consagrou como o grande nome deste século na música, no meu iPod, com "Good Girl Gone Bad". Já era o seu terceiro disco, mas eu só descobri isso há doze dias - então ele continua sendo o melhor disco de estreia de uma cantora pop em todos os tempos na minha opinião (tirando o da Katy Perry, eu acho).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que o segundo álbum da Rihanna, "Rated R", foi uma decepção. Sem pequenos milagres pop, sem refrões maravilhosos, sem hits dignos de nota e nem nada. Nessa mesma época, ainda, a cantora começou a embaragar por um caminho sem volta (muito provavelmente por conta de uns sopapos que andou levando). Pra completar, as antológicas apresentações na TV e em premiações (grande parte delas realizada com o notável auxílio de guarda-chuvas) foram para o ralo junto com o bom senso para cortes de cabelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas então há pouco ela veio com o primeiro single de seu terceiro disco, "Only Girl (In The World)". Não satisfeita em ser uma pequena obra-prima da música mundial deste milênio, a música tem o melhor refrão pop de que se tem notícia. Na sequência, Rihanna foi ao Saturday Night Live e &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=8P7MTdvqWR0"&gt;mostrou&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; “What’s My Name”. Depois, liberou a segunda parte da trilogia &lt;b&gt;&lt;a href="http://popline.mtv.uol.com.br/rihanna-eminem-ouca-a-segunda-parte-da-cancao-love-the-way-you-lie"&gt;"Love the Way You Lie"&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; e, apesar de não ter me conformado com o fato dela cortar boa parte da participação do Eminem na música, eu conclui em definitivo: Rihanna estava de volta ao modelo que a consagrou em "Good Girl Gone Bad". "Loud", seu novo CD (ainda não lançado no momento em que redigi tal teoria), seria o grande lançamento da década e afins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que "Loud", que agora conhecemos, é chato e está a anos luz de "Good Girl Gone Bad". Pra completar, a Rihanna liberou como faixa bônus do álbum uma terceira e última versão de &lt;b&gt;&lt;a href="http://popline.mtv.uol.com.br/love-the-way-you-lie-rihanna-exclui-eminem-da-3%C2%AA-versao-do-hit"&gt;"Love the Way You Lie"&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, dessa vez acústica e sem a participação do gênio Eminem. Eu fico esperando o momento dele aparecer gritando com aquela tranquilidade de quem é sugado pela enchente e nada. E então eu só consigo pensar numa coisa: cadê o Chris Brown (pra dar um jeito nessa versão feminina do Ronald McDonald) quando a gente mais precisa dele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/TOM2MRuXhmI/AAAAAAAAAWk/8hcyIAXhkYo/s1600/RihannaEMA.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/TOM2MRuXhmI/AAAAAAAAAWk/8hcyIAXhkYo/s400/RihannaEMA.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A questão toda é que depois de quatro parágrafos só me resta voltar e me concentrar no tema deste texto: a apresentação da Rihanna no último Europe Music Awards da MTV (EMA, para os íntimos). Se ela já tinha abalado a república americana e adjacências com a participação que fez na apresentação do Eminem no VMA deste ano, agora ela atingiu a glória com uma versão histórica de "Only Girl (In The World)". A batida ficou mais pesada, ainda melhor. O número, sensacional. Ela toda serelepe, andando num jardim de flores de plástico. Tirando onda com os diamantes dados à Madonna em “Material Girl" e colocando caras pra oferecer malas cheias da luz de Lost só pra ela. Não dá pra pensar em nada melhor para o momento: é o maior número musical de que se tem notícia na história dos veículos midiáticos. &lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ps.&lt;/b&gt; Devido à grande repercussão deste post, fui ameaçado de morte pela MTV e a incorporação do vídeo do YouTube com a referida apresentação teve que ser excluída daqui. Busque conhecimento e tente assistir ao mesmo (vai mudar sua vida, eu garanto).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-2226458018285554538?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/2226458018285554538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=2226458018285554538' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/2226458018285554538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/2226458018285554538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2010/11/em-sua-melhor-apresentacao-de-que-se.html' title='Em apresentação histórica, Rihanna recebe maletas cheias da luz de &quot;Lost&quot;'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/TOM2Ge8bXSI/AAAAAAAAAWg/aCPiCc0dI-Q/s72-c/RihannaEMA2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-8054644361719693855</id><published>2010-09-16T10:31:00.010-03:00</published><updated>2010-09-16T12:15:44.376-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Brandon Flowers toca "Flamingo" na BBC Radio 1</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/TJGM9anhndI/AAAAAAAAAVw/uFeKcHH9UIQ/s1600/Brandon+Flowers+Flamingo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/TJGM9anhndI/AAAAAAAAAVw/uFeKcHH9UIQ/s400/Brandon+Flowers+Flamingo.jpg" width="400" /&gt;&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;"Quem mais tem pelo menos três ideias por canção e não economiza nenhuma?” A &lt;b&gt;&lt;a href="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/2009/11/18/matadores/"&gt;frase&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, do André Forastieri, é sobre o The Killers, mas serve para o primeiro disco solo do Brandon Flowers. “Flamingo” é cheio desses “desperdícios” geniais. Também é cheio de melodias memoráveis, referências a Vegas, sintetizadores, órgãos, coros e refrões para a gente cantar junto, berrando de alegria, ou para ouvir chorando na frente da lareira (no caso de você ter uma lareira em casa). Exatamente como nos discos do Killers. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/TJGNn2xWmxI/AAAAAAAAAV4/zgf9hxaB4UE/s1600/Brandon+Flowers+Maida+Vale.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/TJGNn2xWmxI/AAAAAAAAAV4/zgf9hxaB4UE/s400/Brandon+Flowers+Maida+Vale.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Na semana passada, dias depois de "Flamingo" vazar na internet e antes de seu lançamento oficial, Flowers se apresentou nos estúdios Maida Vale, em Londres, para o programa do &lt;a href="http://tortamagica.blogspot.com/2009/02/homens-grandes-com-camisetas-pequenas.html"&gt;&lt;b&gt;Zane Lowe&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;, na BBC Radio 1. Ele tocou oito músicas do disco e também "Losing Touch" e “When You Were Young”, do Killers. “Jilted Lovers &amp;amp; Broken Hearts”, a melhor de “Flamingo”, ganhou uma versão para ser ouvida em looping eterno:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="295" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/uskSZvncQjk?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/uskSZvncQjk?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="295"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tinha como eu não gostar de “Flamingo”, que parece mais um disco do próprio Killers do que um projeto de seu vocalista. É que eu sempre gostei da banda mais do que é socialmente aceitável; e mais pelo Brandon Flowers do que por qualquer outra coisa. Não pelo jeito como ele se veste ou se comporta no palco ou por fazer coisas como chamar a Charlize Theron para estrelar seu &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=5AhU12zC8fc"&gt;&lt;b&gt;primeiro clipe&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;: eu gosto do Brandon Flowers porque ele sempre canta como se o mundo fosse acabar. E é muito bom que “Flamingo” pareça “apenas” um novo disco de sua banda, porque assim dá para fazer de conta que ela nunca entrou de férias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¬ &lt;a href="http://www.megaupload.com/?d=Q2Y2W7W0"&gt;"Brandon Flowers Live at BBC Maida Vale Studios (Entire Set)" em MP3, para download&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-8054644361719693855?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/8054644361719693855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=8054644361719693855' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/8054644361719693855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/8054644361719693855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2010/09/brandon-flowers-toca-flamingo-na-bbc.html' title='Brandon Flowers toca &quot;Flamingo&quot; na BBC Radio 1'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/TJGM9anhndI/AAAAAAAAAVw/uFeKcHH9UIQ/s72-c/Brandon+Flowers+Flamingo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-8426633164855024722</id><published>2010-09-05T00:07:00.015-03:00</published><updated>2010-09-08T23:13:19.632-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>O alucinógeno Radiohead a partir do público</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/TIMHKn_4tVI/AAAAAAAAATw/d8DkXAA7OgM/s1600/Radiohead+Praha.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="207" src="http://4.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/TIMHKn_4tVI/AAAAAAAAATw/d8DkXAA7OgM/s400/Radiohead+Praha.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Pouca gente na história da música pode se gabar de ter causado uma revolução na indústria fonográfica. Em 2007, quando liberou o "In Rainbows" para download na internet, o Radiohead entrou para esse grupo. E é por isso que não causa espanto eles terem apoiado um projeto de fãs para criar um DVD de uma apresentação da banda em Praga, no ano passado. As imagens de “Live in Praha” foram captadas por 50 pessoas espalhadas em diversos lugares do público e depois sincronizadas com o áudio da mesa de som, cedido pela banda. O material está &lt;b&gt;&lt;a href="http://radiohead-prague.nataly.fr/Download.html"&gt;disponível&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; para download (em diversos formatos e tamanhos diferentes) e também no &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/view_play_list?p=4725486232A57EBA"&gt;YouTube&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;. Tudo de graça e autorizado pela turma do Thom Yorke. O resultado é fabuloso. Pelo trailer aí embaixo já dá para se ter uma ideia do clima (“quase” tão alucinógeno quanto aqueles desenhos animados japoneses que provocam convulsões em crianças).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="295" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ca0J6HaJ5gY?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ca0J6HaJ5gY?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="295"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ser “reconhecida” pela banda e ganhar em qualidade e edição, a ideia dos tchecos não é original. Há outros projetos do tipo realizados por fãs do Radiohead pelo mundo afora, inclusive no Brasil (onde a iniciativa ganhou o nome de &lt;b&gt;&lt;a href="http://raindown.com.br/"&gt;“Rain Down”&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;). No ano passado, o paulistano &lt;b&gt;&lt;a href="http://twitter.com/andrewsfg"&gt;Andrews Guedis&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; recriou os shows da banda em São Paulo e no Rio de Janeiro da mesma forma: sincronizando o áudio da mesa de som com vídeos feitos por fãs. A diferença é que no projeto brasileiro as imagens, gravadas por celulares e câmeras amadoras, foram retiradas do YouTube. No site do “Rain Down”, Andrews conta que já entrou em contato com os responsáveis pela iniciativa tcheca para pedir uma ajuda na divulgação do pioneiro brasileiro. E para aqueles que não fazem questão das imagens lisérgicas de “Live in Praha”, o paulistano mandou ver na diplomacia e &lt;b&gt;&lt;a href="http://raindown.com.br/2010/09/02/radiohead-live-in-prague-2009-audio/"&gt;disponibilizou&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; em sua página o áudio do DVD gringo para ser baixado em MP3.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-8426633164855024722?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/8426633164855024722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=8426633164855024722' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/8426633164855024722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/8426633164855024722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2010/09/o-alucinogeno-radiohead-partir-do.html' title='O alucinógeno Radiohead a partir do público'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/TIMHKn_4tVI/AAAAAAAAATw/d8DkXAA7OgM/s72-c/Radiohead+Praha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-7914655776426855797</id><published>2010-08-19T11:47:00.007-03:00</published><updated>2010-09-08T23:09:08.519-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Séries'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Dexter no mundo dos sonhos</title><content type='html'>As coisas não estão nada fáceis na vida de Dexter Morgan. E para aumentar a ansiedade pela quinta temporada da série, que estreia dia 26 de setembro nos Estados Unidos, foi lançado um comercial parodiando "A Origem". “Agora meu mundo cuidadosamente construído está de pernas para o ar. E tudo está uma bagunça”, diz Dexter, enquanto objetos ao seu redor se movimentam imitando os efeitos do filme. A trilha do mestre Hans Zimmer também é a mesma. Só faltou entrar a &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Q3Kvu6Kgp88"&gt;voz&lt;/a&gt; da Piaf para “chutar” nosso serial killer favorito dali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="295"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/U79YJGCHWkw?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/U79YJGCHWkw?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="295"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-7914655776426855797?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/7914655776426855797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=7914655776426855797' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/7914655776426855797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/7914655776426855797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2010/08/dexter-no-mundo-de-origem.html' title='Dexter no mundo dos sonhos'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-4683432911654941643</id><published>2010-05-13T19:34:00.025-03:00</published><updated>2010-09-08T23:14:33.055-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Séries'/><title type='text'>Entertainment Weekly faz ensaio com personagens mortos de Lost</title><content type='html'>A dois episódios do fim de Lost eu ando tão emotivo que já não dá para evitar de ficar postando coisas sobre a série aqui. E dessa vez há um bom motivo para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que a Entertainment Weekly fez um &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.ew.com/ew/gallery/0,,20313460_20368142,00.html"&gt;ensaio&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; chique com atores que interpretaram personagens que já morreram ao longo das seis temporadas do programa. O site da revista Monet diz que um costume do século 19 chamado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Post Mortem Photos&lt;/span&gt; serviu de inspiração para o trabalho. A revista cita a personagem de Nicole Kidman em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os Outros&lt;/span&gt; e conta que tirar fotos das pessoas mortas como se estivessem dormindo para compor álbuns era uma prática comum na época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado ficou tão legal que dá até para perdoar a ausência do Charlie e da Shannon nas fotos. E também do nosso chapa Paulo (NOT!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S-x-rN1-0RI/AAAAAAAAARo/lWTUxRWX_8Q/s1600/lost01.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5470886928263860498" src="http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S-x-rN1-0RI/AAAAAAAAARo/lWTUxRWX_8Q/s400/lost01.jpg" style="cursor: pointer; display: block; height: 174px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;William Mapother (Ethan Rom), Daniel Roebuck (Dr. Leslie Arzt) e Ian Somerhalder (Boone Carlyle)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S-x-mia3f3I/AAAAAAAAARg/r-RiK3CzcQU/s1600/lost02.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5470886847887933298" src="http://4.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S-x-mia3f3I/AAAAAAAAARg/r-RiK3CzcQU/s400/lost02.jpg" style="cursor: pointer; display: block; height: 174px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cynthia Watros (Elizabeth "Libby" Smith), Marsha Thomason (Naomi Dorrit) e Mira Furlan (Danielle Rousseau)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S-x-g2oe5oI/AAAAAAAAARY/ySG0U3omaew/s1600/lost03.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5470886750234535554" src="http://4.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S-x-g2oe5oI/AAAAAAAAARY/ySG0U3omaew/s400/lost03.jpg" style="cursor: pointer; display: block; height: 174px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Harold Perrineau (Michael Dawson), Rebecca Mader (Charlotte Lewis) e Elizabeth Mitchell (Juliet Burke)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;As imagens são do Michael Muller.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No &lt;b&gt;&lt;a href="http://revistamonet.com.br/coluna/2010/05/13/revista-americana-faz-ensaio-com-personagens-mortos-em-lost/"&gt;site&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; da Monet dá para lembrar quando e como cada um dos personagens acima morreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ps. &lt;/span&gt;Essa é a penúltima vez que eu falo sobre Lost aqui. É sério.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-4683432911654941643?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/4683432911654941643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=4683432911654941643' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/4683432911654941643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/4683432911654941643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2010/05/ew-faz-ensaio-com-personagens-mortos-de.html' title='Entertainment Weekly faz ensaio com personagens mortos de Lost'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S-x-rN1-0RI/AAAAAAAAARo/lWTUxRWX_8Q/s72-c/lost01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-8956535691163480233</id><published>2010-04-08T00:23:00.019-03:00</published><updated>2010-08-19T13:18:21.247-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Séries'/><title type='text'>Sete razões para amar um episódio de Lost</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/TG1ZRK7kj9I/AAAAAAAAATo/--N98XUjDwo/s1600/charlie.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="225" src="http://4.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/TG1ZRK7kj9I/AAAAAAAAATo/--N98XUjDwo/s400/charlie.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Por que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Happily Ever After&lt;/span&gt; (S06E11) foi o melhor momento da última temporada de Lost até agora:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Porque um episódio sobre o Desmond não tem como ser ruim. E agora o Widmore confirmou o que a gente já imaginava: a ilha ainda não terminou com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Porque &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Happily Ever After&lt;/span&gt; representa o início de uma nova linha narrativa na série, onde as duas realidades irão se chocar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Porque só o título do episódio, sozinho, já responde muita coisa sobre a realidade paralela. O que significa que a explosão planejada pelo Daniel Faraday deu certo e a Juliet não morreu em vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Porque a sequência do Desmond e do Charlie no carro, que acaba caindo no mar, é uma das melhores da série desde sempre. Primeiro porque deu para relembrar &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=kuQba4inleQ"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;You All Everybody&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, a música do Drive Shaft que parece &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rock n' Roll Star&lt;/span&gt;, do Oasis. Mas principalmente porque depois que o carro cai na água, o Desmond vê o Charlie apertando a palma da mão contra o vidro da janela recriando a clássica cena da mensagem "Not Penny's Boat", no final da 3ª temporada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) Porque a verdade é que pouca coisa andava acontecendo na última temporada de Lost até agora, contrariando todas as expectativas. E aí, quando surge um episódio como esse, cheio de revelações, reviravoltas e frases de efeito que a gente adora, não tem como não delirar. E tudo isso sem as cafonices de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ab Eterno&lt;/span&gt;, o melhor-episódio-de-Lost-na-temporada até então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6) Porque deu para matar a saudade da boa e velha Claire, que ultimamente anda tão estranha e chata na ilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7) Porque &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Happily Ever After &lt;/span&gt;também é sobre o amor. Sobre o amor como a constante de alguns personagens. O amor do Charlie pela Claire, do Daniel pela Charlotte, mas principalmente do Desmond pela Penny. E quando o Desmond desmaia só de pegar na mão da Penny, que aceita o convite para tomar um café com ele, Lost até parece uma história de amor. De amor e física.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-8956535691163480233?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/8956535691163480233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=8956535691163480233' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/8956535691163480233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/8956535691163480233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2010/04/razoes-para-amar-um-episodio-de-lost.html' title='Sete razões para amar um episódio de Lost'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/TG1ZRK7kj9I/AAAAAAAAATo/--N98XUjDwo/s72-c/charlie.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-3463566971170649973</id><published>2010-03-28T02:10:00.020-03:00</published><updated>2010-09-08T23:14:58.068-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Bandas que perdemos pelo caminho</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S67k8_q2VtI/AAAAAAAAAQc/j4SshUwX9cQ/s1600/kingsofleaon-live.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453547935326688978" src="http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S67k8_q2VtI/AAAAAAAAAQc/j4SshUwX9cQ/s320/kingsofleaon-live.jpg" style="cursor: pointer; display: block; height: 197px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;Eu me arrependo de um monte de coisas. Uma delas é de ter ido com tanto preconceito ao show do U2 no Morumbi, em 2006. É que eu só fui por causa do &lt;b&gt;&lt;a href="http://tortamagica.blogspot.com/2009/02/homens-grandes-com-camisetas-pequenas.html"&gt;Franz Ferdinand&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, que abriu para eles. Do CD mais recente do U2 na época eu só conhecia as músicas que tocavam na rádio. O desinteresse era tanto que uma hora, no meio do show, eu saí da pista para ir ao banheiro. E aproveitei para passar no Bob's que tinha embaixo da arquibancada antes de voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que eu tenha começado a gostar do U2 depois disso, mas hoje eu sinto vontade de ir a um show deles de novo, para poder pagar essa dívida. Para curtir um pouco dos efeitos visuais, que são sempre interessantes. E para mexer a boca mostrando que eu conheço algumas músicas (embora ainda ache a maior parte delas ruim).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí que eu escrevi tudo isso para dizer que acontece quase a mesma coisa com o Kings of Leon (guardadas as devidas proporções, já que eu prefiro muito mais eles ao U2).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que em 2005 eu fui ao show do Strokes no Tim Festival, no Anhembi, e o Kings of Leon tocou antes deles. Acontece que eu gostava/gosto tanto do Strokes que tanto fazia se a banda antes deles fosse o Jota Quest, o U2 ou um grupo de caipiras americanos de Nashville. Eu não daria a mínima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora eu vejo o DVD do show do Kings of Leon na O2 Arena, em Londres. A música é&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Sex on Fire&lt;/span&gt;, umas das minhas favoritas da banda. Diante deles, 18 mil pessoas esgoelam a letra sem parar. E é por isso que eu lembrei dessas coisas: para dizer que eu me arrependo muito do dia que não dei a mínima para aqueles caras mal vestidos, com cabelos e barbas horrorosos, tocando alguma música baixa lá no fundo, no ponto mais distante de mim naquele Anhembi. E para dizer que eu preciso reverter essa situação e ver um show deles ao vivo. Logo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem que “aquele” Kings of Leon que eu esnobei não é o mesmo King of Leon desse DVD. Isso todo mundo sabe. De lá para cá, eles lançaram o seu melhor disco:&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Only by the Night&lt;/span&gt;, de 2008. E melhoraram muito musicalmente. De lá para cá, até o Bob Dylan já se disse fã da banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A produção do show do DVD é caprichada. O palco é bonito e a empolgação do público só ajuda a somar pontos. Porém o que chama atenção mesmo é o tanto que o Kings of Leon evoluiu ao vivo. E isso é muito bom de se ver. Fora que eles também cortaram os cabelos e passaram a se vestir melhor nos últimos anos. E se isso não influencia nada no som, pelo menos ajuda a despachar para longe a antiga fama de bichos do mato do rock.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A foto foi tirada da capa do DVD e mostra o público que lotou a O2 Arena para ver o Kings of Leon tocar.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-3463566971170649973?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/3463566971170649973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=3463566971170649973' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/3463566971170649973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/3463566971170649973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2010/03/bandas-que-perdemos-pelo-caminho.html' title='Bandas que perdemos pelo caminho'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S67k8_q2VtI/AAAAAAAAAQc/j4SshUwX9cQ/s72-c/kingsofleaon-live.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-6816670657260072159</id><published>2010-03-17T13:25:00.011-03:00</published><updated>2010-08-19T12:53:27.725-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>O homem só de Tom Ford</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S6EEXWkUnOI/AAAAAAAAAQU/9YyCoTKeISI/s1600-h/1106493_a_single_man_2.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449641823336439010" src="http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S6EEXWkUnOI/AAAAAAAAAQU/9YyCoTKeISI/s320/1106493_a_single_man_2.jpg" style="cursor: pointer; display: block; height: 131px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;Chamar filmes pelo nome original, não traduzido, na hora de se referir a eles, é coisa de hipster. Mas desta vez eu vou fazer isso para poder falar de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Single Man&lt;/span&gt; sem ter que usar o título infeliz que ele recebeu no Brasil: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Direito de Amar&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme é o primeiro dirigido pelo estilista Tom Ford, que ficou milionário trabalhando para grifes de luxo como Yves Saint Laurent e Gucci - só nos 14 anos em que foi diretor criativo dessa última, ele teria acumulado cerca de US$ 200 milhões. Hoje Ford é dono de sua própria marca. Na Daslu, único ponto de venda de suas roupas em toda a América do Sul, um terno assinado por ele não custa menos de R$ 14 mil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estilista se transformou em um dos maiores ícones do mundo da moda das últimas décadas. E isso aconteceu por um milhão de motivos. O esmero de suas criações é um deles. Também soma pontos o conceito de suas campanhas para vender roupa, famosas por cenas de nudez e pelo forte apelo erótico. Junte tudo isso em um longa e o resultado é o melancólico &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Single Man&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S6EEP0-c8LI/AAAAAAAAAQM/YVrSwMDVG7A/s1600-h/Selectism-A-Single-Man-The-Alternative-Poster.jpeg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449641694060146866" src="http://3.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S6EEP0-c8LI/AAAAAAAAAQM/YVrSwMDVG7A/s200/Selectism-A-Single-Man-The-Alternative-Poster.jpeg" style="cursor: pointer; display: block; height: 200px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 150px;" /&gt;&lt;/a&gt;O filme é tão bonito que parece que cada frame foi retirado de um editorial da Vogue. Enquadramentos, cenários, figurinos, atores, trilha sonora. Tudo é tão impecável que chega a ser inverossímil e incômodo, como se estivéssemos diante de um comercial da grife de Ford.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodado em 21 dias e contando com US$ 7 milhões investidos pelo estilista do próprio bolso, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Single Man &lt;/span&gt;é uma adaptação do livro homônimo de Christopher Isherwood, publicado em 1964. O filme narra um dia na vida de um professor gay, que, após a perda do companheiro num acidente, planeja o próprio suicídio. Na história original, no entanto, o personagem não planeja se matar. A atuação do Colin Firth no papel principal é uma das coisas mais bonitas que eu já vi no cinema. E ainda tem a Julianne Moore e o ator que fez o menino de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um Grande Garoto&lt;/span&gt;, Nicholas Hoult.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se esse fosse um texto para a Rolling Stone, pesaria no número de estrelas que eu daria ao filme o fato dele meio que ir por água abaixo na cena final, que é de muito mau gosto. Os 120 segundos que encerram &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Single Man&lt;/span&gt;, antes dos créditos aparecerem na tela, são de estragar qualquer obra-prima. Uma conclusão moralista e piegas para uma história tão bonita e bem contada (e muito, muito triste). Um desperdício e tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A primeira imagem é de Colin Firth e o olhar mais triste de que se tem notícia. A segunda é uma versão alternativa do cartaz do filme, bem melhor que a original.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-6816670657260072159?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/6816670657260072159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=6816670657260072159' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/6816670657260072159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/6816670657260072159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2010/03/o-homem-so-de-tom-ford.html' title='O homem só de Tom Ford'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S6EEXWkUnOI/AAAAAAAAAQU/9YyCoTKeISI/s72-c/1106493_a_single_man_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-7051291668442564480</id><published>2010-01-29T00:01:00.012-02:00</published><updated>2010-08-19T12:54:14.471-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>A arte de querer gostar de um filme</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S2JIwWfUjMI/AAAAAAAAAP0/wkp0VAgC5d4/s1600-h/upintheair_01.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431984096070110402" src="http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S2JIwWfUjMI/AAAAAAAAAP0/wkp0VAgC5d4/s320/upintheair_01.jpg" style="cursor: pointer; display: block; height: 188px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;Primeiro eu gostei de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Amor sem Escalas&lt;/span&gt;, do Jason Reitman. Por antecipação, mas gostei. Foi quando eu assisti ao seu &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=zkAr0FBHC7Y"&gt;trailer&lt;/a&gt;, meses atrás. Logo depois vieram as críticas positivas e não tinha como errar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora eu não tivesse gostado nem um pouco de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Juno&lt;/span&gt; e só um pouco (bem pouco mesmo) de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Obrigado por Fumar&lt;/span&gt;, filmes anteriores do diretor, agora seria diferente. Um filme absolutamente triste (palavras de críticos de cinema), sobre um homem sendo testado por suas convicções de que relacionamentos são a coisa mais pesada da vida, tem tudo para me agradar. E ainda com uma história ambientada em hoteis, aeroportos e lojas de gravatas, lugares de que gosto tanto. Um filme que aborda a solidão por opção, crises existenciais e angústia e que, no final das contas, vai contra tudo o que prega o cinema americano ao assumir que, na vida, não há mesmo a possibilidade de consertar quase nada. E então veio o &lt;a href="http://screamyell.com.br/"&gt;texto&lt;/a&gt; que o Marcel Plasse escreveu sobre ele no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Scream &amp;amp; Yell&lt;/span&gt; e eu corri para o cinema no mesmo dia. Principalmente por conta da frase que encerrava a crítica: “é cinema para adolescentes entenderem errado e adultos fingirem não ter entendido”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que já deve ter dado para perceber, também por antecipação, é que diante de tanta expectativa só podia dar tudo errado - e o pior é que eu nem tenho um bom motivo para não ter gostado do filme. O George Clooney está perfeito (todos os atores estão), toca &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Angel in The Snow&lt;/span&gt;, do Elliott Smith (e um filme com Elliott Smith na trilha não pode ser ruim). Mas na primeira meia hora de exibição eu já estava olhando para o relógio sem parar, achando quase tudo muito chato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas riam e eu ria também, claro. Não ia ficar ali parado, simplesmente olhando para a tela sem fazer nada. Mas a verdade é que eu não entendi muito bem se o objetivo de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Amor sem Escalas&lt;/span&gt; é fazer rir ou chorar. Talvez eu devesse dar uma chance ao filme e voltar ao cinema, só para comprovar que aquela angústia na hora de ir embora veio mesmo por conta do extrato da minha conta que eu tirei no caixa eletrônico e não pela história contada por Reitman. O duro é que eu nem me sinto um adulto fingindo não ter entendido o filme. Se fosse isso, pelo menos, eu teria uma desculpa particular para não ter gostado dele. E não estaria aqui, me sentindo um alien.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-7051291668442564480?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/7051291668442564480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=7051291668442564480' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/7051291668442564480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/7051291668442564480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2010/01/arte-de-querer-gostar-de-um-filme.html' title='A arte de querer gostar de um filme'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S2JIwWfUjMI/AAAAAAAAAP0/wkp0VAgC5d4/s72-c/upintheair_01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-8473211031763898623</id><published>2010-01-27T10:31:00.013-02:00</published><updated>2010-08-19T12:54:25.364-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Mark Haddon e os comensais solitários</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S2AyG-ybsUI/AAAAAAAAAPk/cXep7qaVmOg/s1600-h/novo-1.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431396246123950402" src="http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S2AyG-ybsUI/AAAAAAAAAPk/cXep7qaVmOg/s320/novo-1.jpg" style="cursor: pointer; display: block; height: 240px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 262px;" /&gt;&lt;/a&gt;Eu termino de ler um bom livro e bate uma tristeza brava. Quanto melhor a leitura, maior a melancolia no final. Simples assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem foi desse jeito com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Uma Coisa de Nada&lt;/span&gt;, do Mark Haddon. Veio como um soco no estômago. Eu já tinha gostado do livro assim que li seu primeiro parágrafo, há dois anos, em uma livraria, mas só agora o peguei para valer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haddon é autor de &lt;a href="http://tortamagica.blogspot.com/2009/05/sobre-cachorros-mortos-e-orelhas.html"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Estranho Caso do Cachorro Morto&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, por isso não dava para esperar pouca coisa desse &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Uma Coisa de Nada&lt;/span&gt;. Me lembrou &lt;a href="http://tortamagica.blogspot.com/2009/02/correcao.html"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;As Correções&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, do Jonathan Franzen, um dos meus favoritos de sempre. No jeito de contar a história, na escolha de uma passagem na vida de uma família desajustada tão comum e ao mesmo tempo tão peculiar como tema de um romance. Em muitos aspectos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um trecho nele de que gostei em especial:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Sempre havia achado os comensais solitários tristes. Mas agora que ele era um comensal solitário, na verdade se sentia superior. Devido ao livro, principalmente. Aprendendo alguma coisa enquanto todo mundo estava desperdiçando tempo. Era como trabalhar à noite.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostei dessa passagem porque talvez eu seja um desses comensais solitários na maior parte do tempo. Ou talvez porque eu goste muito de ler. Ou até porque eu ache que o ideal seria que passássemos menos tempo de nossas vidas dormindo – embora não faça absolutamente nada para mudar isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que eu nunca mais volte a ler nada dele, Haddon já é um autor cujo jeito de escrever eu quero imitar um dia. Assim que eu finalmente levantar do sofá para cuidar do meu romance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A imagem no topo eu tirei do post &lt;a href="http://revistatrip.uol.com.br/blogs/coluna/2009/07/28/mesa-para-um.html"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mesa Para Um&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, do Fernando Luna, publicado no site da revista Trip. Uma pérola sobre pobres comensais solitários que me fez querer sumir com tudo o que eu já escrevi na vida)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-8473211031763898623?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/8473211031763898623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=8473211031763898623' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/8473211031763898623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/8473211031763898623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2010/01/mark-haddon-e-os-pobres-comensais.html' title='Mark Haddon e os comensais solitários'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S2AyG-ybsUI/AAAAAAAAAPk/cXep7qaVmOg/s72-c/novo-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-2355763801343240906</id><published>2010-01-21T16:10:00.006-02:00</published><updated>2010-05-16T21:58:45.498-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='John Mayer'/><title type='text'>O coração sofrido de John Mayer</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1iY3iJJlMI/AAAAAAAAAO0/SchWQg1psaM/s1600-h/Rolling+Stone+EUA+John+Mayer.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 235px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1iY3iJJlMI/AAAAAAAAAO0/SchWQg1psaM/s320/Rolling+Stone+EUA+John+Mayer.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5429257430620542146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Eu nunca ouvi uma música do John Mayer. Não que eu me recorde, pelo menos. Só me lembro dele tocando uma versão instrumental de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Human Nature&lt;/span&gt; no funeral do Michael Jackson, ano passado (eu ia dizer que aquela foi a pior versão para uma música do Jacko desde sempre, mas acabo de lembrar da Cláudia Leitte cantando &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Thriller&lt;/span&gt;). Também sei que ele namorou a Jennifer Aniston. A minha, a sua, a nossa namorada perfeita. E que levou um pé na bunda. Agora Mayer é o cara sem camisa na capa da &lt;a href="http://www.rollingstone.com/rockdaily/index.php/2010/01/19/john-mayers-dirty-mind-lonely-heart-new-issue-of-rolling-stone/"&gt;Rolling Stone&lt;/a&gt; americana. Cara triste, guitarra na mão, barba por fazer e topete tão firme quanto o de um boneco de cera. O músico diz à revista que nunca superou o fim do namoro com Aniston - o que mostra que, apesar de tudo, ainda lhe resta um pouco de sensatez.  Justificando a cara de dó na capa, ele conta que sua vida sexual e sentimental se limita a ser constantemente rejeitado nos lugares onde vai. E que desfruta dos prazeres de uma vida entregue a sessões de maconha e videogame, embora sonhe em encontrar o par ideal. Como se já não bastasse tudo isso, Mayer desce ainda mais baixo e conta que está em busca do '&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Joshua Tree&lt;/span&gt;' das vaginas. Seja lá o que isso signifique, a declaração prova que, além de ser péssimo com analogias, ele tem mau gosto para música. Muito. E que a Jennifer Aniston sabe mesmo o que faz. Eu pouco conheço o John Mayer, mas ele já me mata de vergonha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-2355763801343240906?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/2355763801343240906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=2355763801343240906' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/2355763801343240906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/2355763801343240906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2010/01/o-coracao-solitario-de-john-mayer.html' title='O coração sofrido de John Mayer'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1iY3iJJlMI/AAAAAAAAAO0/SchWQg1psaM/s72-c/Rolling+Stone+EUA+John+Mayer.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-3035185229202476704</id><published>2009-12-17T13:30:00.013-02:00</published><updated>2010-05-16T21:59:04.555-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Holger'/><title type='text'>Uma rajada de otimismo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SypOww35PvI/AAAAAAAAAOM/Ti_3L6owzec/s1600-h/4172189600_b12825113a.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SypOww35PvI/AAAAAAAAAOM/Ti_3L6owzec/s320/4172189600_b12825113a.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416228101526470386" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O forte desse blog não é a atualização. Nunca foi. Então eu não preciso pedir desculpas por querer falar hoje de um show do Holger que aconteceu dez dias atrás, no Bar Secreto, em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheci a banda há algum tempo, no &lt;a href="http://colunistas.ig.com.br/lucioribeiro/"&gt;blog&lt;/a&gt; do Lúcio Ribeiro. E desde então é lá que eu venho descobrindo quase tudo o que eu sei sobre eles. Por exemplo, que 2009 foi um ano excepcional para a sua curta carreira. Nos últimos doze meses, eles se apresentaram em festivais importantes no Brasil, receberam indicações para o VMB, tocaram no Canadá, nos Estados Unidos e até dentro da loja da Diesel, nos Jardins. Muito disso, penso eu, pela repercussão do (excelente) EP &lt;a href="http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=80101"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Green Valley&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Mas principalmente pelo barulho que vem sendo feito em torno de suas loucas apresentações. É fácil comprovar: não há show brasileiro mais legal que o deles atualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do lado de fora do Secreto, na quarta passada, um hostess com camiseta do Sepultura recomendava o show para um bando de dasluzetes indecisas, contando que tinha visto a passagem de som, mais cedo, e que era "bom". Lá dentro: mulheres lindas desfilando roupas caras, álcool correndo solto e uma banda ensandecida tocando sobre a pista de dança. O show é ensurdecedor e eletrizante - isso para economizar adjetivos. Uma rajada de anfetamina. Em meia hora de apresentação, os cinco Holgers, todos com 20 e poucos anos, se revezam nos instrumentos, esmagam a bateria, deitam no chão e chamam espectadores mais empolgados para dançar no poste do bar. A intensidade é tamanha que parece que o mundo vai acabar ali, no Secreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O som da banda vai na esteira de clássicos do indie (Wilco, Pavement). As letras são ótimas. A boa &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Auction&lt;/span&gt;, uma das faixas mais conhecidas, tem &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=KokRG1A3z_8"&gt;clipe&lt;/a&gt; passando na MTV - mas o vídeo é muito ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte ao show, no Twitter, testemunhas usavam adjetivos impublicáveis (mas sempre positivos) para se referir à apresentação. Uns apelavam para analogias futebolísticas (“é que nem pênalti, tem que se esforçar para sair no 0 x 0”), outros faziam poesia (“muito amor”) e até diziam que aquela era a melhor coisa que tinham visto em muito tempo (tudo bem, esse era eu).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rolling Stone&lt;/span&gt; deste mês, a do Mano Brown na capa, tem &lt;a href="http://www.rollingstone.com.br/edicoes/39/textos/holger-em-ritmo-de-festa/"&gt;matéria&lt;/a&gt; com a banda.  O texto diz que eles ainda frequentam a faculdade e dependem de outros trabalhos para sobreviver. E que fazem planos de gravar o disco de estreia no ano que vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinais de que a festa está apenas começando.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;(A foto, que não é do show no Secreto, foi roubada do &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/holgerflickr/"&gt;Flickr&lt;/a&gt;&lt;span&gt; da banda.)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-3035185229202476704?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/3035185229202476704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=3035185229202476704' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/3035185229202476704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/3035185229202476704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2009/12/uma-rajada-de-otimismo.html' title='Uma rajada de otimismo'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SypOww35PvI/AAAAAAAAAOM/Ti_3L6owzec/s72-c/4172189600_b12825113a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-8827063206870302746</id><published>2009-12-01T23:29:00.012-02:00</published><updated>2010-05-16T21:59:28.496-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='The Killers'/><title type='text'>The Killers por um mundo melhor</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SxXKgjlfPRI/AAAAAAAAANQ/oRMDBUshG7Q/s1600/HBG.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SxXKgjlfPRI/AAAAAAAAANQ/oRMDBUshG7Q/s200/HBG.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5410453188012621074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Hoje é o primeiro dia do mês mais triste do ano. E o Killers aproveitou este 1º de dezembro, quando é celebrado o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, para dar uma nova contribuição ao melancólico universo das canções natalinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A banda lançou hoje, para venda na internet, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Happy Birthday Guadalupe&lt;/span&gt;, sua quarta música de Natal. Assim como das outras três vezes, os lucros da canção serão doados para um fundo de combate à Aids na África.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música conta com a participação dos americanos Wild Light, de New Hampshire, e Mariachi El Bronx, de Los Angeles. E é, de longe, a melhor das gravações natalinas lançadas pelo Killers. Para quem não curte os caras, uma dica: ela não lembra em nada os maiores sucessos deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=_T_H0DJ9-t0"&gt;clipe&lt;/a&gt; de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Happy Birthday Guadalupe&lt;/span&gt; também é ótimo - e igualmente 'diferente' dos outros vídeos da banda. Ele narra a história de um cowboy solitário, sofrendo de amor no deserto, interpretado pelo Luke Perry, o Dylan da primeira versão de Barrados no Baile.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com frases cantadas em castelhano, elementos mariachis e um refrão triste e grudento, berrado pelo mestre Brandon Flowers, o vocalista mais bem vestido de Las Vegas, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Happy Birthday Guadalupe&lt;/span&gt; faz uma mistura e tanto das principais características de cada uma das três bandas. E pode ser dançada a dois, no mesmo ritmo de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Elephant Gun&lt;/span&gt;, do Beirut. E ajuda a comprovar que quanto mais brega e preocupado com os destinos da humanidade o Killers fica, mais ele melhora musicalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E viva o México!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="295"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/_T_H0DJ9-t0&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/_T_H0DJ9-t0&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="295"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-8827063206870302746?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/8827063206870302746/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=8827063206870302746' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/8827063206870302746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/8827063206870302746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2009/12/killers-por-um-mundo-melhor.html' title='The Killers por um mundo melhor'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SxXKgjlfPRI/AAAAAAAAANQ/oRMDBUshG7Q/s72-c/HBG.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-8402557191783035685</id><published>2009-08-26T23:32:00.007-03:00</published><updated>2010-05-16T22:00:04.196-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nick Hornby'/><title type='text'>Um grande garoto</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SpXwkSXtEgI/AAAAAAAAANA/Eb_altbcsUs/s1600-h/two_lovers_xl_01--film-A.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px; display: block; height: 240px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374466236533772802" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SpXwkSXtEgI/AAAAAAAAANA/Eb_altbcsUs/s320/two_lovers_xl_01--film-A.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Eu queria ser o Nick Hornby por um milhão de motivos. A coluna que ele tinha na &lt;em&gt;The Believer&lt;/em&gt; é um deles. Um dia eu falo dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu não sou ele e não tenho uma coluna em lugar algum, vou escrever aqui mesmo. E vou fingir que sou ele para poder falar das coisas que andei lendo nos últimos dias. E também das que andei vendo – no cinema ou em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de começar assim, talvez eu nem precise mais dizer que (finalmente) li &lt;em&gt;Frenesi Polissilábico&lt;/em&gt;. Primeiro eu resisti, é verdade. É que tenho tanta ficção na fila de livros para serem lidos que achei que esse podia esperar. Engano meu. Qualquer pessoa que sonhe em escrever livros um dia precisa ler o que este senhor tem a dizer sobre os mesmos. Só sei que minha lista de leituras pendentes aumentou consideravelmente. E que me deu muita vontade de rasgar tudo o que eu já escrevi na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi &lt;em&gt;Brüno&lt;/em&gt;. O que não chega a ser uma novidade, já que todo mundo viu. Mas no meu caso não é tão óbvio assim: assisti &lt;em&gt;Borat&lt;/em&gt; apenas há algumas semanas; e meio que para me “preparar” para esse &lt;em&gt;Brüno&lt;/em&gt;. O filme é constrangedor; muito constrangedor. Mas é tão, tão genial, que você acaba perdoando tudo. O plano para o sábado do Brüno também incluía fazer uma concessão para o cinema brasileiro e assistir &lt;em&gt;Tempos de Paz&lt;/em&gt;. Embora eu não crie expectativas para filmes nacionais, esse me pareceu digno de ser visto. Mas só até o momento em que eu assisti o &lt;a href="http://veja.abril.com.br/blog/isabela-boscov/cinema/tempos-de-paz/"&gt;Videocast&lt;/a&gt; da Isabela Boscov sobre ele. O que se seguiu foi que eu desisti. Eu sei, isso é coisa de gente sem personalidade, mas a questão é que talvez eu não tenha personalidade mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para fechar o assunto cinema, vi &lt;em&gt;Apenas Uma Vez&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Amantes &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;Se Beber, Não Case&lt;/em&gt;. O primeiro não é tão novo assim, mas eu só descobri agora. É bom porque é como um disco do Damien Rice tocado do início ao fim. Sem final feliz, sem muitas alegrias, com boas atuações e uma trilha sonora de fazer bater com a cabeça na quina da mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já &lt;em&gt;Amantes&lt;/em&gt; começa com uma tentativa de suicídio. E nenhum filme com um começo assim pode ser de todo ruim. Há cenas ali de uma sinceridade comprometedora. Principalmente para homens. E mais ainda para homens que já passaram da idade de morar com os pais. Daria para esquecer qualquer outra coisa de &lt;em&gt;Amantes &lt;/em&gt;e se concentrar apenas na atuação do Joaquin Phoenix (foto), que paga de looser o tempo todo. Mas aí daria muita vontade de chorar quando a gente se desse conta de que o cara, de repente, resolveu surtar e virar rapper. E nunca mais se barbear ou cortar o cabelo. Uma judiação, mas deixa para lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre &lt;em&gt;Se Beber, Não Case&lt;/em&gt;, não há muito o que dizer. É que eu ando lendo tanta coisa sobre ele que não saberia fugir do lugar comum. O que eu sei é que eu odeio comédias, de uma maneira geral. Mas essa é daquelas que te tomam de ataque e te fazem ficar se perguntando: como é que alguém pode pensar em um roteiro tão bom? O filme me fez sentir muita vontade de ir para Las Vegas. E de ter amigos menos normais. E de me casar logo só para fazer uma despedida de solteiro como aquela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente paguei uma velha dívida de leitura: &lt;em&gt;Cinzas do Norte&lt;/em&gt;, do Milton Hatoum. Esse é o único escritor brasileiro de ficção que me interessa. O último livro que eu havia lido dele, a coletânea de contos &lt;em&gt;A Cidade Ilhada&lt;/em&gt;, vale por seis meses em qualquer oficina literária. E olha que eu nem gosto tanto assim de livros de contos. Mas o problema é que eu achei &lt;em&gt;Cinzas&lt;/em&gt; o pior de todos dele. Ou o menos bom, para ficar melhor. Isso porque, por pior que seja, o Hatoum nunca consegue ser menos que bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda tentei ler &lt;em&gt;Terras Baixas&lt;/em&gt;, do Joseph O'Neill. Ouvi falar do livro quando o Obama resolveu dizer, há muito tempo, que esse era o seu livro de cabeceira. Não acho que o Obama seja digno de ter qualquer recomendação seguida, mas saiu tanta coisa em tantos lugares sobre o livro que eu acabei me interessando pela história. E contei os dias para ele ser lançado no Brasil. Não consegui ir além da página 60. O que eu não entendo é como pode ter tanta gente comparando esse estorvo a &lt;em&gt;O Grande Gatsby&lt;/em&gt;. Heresia. Voltei na livraria e troquei por &lt;em&gt;Após o Anoitecer&lt;/em&gt;, do Haruki Murakami. Ando meio que determinado a ler tudo desse cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também estou lendo &lt;em&gt;A Cabeça é a Ilha&lt;/em&gt;, do Andre Dahmer. Tenho feito isso o mais devagar que posso porque o livro é tão bom que dá dó de terminar. A cada página eu decido que uma determinada tirinha é a melhor que já li dele. Mas isso só dura até a próxima página, quando eu mudo totalmente de ideia e escolho outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também tem o novo disco do Artic Monkeys, que eu esperei tanto para ser lançado – será que ele anda dando sono só em mim? E um monte de shows que estão por vir. Mas aí ficaria extenso demais. Então eu diria que isso ficaria para o mês que vem, caso estivéssemos na &lt;em&gt;Believer&lt;/em&gt;. Como não estamos e eu não obedeço a nenhum grupo de jovens que se vestem de branco – o tal do Frenesi Polissilábico – é melhor deixarmos o resto para um próximo post. Ou para nunca mais, caso surja um assunto mais adequado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-8402557191783035685?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/8402557191783035685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=8402557191783035685' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/8402557191783035685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/8402557191783035685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2009/08/um-grande-garoto.html' title='Um grande garoto'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SpXwkSXtEgI/AAAAAAAAANA/Eb_altbcsUs/s72-c/two_lovers_xl_01--film-A.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-4078156548133383765</id><published>2009-08-15T22:23:00.005-03:00</published><updated>2010-05-16T22:00:23.417-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Guia do Observador das Nuvens'/><title type='text'>A glória da tarde</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/Sodf_nn-cDI/AAAAAAAAAMo/uZOSvfx-0cw/s1600-h/18855883.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370366627235655730" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 200px; height: 132px; text-align: center;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/Sodf_nn-cDI/AAAAAAAAAMo/uZOSvfx-0cw/s200/18855883.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Via de regra, um guia para observação de nuvens me pareceria, a princípio, tão interessante quanto um estudo sobre os atacantes mais promissores do futebol árabe. E se houve um momento em que eu pesei essa certeza, foi quando vi o Zeca Camargo &lt;a href="http://colunas.g1.com.br/zecacamargo/2008/03/17/leitura-recomendada-para-o-seu-feriado/"&gt;falar&lt;/a&gt;, há mais de um ano, sobre um tal de &lt;em&gt;Guia do Observador das Nuvens&lt;/em&gt;, de Gavin Pretor-Pinney, em seu blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história toda me pareceu um tanto irresistível por conta de uma frase que ele escreveu logo no primeiro parágrafo do texto: “uma pequena obra-prima da leitura que você pode tranquilamente ignorar por toda sua vida, mas que, quando você a encontra, pergunta-se como pôde viver até os dias de hoje sem uma preciosidade dessas.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Batata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos tempos, peguei o livro nas mãos mais de uma vez, sempre em uma mesma livraria. Sempre aquele único exemplar, à minha espera. Nunca o comprei. Hoje, no entanto, eu meio que o li – bem por cima, é verdade - sentado no café dessa mesma livraria, à tarde. Um expresso, um brownie com sorvete e algumas horas folheando um manual sobre a maneira correta de se olhar para aquilo que o autor chama de o “rosto da atmosfera”. Pronto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basicamente, cada capítulo do livro fala de um tipo de nuvem. No último deles, o tema são as do tipo &lt;em&gt;Glória da Manhã&lt;/em&gt; – as &lt;em&gt;Morning Glory&lt;/em&gt;. Trata-se da “nuvem surfada pelos pilotos de planadores”, explica o texto. “Uma nuvem baixa que parece um rolo de merengue esticado de uma ponta a outra do horizonte, com céus claros adiante e atrás dela.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembre-se de que &lt;em&gt;Morning Glory&lt;/em&gt; também é o nome do melhor disco do Oasis. Logo, ninguém conseguiria resistir a um texto sobre uma nuvem chamada assim. Certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda sobre a tal &lt;em&gt;Glória da Manhã&lt;/em&gt;, nosso amigo Pretor-Pinney narra uma jornada onde tenta convencer pessoas de que “a vida seria um tédio se não tivéssemos mais nada para olhar a não ser a monotonia do azul, dia após dia”. No final das contas, ele acaba por concluir que “atravessou meio mundo só para descobrir (...) que estava pregando para os convertidos”. Essa é a última frase do livro. E eu me assumo incapaz de me lembrar de um fim de texto melhor que esse em qualquer outro livro, de qualquer tempo – ao menos por ora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que eu sei, acima de qualquer coisa, é que vou acabar rolando na cama à noite, sem conseguir dormir, repetindo insistentemente a mesma pergunta: como é que eu pude viver até hoje sem uma preciosidade dessas?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-4078156548133383765?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/4078156548133383765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=4078156548133383765' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/4078156548133383765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/4078156548133383765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2009/08/gloria-da-tarde.html' title='A glória da tarde'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/Sodf_nn-cDI/AAAAAAAAAMo/uZOSvfx-0cw/s72-c/18855883.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-8062608795325919601</id><published>2009-05-24T18:05:00.012-03:00</published><updated>2010-05-16T22:01:05.705-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mark Haddon'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Star Trek'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Estranho Caso do Cachorro Morto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='J. J. Abrams'/><title type='text'>Cachorros mortos e orelhas pontudas</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/Shm219a84PI/AAAAAAAAAMY/JU5BPgv8CjU/s1600-h/spock.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339499871361360114" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; height: 134px; text-align: center;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/Shm219a84PI/AAAAAAAAAMY/JU5BPgv8CjU/s320/spock.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Poucas sensações são tão especias quanto a de se sentir embasbacado ao terminar um livro ou sair do cinema - no final do filme. Essa semana eu me senti assim duas vezes. A primeira delas tem a ver com algo que já vinha dando voltas na minha cabeça havia bastante tempo: &lt;em&gt;O Estranho Caso do Cachorro Morto&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me lembro da primeira vez em que ouvi falar desse livro. Lembro apenas de quando descobri seu autor, Mark Haddon. Foi na livraria de um shopping, quando eu garimpava algo de diferente na ilha de lançamentos. E então eu encontrei &lt;em&gt;Uma Coisa de Nada&lt;/em&gt;, sua obra seguinte à do cachorro. Não comprei o livro e até hoje não o li inteiro. Mas fiquei impressionado com o texto; e com a história, com a capa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final das contas, eu só adiei a possibilidade daquela experiência – a experiência de ler Haddon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão aqui é que o tal livro do cachorro foi aparecendo na minha frente diversas vezes desde então. E o mais importante de tudo é que o livro é mesmo incrível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu poderia gastar muito tempo elogiando sua narrativa engenhosa. E dizer que ele conta a história de um menino autista que decide investigar o assassinato do cachorro da vizinha e acaba descobrindo muito mais do que gostaria. Acontece que o ponto é que eu me rendo à histórias que envolvam pessoas com algum tipo de deficiência mental. E foi principalmente isso que me arrebatou: Haddon parece conhecer a mente de um autista como se fosse um deles. E prova isso principalmente nas entrelinhas, nas coisas que não diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma passagem no texto que me impressionou, em especial. É quando Christopher, o menino, ouve sua mãe brigando com o namorado e então decide pegar um rádio portátil na cozinha e se fechar no quarto com o aparelho sintonizado entre duas estações. A explicação dele para isso dispensa comentários: &lt;em&gt;“para só poder escutar o barulho vazio, daí aumentava bastante o volume, e apertava o rádio no meu ouvido, e o chiado enchia meu ouvido e me doía tanto que eu não sentia mais nenhuma outra dor, como a dor no meu peito (...).”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ainda tem a outra descoberta que eu fiz essa semana que, embora eu não soubesse antes de entrar no cinema, também tem a ver com o camarada Christopher. E com o novo &lt;em&gt;Star Trek&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas lembranças com &lt;em&gt;Jornada nas Estrelas&lt;/em&gt;, de que o personagem do livro também é fã, remetem a quando a série era reprisada na TV, nos fins de tarde. E só. Lembro muito pouco das histórias. O que eu lembro mesmo é de nunca ter entendido, ao certo, se o Spock, o cara das orelhas pontudas, era um homem bom ou mau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu soube, a partir do momento em que descobri que a direção do novo filme da série ficara por conta do&lt;a href="http://tortamagica.blogspot.com/2009/04/medo-do-j-j-abrams.html"&gt; J. J. Abrams&lt;/a&gt;, foi que certamente eu iria ao cinema vê-lo. E pronto; eu fui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daria para ficar aqui listando as marcas do diretor no filme. Na trilha, nas reviravoltas do roteiro, nas cenas que não te deixam respirar. Está tudo ali, inclusive a neura por viagens no tempo que fazem com que um personagem encontre consigo mesmo em outra época e os incríveis flashbacks de sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a coisa toda vai muito além disso. Muito mesmo. &lt;em&gt;Star Trek&lt;/em&gt; é o melhor filme que eu vejo em muito tempo. Depois de tanto dinheiro desperdiçado tentando encontrar algo que fosse além do trivial no cinema, esse valeu cada centavo gasto. Só a sequência inicial, se repetida durante duas horas, já valeria, sozinha, o ingresso. Mas há muito mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que não há nada como boas histórias contadas de maneira brilhante para fazerem você acreditar nessa estranha força, descrita pelo narrador no final do filme, que nos leva a descobrir novos mundos. Seja na tela grande ou nas páginas de um livro, uma força que tem a ver com uma espécie de recompensa impossível de ser descrita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-8062608795325919601?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/8062608795325919601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=8062608795325919601' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/8062608795325919601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/8062608795325919601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2009/05/sobre-cachorros-mortos-e-orelhas.html' title='Cachorros mortos e orelhas pontudas'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/Shm219a84PI/AAAAAAAAAMY/JU5BPgv8CjU/s72-c/spock.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-2122074536262221560</id><published>2009-04-06T01:12:00.004-03:00</published><updated>2010-05-16T22:01:26.193-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='J. J. Abrams'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fringe'/><title type='text'>Medo do J. J. Abrams</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SdmD5VzMPSI/AAAAAAAAAL0/Wr9Am6eK5Bo/s1600-h/novo-1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5321429455842589986" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; height: 164px; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SdmD5VzMPSI/AAAAAAAAAL0/Wr9Am6eK5Bo/s320/novo-1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O mundo é um laboratório. Pelo que entendi assistindo ao piloto de &lt;em&gt;Fringe&lt;/em&gt;, é esse, basicamente, o argumeto do novo devaneio de J. J. Abrams, criador de &lt;em&gt;Lost&lt;/em&gt;. Para dizer o mínimo, a série mistura referências científicas e teorias conspiratórias com o que mais se vê no trabalho do produtor: reviravoltas e tensão, muita tensão. Em entrevista à &lt;em&gt;Veja&lt;/em&gt;, Abrams assumiu ter aprendido que “a melhor forma de uma trama de mistério prender o espectador era criar tantas reviravoltas e desdobramentos paralelos que ele não tivesse tempo de respirar". Sobre &lt;em&gt;Fringe&lt;/em&gt; lidar com teorias conspiratórias, ele foi além: “as teorias conspiratórias dão ao espectador uma sensação de conforto. A possibilidade de que o mundo seja controlado por uma organização ou sistema é assustadora. Mas, ao mesmo tempo, fornece um sentido à vida: se isso existir, então há um objetivo maior por trás de tudo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntado sobre o que está ocorrendo com muitos fãs reclamando que &lt;em&gt;Lost&lt;/em&gt; se tornou mirabolante, ele respondeu que “esse pessoal não é nerd o suficiente”. Aliás, todos os produtores da série não cansam de repetir que nunca perderam o controle e que, ao fim da trama, todas as pontas se ligarão. Penso que a última cena do 11º episódio da quinta temporada da série, com o Locke dando boas vindas à terra dos vivos ao Ben, endossa bem o que o próprio Abrams falou sobre não dar tempo para o espectador respirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de ter sua sequência inicial filmada em um avião, &lt;em&gt;Fringe&lt;/em&gt; compartilha com &lt;em&gt;Lost&lt;/em&gt; da necessidade de mostrar o quanto grandes corporações desejam controlar o mundo. E de que somos todos cobaias de experimentos ininterruptos. E de que talvez as pessoas sejam um pouco mais sinistras e assustadoras do que imaginamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo que li na &lt;em&gt;Veja&lt;/em&gt;, a própria mulher do produtor já declarou que ele é um ser de outro planeta. É por essas e outras que eu tenho medo do J. J. Abrams. Muito medo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-2122074536262221560?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/2122074536262221560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=2122074536262221560' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/2122074536262221560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/2122074536262221560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2009/04/medo-do-j-j-abrams.html' title='Medo do J. J. Abrams'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SdmD5VzMPSI/AAAAAAAAAL0/Wr9Am6eK5Bo/s72-c/novo-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-8754336944487366757</id><published>2009-04-05T22:16:00.006-03:00</published><updated>2010-05-16T22:01:46.075-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nirvana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Kurt Cobain'/><title type='text'>Um bebê errático e triste</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SdlYu_O3w1I/AAAAAAAAALk/hdfvwbxIyOo/s1600-h/KurtCobain_glasses.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5321381998985986898" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 253px; height: 320px; text-align: center;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SdlYu_O3w1I/AAAAAAAAALk/hdfvwbxIyOo/s320/KurtCobain_glasses.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Hoje faz exatos quinze anos que Kurt Cobain estourou os próprios miolos com uma arma. Eu gostaria de dizer que era fã do Nirvana e da mente perturbada de Cobain. Que assim como fizera com a pequena Frances, filha do cantor com a igualmente equilibrada Courtney Love, seu suicídio também me deixara órfão. Mas não é verdade. Em 1993, por exemplo, enquanto Cobain abaixava as calças e cuspia na câmera da Globo, no Hollywood Rock, eu estava mais interessado na turnê de &lt;em&gt;O Canto da Cidade&lt;/em&gt;, da Daniela Mercury.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É com tristeza que eu digo que o meu fascínio pelo Nirvana e, mais especificamente, pela história de Cobain, só veio mais tarde, tempos depois de sua morte. Lembro de uma Showbizz, de 1996, em que ele aparecia na &lt;a href="http://img.mercadolivre.com.br/jm/img?s=MLB&amp;amp;f=87101894_8046.jpg&amp;amp;v=E"&gt;capa&lt;/a&gt; atrás da pergunta: “Valeu a pena Kurt?” A edição trazia, além de uma biografia instigante do músico, a reprodução de sua &lt;a href="http://juizolimitado.zip.net/images/carta.gif"&gt;carta de suicídio&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De lá para cá, já reli o texto da carta algumas dezenas de vezes. E é sempre uma experiência avassaladora. Arrepiante, para dizer o mínimo. Fico incomodado quando ele se declara um bebê errático e triste. Ou quando diz que não tem mais paixão. Quando cita Neil Young para dizer que é melhor queimar do que se apagar aos poucos. Quando diz que a vida de Frances será tão mais feliz sem ele; e em todo o resto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto muito de diferentes fases e trabalhos do Nirvana, que conheci bastante depois do suicídio de Kurt. Mas há uma gravação da banda, no entanto, que considero especialmente arrebatadora. Trata-se de uma versão para &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=uRtd9TFfScU"&gt;Where Did You Sleep Last Night&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, do cantor e guitarrista Huddie Ledbetter, conhecido como Leadbelly, tocada na gravação do &lt;em&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/MTV_Unplugged_in_New_York"&gt;Unplugged MTV&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;. Acho incômodo e fascinante o silêncio mortal que o público faz durante os seis minutos que dura a canção. Assim como é igualmente incômoda e fascinante a entrega de Kurt na música, que encerrou a noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por motivos que ninguém nunca conseguirá entender, Kurt se matou menos de cinco meses depois da gravação do &lt;em&gt;Unplugged&lt;/em&gt;. Tenho para mim que ele soube, naquele momento, que jamais conseguiria cantar nada melhor do que &lt;em&gt;Where Did You Sleep Last Night&lt;/em&gt;. Não daquela maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="295"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/eglOHphhpcg&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/eglOHphhpcg&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="295"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-8754336944487366757?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/8754336944487366757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=8754336944487366757' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/8754336944487366757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/8754336944487366757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2009/04/um-bebe-erratico-e-triste.html' title='Um bebê errático e triste'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SdlYu_O3w1I/AAAAAAAAALk/hdfvwbxIyOo/s72-c/KurtCobain_glasses.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-3160191243626858409</id><published>2009-04-05T20:59:00.004-03:00</published><updated>2010-05-16T22:02:28.681-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Anos Incríveis'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paul McCartney'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ringo Starr'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Beatles'/><title type='text'>Paul &amp; Ringo</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SdldzETJ8rI/AAAAAAAAALs/0BdhvkppBvI/s1600-h/anosincriveis.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5321387566623748786" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 200px; height: 172px; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SdldzETJ8rI/AAAAAAAAALs/0BdhvkppBvI/s200/anosincriveis.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ontem, às vésperas do aniversário de 15 anos da morte de Kurt Cobain, a magia dos Beatles ganhou vida novamente. E olha que para isso nem foi preciso gastar duas balas e reunir os quatro integrantes da banda mais uma vez. A coisa toda durou apenas três minutos, mas deu para sentir o que o Nick Hornby chamaria de “sensação gostosa de sonho”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começou quando Paul McCartney pediu uma ajudinha do amigo Ringo Starr para cantar com ele &lt;em&gt;With a Little Help From My Friends&lt;/em&gt;, em Nova York. A parte chata é que uma decisão tão boa tenha partido de uma causa tão infeliz: o &lt;a href="http://musica.uol.com.br/ultnot/reuters/2009/04/05/ult279u7536.jhtm"&gt;evento&lt;/a&gt; onde eles se apresentaram pretendia levantar dinheiro para ajudar que cerca de um milhão de crianças aprendam a técnica da meditação Transcendental, que os próprios Beatles praticaram no auge da fama. Fico pensando que eles poderiam ter arranjado um milhão de outros motivos para dividir o microfone, mas foram decidir fazê-lo justamente por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pouco eu tornei a me lembrar do Ringo. Dessa vez, por conta de uma reportagem na Veja com a história do Pete Best, que foi baterista dos Beatles antes deles se transformarem em fenômeno mundial. Best foi demitido do grupo e Ringo entrou em seu lugar. Algum tempo depois, Best se trancou em casa, abriu o registro de gás e tentou se matar. Sua atitude mostra que ele não é um cara sensato: em seu lugar, qualquer pessoa do mundo teria tentado o suicídio de uma maneira irreversível. Atualmente, de acordo com Veja, Best dispõe de “um ótimo senso de humor”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao grande encontro de ontem, lembrei de quando eu ouvia &lt;em&gt;With a Little Help From My Friends&lt;/em&gt; na abertura de &lt;em&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Wonder_Years"&gt;Anos Incríveis&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, na versão do Joe Cocker. E de que o Ringo é pai do Zac Starkey, que já tocou bateria no Oasis. E pensei que o Ringo, o mais desajeitado dos Beatles, apesar de gostar de uma coisa tão chata quanto meditação e de se vestir como se fosse um integrante do Bee Gees, só pode ser um cara legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ADFadRdK9Aw&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ADFadRdK9Aw&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Na foto, Kevin Arnold, Paul Pfeiffer e Winnie Cooper, de &lt;em&gt;Anos Incríveis&lt;/em&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-3160191243626858409?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/3160191243626858409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=3160191243626858409' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/3160191243626858409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/3160191243626858409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2009/04/paul-ringo.html' title='Paul &amp; Ringo'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SdldzETJ8rI/AAAAAAAAALs/0BdhvkppBvI/s72-c/anosincriveis.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-5336013955627140316</id><published>2009-04-03T15:52:00.009-03:00</published><updated>2010-05-16T22:02:46.745-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mark Ronson'/><title type='text'>Eu queria ser Mark Ronson!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SdZyNpOaISI/AAAAAAAAALc/GXMs0a8Wibw/s1600-h/mark.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320565588514971938" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 267px; height: 320px; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SdZyNpOaISI/AAAAAAAAALc/GXMs0a8Wibw/s320/mark.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Chega de Radiohead, por ora. O assunto agora é a escolha do homem mais bem vestido da Inglaterra: o multi-instrumentista &lt;a href="http://www.myspace.com/markronson"&gt;Mark Ronson&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ronson produziu &lt;em&gt;Back To Black&lt;/em&gt;, o segundo e melhor álbum da Amy Winehouse. Também &lt;a href="http://www.rollingstone.com.br/secoes/novas/noticias/4831/"&gt;deve&lt;/a&gt; ajudá-la a refazer seu novo disco, que foi rejeitado pela gravadora. Além de um Grammy como melhor produtor, Ronson tem na estante de casa um Brit Awards de melhor artista britânico masculino. Ele estreou como DJ em uma festa do Puff Daddy e tocou no casamento do Tom Cruise com a Katie Holmes. Cresceu, dizem, vendo David Bowie, Paul McCartney e Tommy Hillfiger na sala de casa. Em 2007, lançou &lt;em&gt;Version&lt;/em&gt;, seu segundo álbum, com regravações de sucessos do indie e do pop com roupagem black. Para “reinventar” músicas de gente como Britney Spears, Smiths e Jam, o rapaz contou com a ajuda de gente como Lily Allen, Robbie Williams e Amy Winehouse. Ronson é boa pinta, milionário, talentoso, já pagou de modelo para a DKNY, é amigo de todo mundo que importa e o melhor de tudo: acaba de ser &lt;a href="http://gqstyle.com/fashion/trends/slideshows/090401-50-bestdressed-men-2009.aspx"&gt;eleito&lt;/a&gt; o inglês mais bem vestido do ano pela &lt;a href="http://gqstyle.com/home.aspx"&gt;GQ&lt;/a&gt; britânica. A lista sai na edição de maio da revista. Figuras como Guy Ritchie, Tom Ford e David Beckham ficaram para trás. Alex Turner, do Artic Monkeys, só aparece em 13º.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para terminar, uma trégua na promessa de não falar mais de Radiohead: em &lt;em&gt;Version&lt;/em&gt;, Ronson chamou Alex Greenwald, do Phantom Planet, para cantar na melhor cover de que se tem notícia para uma música do grupo de Thom Yorke: a grooveada versão de &lt;em&gt;Just&lt;/em&gt;. Também não dá para imaginar figurino melhor para uma banda do que o usado no &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=2ZKbsrcA92I"&gt;videoclipe&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Foto do site &lt;a href="http://www.erikapalomino.com.br/erika2006/lifestyle.php?m=3482#titulo"&gt;Erika Palomino&lt;/a&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-5336013955627140316?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/5336013955627140316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=5336013955627140316' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/5336013955627140316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/5336013955627140316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2009/04/eu-queria-ser-mark-ronson.html' title='Eu queria ser Mark Ronson!'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SdZyNpOaISI/AAAAAAAAALc/GXMs0a8Wibw/s72-c/mark.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-8063507997996166639</id><published>2009-03-31T12:35:00.002-03:00</published><updated>2010-05-16T22:03:04.885-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Radiohead'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diogo Mainardi'/><title type='text'>Diogo rocks</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;O Diogo Mainardi foi ao show do Radiohead no Rio. Disse que foi arrastado, mas foi. Ele &lt;a href="http://veja.abril.com.br/idade/podcasts/mainardi/"&gt;contou&lt;/a&gt; que um amigo seu é amigo de um guitarrista da banda, que arrumou um lugar para ele no “curralzinho da mesa de som”. Também contou que no dia seguinte, no bar do hotel, o baterista do grupo ensinou seu filho menor a tocar bumbo. Sobre o show, o Mainardi disse que o Radiohead o aborreceu com aquelas bandeiras tibetanas penduradas nos pianos. “Durante o espetáculo (...) pensei apenas que, entre eles e uma cadeira, escolho a cadeira”, disse. O melhor de tudo é que o assunto da sua coluna não foi a apresentação do Radiohead, mas o show de abertura. “Durante o espetáculo do Kraftwerk, pensei sobre o fracasso de minha geração. Sobre o futuro esclerosado que representamos”, explicou Mainardi. Entre o Radiohead e uma cadeira, eu ainda escolho o Radiohead. Mas por todo o resto é que o Mainardi é meu ídolo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-8063507997996166639?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/8063507997996166639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=8063507997996166639' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/8063507997996166639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/8063507997996166639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2009/03/diogo-rocks.html' title='Diogo rocks'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-4345185270705565716</id><published>2009-03-25T22:55:00.015-03:00</published><updated>2010-05-16T22:03:16.829-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Radiohead'/><title type='text'>O expresso da angústia</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/Scrj0MCtEMI/AAAAAAAAALU/SpDh8Md6LH0/s1600-h/rh2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317312795789562050" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 400px; height: 221px; text-align: center;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/Scrj0MCtEMI/AAAAAAAAALU/SpDh8Md6LH0/s400/rh2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Seria estranho escrever menos sobre o show do Radiohead do que escrevi sobre os shows do &lt;a href="http://tortamagica.blogspot.com/2009/03/sobre-os-reis-do-pi-pi-pi.html"&gt;Kraftwerk&lt;/a&gt; e do &lt;a href="http://tortamagica.blogspot.com/2009/03/conversa-de-botas-batidas.html"&gt;Los Hermanos&lt;/a&gt;. Mas a verdade é que não dá para dizer nada sem parecer piegas. Não sobre um show do Radiohead.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Talvez, para fugir disso, eu devesse falar sobre a tragédia que foi a organização do festival. Sobre a dificuldade de se chegar na Chácara do Jockey. Sobre a minúscula ladeira na qual 30 mil pessoas se espremeram para deixar o lugar, no final da apresentação. Sobre a impossibilidade de se encontrar um taxi disposto a te levar embora. Sobre o cheiro de excrementos de cavalo. Sobre os diversos "brejos" formados pelos mesmos excrementos no gramado do show e, por fim, sobre copos de água vendidos a cinco reais.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Mas a verdade é que, no palco, em pouco mais de 130 minutos, o Radiohead chegou à perfeição. E a todo momento, no show, eu me lembrava de uma &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/folhatee/fm0812200812.htm"&gt;coluna&lt;/a&gt; do Álvaro Pereira Junior onde ele falava sobre “como é um show do Radiohead”. De como ele dizia que os discos "difíceis" da banda, no palco, passavam a fazer sentido. “Não representavam a ruptura que, em um primeiro momento, se imaginava (ou que pelo menos eu imaginei)”, escreveu ele. No último domingo, era exatamente disso que eu me lembrava. De como as músicas, de diferentes fases e álbuns da banda, de uma hora para outra se pareciam absolutamente coerentes entre si. A diferença é que, ao falar de um show dessa mesma turnê, em Toronto, no ano passado, ele dizia que “a banda estava gelada. Perfeita e sem vibração.” E ia além: “(...) tenha em mente: o show, que dura duas horas, não é arrebatador. É, isso sim, milimetricamente profissional.”&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Sobre o show não ser arrebatador, eu não consigo discorrer – talvez por ser meu primeiro show do Radiohead (e até por culpa da minha pouca experiência com apresentações desse “porte”) eu fui absoluta e completamente arrebatado. Abduzido, até. Esse tipo de análise mais “distante” é coisa para gente como o Álvaro; coisa de gênio. Mas sobre uma coisa eu posso, certamente, discordar dele: dessa vez, a banda estava perfeita e, completamente, vibrante. Vibrante e alegre a ponto de se fazer estranhar por aqueles que (como eu) esperavam dar de cara com os cinco caras mais tristes e enigmáticos da música pop.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/ScrjpgtOQcI/AAAAAAAAALM/1MwCahWsYqw/s1600-h/rh1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317312612358046146" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 400px; height: 266px; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/ScrjpgtOQcI/AAAAAAAAALM/1MwCahWsYqw/s400/rh1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Assim, depois de alguns dias imaginando uma forma para descrever essa experiência, decidi que o melhor é desistir. Em seu lugar, vou tentar me prender a fatos que me marcaram na primeira passagem do “expresso da angústia” – expressão que roubei do portal &lt;a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090320/not_imp341902,0.php"&gt;Estadão&lt;/a&gt; - pelo Brasil. Eu poderia listar dezenas deles, centenas até; mas vou ficar em apenas oito:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¬ Foi uma surpresa ver, na primeira página do site &lt;a href="http://ego.globo.com/Gente/Noticias/0,,MUL1050669-9798,00-THOM+YORKE+VOCALISTA+DO+RADIOHEAD+CAI+NO+MAR+DE+IPANEMA.html"&gt;Ego&lt;/a&gt;, o Thom Yorke pagando de garoto de Ipanema e levando suas pelancas para curtir a praia no Rio de Janeiro, no primeiro dia da banda no Brasil. Faço minhas as palavras da &lt;a href="http://trashitup.blogspot.com/"&gt;Ana Bean&lt;/a&gt;: “Eu nunca imaginei que o Thom Yorke tivesse uma bermuda. Muito menos que ele fosse à praia. Que ele pegasse jacaré então...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¬ No dia seguinte ao show do Rio de Janeiro, Bruno Medina, tecladista do Los Hermanos, escreveu em seu &lt;a href="http://colunas.g1.com.br/instanteposterior/2009/03/21/primeiras-consideracoes/"&gt;blog&lt;/a&gt; que “foi um pouco sui generis testemunhar Thom Yorke requebrando as cadeiras enquanto tocávamos &lt;em&gt;Morena&lt;/em&gt; na passagem de som”. Hã?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¬ Entre um ápice e outro do show em São Paulo, eram tensos os silêncios que hipnotizavam a plateia durante alguns momentos. Como descreveu bem a Ana Bean (de novo ela!) na &lt;a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090320/not_imp341902,0.php"&gt;Popload&lt;/a&gt;: “quando Thom Yorke ensaiou a primeira frase de &lt;em&gt;Exit Music (For a Film)&lt;/em&gt;, ninguém se mexeu ou resolveu cantar junto. Não tem como não se arrepiar com 30 mil pessoas… em silêncio.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¬ Dava até para imaginar que alguma coisa estava errada quando algumas frases em português “invadiam” o show. Mas, em &lt;a href="http://multishow.globo.com/Radiohead/Materias/Exclusivo--Edgard-conversa-com-Thom-Yorke-e-Ed-O-Brien--do-Radiohead.html"&gt;entrevista&lt;/a&gt; - a única dada em terras brasileiras - ao Edgard, do Multishow, o Thom Yorke explica que esse é um “hábito” da banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¬ A última música que eu imaginei ouvir ao vivo foi &lt;em&gt;You And Whose Army&lt;/em&gt;, minha favorita de &lt;em&gt;Amnesiac&lt;/em&gt; e uma das minhas preferidas da banda. Descobri, no &lt;a href="http://multishow.globo.com/Radiohead/Materias/-Creep-entrou-de-ultima-hora-no-setlist-do-show-de-Sao-Paulo.html"&gt;set list&lt;/a&gt; divulgado pelo Multishow, que ela entrou na última hora. Sorte minha. O Thom Yorke tocando piano com raiva e brincando de aproximar o olho da câmera está entre os meus melhores momentos do show.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¬ O que foi o povo continuar cantando “come on rain down on me” depois que &lt;em&gt;Paranoid Android&lt;/em&gt; terminou? E a banda lá, sem entender nada, com um olhando para a cara do outro e sorrindo como quem diz: “whatafuck?!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¬ E teve &lt;em&gt;Fake Plastic Trees&lt;/em&gt;. E nessas horas a gente parece bobo e jura que eles cantaram a música para nós – para mim, no caso. Uma pequena história: ouvi o nome do Radiohead pela primeira vez na coluna do Álvaro (sempre ele!). Mas só quando ele citou que eles estavam tocando até em comercial na tv foi que eu pesquisei e descobri que se tratava da minha &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=hmdmfWQW4ig"&gt;propaganda&lt;/a&gt; favorita de todos os tempos: a do Carlinhos no carrossel. Foi assim, arrebatador. Um caminho sem volta. E agora aquela música ali, domingo, fazendo a minha espinha gelar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¬ Por fim, tem aquelas coisas que o palco fez. Quando a gente vê notícias de crianças japonesas tendo ataques e morrendo na frente da tv, hipnotizadas pelos efeitos visuais de alguns desenhos animados, deve ser assim que acontece. Mas ali, no show do Radiohead, foi como uma moldura para o som. Para ficar em apenas um momento: o que foram os efeitos de luz em &lt;em&gt;Creep&lt;/em&gt;? Como se já não bastassem os versos daquele refrão, os “golpes” de luz branca com listras coloridas eram de derrubar qualquer um. Fantástico, para dizer o mínimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem muita coisa, ainda; mas eu juro que teria que ficar aqui para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A primeira foto é do Daigo Oliva - G1 - e a segunda do Flavio Florido - Uol)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-4345185270705565716?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/4345185270705565716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=4345185270705565716' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/4345185270705565716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/4345185270705565716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2009/03/ja-passou-o-disco-voador.html' title='O expresso da angústia'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/Scrj0MCtEMI/AAAAAAAAALU/SpDh8Md6LH0/s72-c/rh2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-4581234270954471252</id><published>2009-03-25T20:29:00.013-03:00</published><updated>2010-05-16T22:03:31.427-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Los Hermanos'/><title type='text'>Conversa de botas batidas</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317272402581866882" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; height: 212px; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/Scq_E_nhSYI/AAAAAAAAAK8/7ea9-Qf1n84/s320/lh.jpg" border="0" /&gt;¬ Quando comprei o ingresso para ver o Radiohead no Just a Fest, nem sonhava com a possibilidade do Los Hermanos se reunir novamente para tocar no festival. E nem mesmo às vésperas do show eu me animei tanto com a apresentação dos caras. E tinha até uma certa opinião sobre esse oportuno “retorno” da banda. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;¬ Mas a verdade é que deu até vontade de chorar ouvindo, da fila formada no lado de fora da Chácara do Jockey, eles tocarem &lt;em&gt;Cara Estranho&lt;/em&gt; lá dentro. E deu muita raiva da organização do festival, pela escolha de um lugar tão longe de tudo. Deu raiva do Governo do Estado de São Paulo, responsável pelas obras que interditam parte das ruas de acesso ao lugar, tornando os congestionamentos gigantes. Raiva do trânsito de São Paulo, que nunca permite que você chegue na hora programada. Raiva de não ter saído mais cedo de casa. Quando finalmente me vi diante do palco, faltavam apenas cinco músicas para o final do show. E a vontade de que o tempo pudesse voltar era imensa. E a tristeza por não saber quando o grupo se reunirá novamente também.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;¬ Do pouco que vi da apresentação, algo me pareceu estranho. Li alguma crítica dizendo que foi um show burocrático. Talvez seja essa a palavra. Mas vai ver que eu estava longe demais do palco para perceber qualquer coisa. Só sei que não pareceu muito com o que vi e vivi em outras apresentações da banda. Mas também sei que foi bonito e saudoso. Assim como foi bonito ver no blog do Bruno Medina ele &lt;a href="http://colunas.g1.com.br/instanteposterior/2009/03/24/sobre-o-show-de-sao-paulo/"&gt;dizer&lt;/a&gt; que “valeu a oportunidade de convivência nestas três semanas, de relembrar boas histórias, de tocarmos juntos novamente músicas que significam tanto para tanta gente, e de reviver a maravilhosa atmosfera que envolve qualquer show do Los Hermanos.” E que saudade que me dá dessa maravilhosa atmosfera. E que raiva que me dá por ter perdido uma oportunidade dessas.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;(Na foto, de Flavio Florido - Uol -, os hermanos Rodrigo Amarante e Marcelo Camelo)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-4581234270954471252?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/4581234270954471252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=4581234270954471252' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/4581234270954471252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/4581234270954471252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2009/03/conversa-de-botas-batidas.html' title='Conversa de botas batidas'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/Scq_E_nhSYI/AAAAAAAAAK8/7ea9-Qf1n84/s72-c/lh.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-627595857582046350</id><published>2009-03-25T19:47:00.008-03:00</published><updated>2010-05-16T22:03:45.147-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Kraftwerk'/><title type='text'>Sobre os reis do pi pi pi</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317261001253166258" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 400px; height: 174px; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/Scq0tWW7nLI/AAAAAAAAAK0/FU6hjAyF0nU/s400/kraft.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Três coisas antes...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="left"&gt;¬ O nome do Kraftwerk sempre me faz lembrar, imediatamente, de notícias sobre a clássica capa da &lt;a href="http://www.spin.com/magazine"&gt;Spin&lt;/a&gt; em que eles apareceram diante da indagação: “Mais influentes que os Beatles?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¬ O show que a banda fez no Free Jazz de 1998, em São Paulo, está no &lt;a href="http://colunistas.ig.com.br/lucioribeiro/tag/kraftwerk/"&gt;Top 5&lt;/a&gt; de shows da vida do Lúcio Ribeiro. Ele – e não só ele – disse que os tios da eletrônica “assombraram” o Jockey Club.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¬ É indiscutível que eles praticamente iniciaram a música eletrônica como a conhecemos hoje. Em um &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u46030.shtml"&gt;texto&lt;/a&gt; de 2004, na Folha, por ocasião da segunda passagem da banda pelo Brasil, o Thiago Ney disse que é “humanamente impossível dissociar de qualquer coisa produzida eletronicamente nos últimos 30 anos a influência desses alemães, que injetaram na música o conceito ‘homem-máquina’”. &lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;...e três depois.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;¬ A imagem que eu sempre tive de uma apresentação do Kraftwerk estava associada a quatro figuras apáticas manuseando laptops no palco. No último domingo, na Chácara do Jockey, em São Paulo, tudo se confirmou. Nada me faz desistir da ideia de que eles simplesmente passaram 80 minutos navegando pela internet – quiçá brincando no MSN e no Orkut – enquanto o público travava uma luta insana contra o tédio para conseguir dançar e se animar com a ideia de que estava diante da “revolução”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¬ Em algum momento do show, eu fui encontrar um amigo na “praça de alimentação” do lugar. Quando voltamos para a frente do palco, ele me perguntou onde estavam “os caras”. Eu expliquei que aquelas quatro sombras diante do telão, no centro do palco, eram eles. Ele jurou que pensou que fossem robôs. E talvez ele não estivesse tão enganado assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¬ Até que me provem o contrário, &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=XtPAMlpfdEA"&gt;We Are The Robots&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; é o que se pode chamar de ápice em uma apresentação do grupo. O número é o mesmo há séculos: eles saem do palco e são substituídos por robôs. O engraçado é que a música continua tocando do mesmo jeito, me deixando seriamente desconfiado de que eles realmente não fazem absolutamente nada diante daqueles laptops.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Na foto, de Flavio Florido - Uol -, o Kraftwerk “tocando” em São Paulo, no Just a Fest)&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-627595857582046350?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/627595857582046350/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=627595857582046350' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/627595857582046350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/627595857582046350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2009/03/sobre-os-reis-do-pi-pi-pi.html' title='Sobre os reis do pi pi pi'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/Scq0tWW7nLI/AAAAAAAAAK0/FU6hjAyF0nU/s72-c/kraft.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-2696374605058895298</id><published>2009-03-18T17:35:00.011-03:00</published><updated>2010-05-16T22:03:59.092-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ricardo Mansur'/><title type='text'>Um cara de modelo</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/ScFdtEIKc0I/AAAAAAAAAKk/OVjqjyXHvHc/s1600-h/mansur.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314632064057373506" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 179px; height: 200px; text-align: center;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/ScFdtEIKc0I/AAAAAAAAAKk/OVjqjyXHvHc/s200/mansur.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Na capa da Vip deste mês, a da &lt;a href="http://vip.abril.com.br/ensaio/sabrina-sato-2009.shtml"&gt;Sabrina Sato&lt;/a&gt;, tem uma chamada para um editorial de moda com o Ricardo Mansur com “5 looks pra ter o estilo pegador” no trabalho. Fácil. Pelo que eu entendi, depois de conferir as fotos, o segredo é mesclar costumes Ermenegildo Zegna e Armani com relógios Mido. Simples assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No texto, diz que o Mansur se diferencia do empresário tradicional, “talvez pelo berço de ouro”. Eu acho que ele se diferencia de qualquer mortal - e não apenas do empresário tradicional – por já ter namorado mulheres como Gisele Bündchen, Isabeli Fontana, Letícia Birkheuer e Luana Piovani.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nem é isso o que mais me intriga. Se você já viu o cara em alguma revista ou programa na televisão, percebeu que, além do berço de ouro, ele, no dia a dia, só precisa contar com uma série interminável de camisetas pólo da Itaipava para pagar de pegador. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Além de empresário, o Mansur também é jogador de pólo. Apesar de eu não ter notícia sobre o que ele faz nessa sua última profissão, descobri na Vip que ele “seria considerado herói nacional se fôssemos nós a Argentina”. Sorte a nossa não sermos a Argenina, eu acho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;*Na foto, de Ângelo Pastorello, Mansur e um look de R$ 3 mil para dar pinta de pegador no trabalho.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-2696374605058895298?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/2696374605058895298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=2696374605058895298' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/2696374605058895298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/2696374605058895298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2009/03/um-cara-de-modelo.html' title='Um cara de modelo'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/ScFdtEIKc0I/AAAAAAAAAKk/OVjqjyXHvHc/s72-c/mansur.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-5125621236105207550</id><published>2009-03-18T12:38:00.016-03:00</published><updated>2010-05-16T22:04:17.009-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes de arte'/><title type='text'>Por que eu odeio "filmes de arte"</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/ScEViLnqTuI/AAAAAAAAAKU/oZ4t-XxjZYY/s1600-h/tres+macacos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314552712252772066" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; height: 200px; text-align: center;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/ScEViLnqTuI/AAAAAAAAAKU/oZ4t-XxjZYY/s320/tres+macacos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Cinemas que exibem filmes de arte são ambientes peculiares. Geralmente eles têm nomes de banco e geralmente são chamados de cinemas alternativos, mas são sempre uma alternativa mais cara para quem quer assistir a um filme chato em uma tela pequena.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;A exemplo do que acontece com os shows da Madonna e os eventos de moda e os bazares do Alexandre Herchcovitch, há muitos gays em cinemas de arte. De todos os tipos e tamanhos. E também há muitos caras magros, desses com óculos de aros largos, camisetas pequenas e tênis velhos. Se bem que talvez eles sejam todos a mesma coisa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Não tenho nada contra esse tipo de gente. Até porque, em uma cidade como São Paulo, conviver com eles é tão comum quanto conviver com terroristas muçulmanos, mágicos e equilibristas. Normal.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;O que eu não suporto é quando essa gente se concentra em bandos na frente desses cinemas para fazer comentários subjetivos sobre filmes que todo mundo odeia, inclusive eles, mas não pode falar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Isso porque, quem gosta de filmes de arte precisa – além de gostar - dizer que gosta. Não basta ter visto tudo do Godard ou conhecer a obra de Fellini como a palma da mão, é preciso comentar em blogs ou entrar em comunidades que afirmam isso no Orkut. Ou participar de palestras e mostras sobre o tema – e balançar a cabeça em sinal de afirmação quando alguém estiver falando sobre o tema. E suspirar, muito. Também é preciso ler a Bravo! e usar camisetas com cartazes de filmes, ainda que tudo o que você realmente conheça sobre o dito “cinema alternativo” seja &lt;em&gt;O Fabuloso Destino de Amélie Poulain&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Há poucos dias, fui ao Espaço Unibanco de Cinema, em São Paulo, assistir ao turco &lt;em&gt;Três Macacos&lt;/em&gt;. Ouvi dizer que seria uma boa oportunidade para conhecer o cinema daquele país. Mas a única coisa que o filme conseguiu foi me deixar curioso sobre como pronunciar corretamente o seu título original: &lt;em&gt;Uç Maymun&lt;/em&gt;. De resto, são mais de cem minutos de vida desperdiçados.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Uma coisa que eu nunca consegui assimilar é o porquê dos atores de filmes de arte serem tão feios. Ô povo maltratado, meu Deus! E o que é pior: quanto mais feio, mais necessidade de aparecer pelado eles têm. Vai entender... Pensa bem: por um cachê de US$ 10 milhões, uma atriz consagrada de Hollywood sequer paga peitinho em um filme. Mas em um “aventura alternativa” cujo orçamento total não chega a metade disso, ela mostra até o útero. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Mas voltando a &lt;em&gt;Três Macacos&lt;/em&gt;, eu diria que é muito silêncio para um filme só. Praticamente um regresso ao cinema mudo. Entre um diálogo e outro, dá até para ir ao banheiro ou buscar uma pipoca; isso se alguém comesse pipoca nos cinemas de arte. Lá, o que pega é um café (caro) antes da sessão e outro depois. Ou, quem sabe, uma garrafinha de água mineral para se hidratar durante o filme. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Mais que boas histórias ou roteiros amarrados, filmes exibidos em cinemas alternativos precisam ter subjetividade; muita subjetividade. Nem que para isso ele não se faça entender por ninguém além do seu próprio diretor. Mas ninguém precisa se constranger, basta apanhar sua garrafa de água e sair da sala de cinema pisando forte e elogiando a luz do filme. Também vale exaltar as cores da obra, a fotografia sublime, a melancolia nas expressões dos atores e a profundidade dos diálogos - ainda que esses se reduzam a meia dúzia de frases trocadas durante todo o filme. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;*A imagem é de&lt;/em&gt; Três Macacos&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-5125621236105207550?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/5125621236105207550/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=5125621236105207550' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/5125621236105207550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/5125621236105207550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2009/03/porque-eu-odeio-cinemas-de-arte.html' title='Por que eu odeio &quot;filmes de arte&quot;'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/ScEViLnqTuI/AAAAAAAAAKU/oZ4t-XxjZYY/s72-c/tres+macacos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-2332146947974070344</id><published>2009-02-24T21:41:00.020-03:00</published><updated>2010-05-16T22:05:20.174-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Uma pena</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SaST64hFXDI/AAAAAAAAAJk/WF9b5I1XG0E/s1600-h/untitled.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306528900762131506" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 148px; height: 200px;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SaST64hFXDI/AAAAAAAAAJk/WF9b5I1XG0E/s200/untitled.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Não vi o Oscar este ano. Não tenho TNT em casa. Acompanhei a premiação pela internet, no &lt;a href="http://anamariabahiana.blog.uol.com.br/"&gt;blog&lt;/a&gt; da Ana Maria Bahiana, enquanto assistia ao desfile das escolas de samba na televisão. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Dos cinco concorrentes ao prêmio de Melhor Filme, eu só vi &lt;em&gt;Quem Quer Ser um Milionário?&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;O Curioso Caso de Benjamin Button&lt;/em&gt;. Os outros três ainda não chegaram aos cinemas de Ribeirão Preto. Eu também não sei se os verei um dia. Muita preguiça e desinteresse. &lt;em&gt;Benjamin Button&lt;/em&gt; me deu sono, muito sono. O filme não decola. Não consegui desassociá-lo de &lt;em&gt;Titanic&lt;/em&gt;. Aquela velha lembrando a história, as metáforas pobres, o roteiro sofrível. Deu até para rir na cena do relógio sendo atingido pela enchente causada pelo Katrina, no final. Lembrei do navio afundando. Também não consegui entender a indicação do Brad Pitt para o Oscar de Melhor Ator. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Já &lt;em&gt;Quem Quer Ser um Milionário?&lt;/em&gt; é um daqueles mistérios que ninguém explica. De tão tosco, o filme ofende. É uma espécie de &lt;em&gt;Cidade de Deus&lt;/em&gt;, mas (bem) piorado. Piegas. O triste é pensar que - em tese - a consagração do filme pelo Oscar o dignifica a representar o que houve de melhor nas telas no ano passado. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Em &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2402200918.htm"&gt;artigo&lt;/a&gt; na Folha, o João Pereira Coutinho disse que “o Oscar deste ano confirma (...) que a moderna ficção televisiva substituiu há muito, em inventividade e desafio, o papel visual e narrativo que o cinema teve durante um século”. Brilhante. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;As coisas no cinema andam muito triviais. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;É uma pena, uma grande pena. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;*Na imagem, Penélope Cruz e o abraço mais doce da noite, direto do blog da Ana Maria Bahiana.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-2332146947974070344?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/2332146947974070344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=2332146947974070344' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/2332146947974070344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/2332146947974070344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2009/02/uma-pena.html' title='Uma pena'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SaST64hFXDI/AAAAAAAAAJk/WF9b5I1XG0E/s72-c/untitled.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-202099965910973799</id><published>2009-02-21T00:17:00.009-03:00</published><updated>2010-05-16T22:05:33.177-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Franz Ferdinand'/><title type='text'>Homens grandes com camisetas pequenas</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SZ9zeQSbIRI/AAAAAAAAAJc/SMfHjJXyPNQ/s1600-h/untitled.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5305085849671246098" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 245px; height: 320px;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SZ9zeQSbIRI/AAAAAAAAAJc/SMfHjJXyPNQ/s320/untitled.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Eu não conhecia &lt;a href="http://www.zanelowe.com/"&gt;Zane Lowe &lt;/a&gt;até há poucos minutos. Mas já não gosto dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um primeiro momento, tudo o que eu soube sobre Zane é que ele é um cara pretensioso, usa óculos pretos de aros largos e se esforça bastante para parecer amigo de infância do Franz Ferdinand. Agora, eu também sei que ele é VJ da MTV britânica e DJ da BBC Radio One. E nem assim ele me pareceu alguém melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobri o apresentador graças ao &lt;em&gt;Zane Meets Franz Ferdinand&lt;/em&gt;, que a MTV brasileira acabou de exibir. No programa, Zane conversa com Alex Kapranos e Nick McCarthy, da banda escocesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Franz Ferdinand é uma boa banda. Muito boa, na verdade. Ao lado dos Strokes e do White Stripes, é uma das melhores surgidas nesta década. E é também com essas duas que eles figuram entre as bandas mais bem vestidas de todos os tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira música que ouvi do Franz Ferdinand foi &lt;em&gt;Take Me Out&lt;/em&gt;. Em 2004, acho. Dois anos depois, vi um show deles no Brasil. Na verdade a banda veio abrir para o U2, no Morumbi, mas eu fui ao show mesmo foi para ver os caras, que haviam acabado de lançar seu segundo disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma frustração. Tocando meia dúzia de músicas no volume mínimo, eles não conseguiram fazer mais barulho que o bando de gente estranha que esperava pela atração principal da noite. Com a banda ocupando um espaço minúsculo na frente do palco, e com as luzes do estádio todas acesas, a única coisa de que me lembro bem do show é de um grupo de moleques bêbados com coroas de cartolina do Burger King pulando sem parar e cantando &lt;em&gt;Do You Want To&lt;/em&gt; no meio da pista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns meses mais tarde, eles voltaram ao país como atração principal de um festival. Eu não fui. Antes de um show no Rio de Janeiro, dessa segunda vez, Kapranos, dizem, foi a uma pizzaria em Copacabana e pediu uma especial, fora do cardápio, com espinafre, azeitonas, salame e um ovo por cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vocalista com o sotaque mais sensacional do novo rock é também gourmet e já assinou uma coluna sobre o assunto no &lt;em&gt;The Guardian&lt;/em&gt;. Os textos inspiraram o livro &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.conradeditora.com.br/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=2243"&gt;Mordidas Sonoras&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; (Conrad), onde ele narra aventuras gastronômicas enquanto dá duas voltas e meia ao redor do planeta excursionando com sua banda. Há um capítulo inteiro dedicado a uma experiência em um rodízio de carnes no Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao irritante Zane Lowe, meu novo adversário número um, com exceção dos vários trechos de clipes exibidos da banda, &lt;em&gt;Zane Meets Franz Ferdinand&lt;/em&gt; teve um único momento bom: o Desafio do Queijo. Pelo que notei, o quadro, em que a banda convidada precisa falar o maior número possível de nomes de queijo em 20 segundos, é fixo. Não me lembro qual é o artista recordista, mas parece que ele apontou 19 nomes. O Franz Ferdinand falou 11.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não ouvi o novo álbum dos caras, &lt;em&gt;Tonight: Franz Ferdinand&lt;/em&gt;. No programa do Zane, vi o &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=31sZ9xZr_Ew"&gt;clipe&lt;/a&gt; de &lt;em&gt;Ulysses&lt;/em&gt;, o primeiro single do disco. A música é boa. Muito boa, na verdade. Um transe. O vídeo é lisérgico. E incrível. É ótima a parte em a banda aparece tocando e pulando sobre camas de um quarto de hotel. E também quando o baterista Paul Thomson bate com as suas baquetas na parede. E as cenas na lavanderia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São legais, ainda, os ternos pretos com faixas brancas nas beiradas que os músicos vestem no clipe. E também os passos de dança que eles fazem enquanto cantam sobre o tal Ulysses, pedindo mais intensidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No restante do programa, entre um devaneio e outro, o figura do Zane só ficou disparando citações e lembrando histórias da banda da maneira mais arrogante possível. No melhor jeito Xuxa de entrevistar alguém, fez de tudo para afirmar sua intimidade com os caras e não poupou elogios constrangedores. Também falou sobre o que diversos artistas já disseram sobre o Franz Ferdinand. E lembrou de um rapper – acho – que definiu os indies como homens grandes com camisetas pequenas. Que eu me lembre, foi a única frase que pareceu divertir honestamente Kapranos e McCarthy.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-202099965910973799?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/202099965910973799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=202099965910973799' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/202099965910973799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/202099965910973799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2009/02/homens-grandes-com-camisetas-pequenas.html' title='Homens grandes com camisetas pequenas'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SZ9zeQSbIRI/AAAAAAAAAJc/SMfHjJXyPNQ/s72-c/untitled.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-8257595273950114508</id><published>2009-02-14T20:03:00.008-02:00</published><updated>2009-02-14T21:18:33.831-02:00</updated><title type='text'>Aquecimento</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SZdAjwe5EUI/AAAAAAAAAI0/EBG447s3K6E/s1600-h/actors-directors-0903-pp05.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5302778069306118466" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 272px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SZdAjwe5EUI/AAAAAAAAAI0/EBG447s3K6E/s400/actors-directors-0903-pp05.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Mais uma vez Woody Allen. E dessa vez acompanhado da mais bela entre as belas indicadas ao Oscar deste ano: Penélope Cruz. A atriz e o diretor foram clicados juntos pela fotógrafa Annie Leibovitz para a edição de março da &lt;a href="http://www.vanityfair.com/magazine/toc/2009/toc200903"&gt;Vanity Fair&lt;/a&gt;, que traz o Obama na capa.&lt;br /&gt;No próximo domingo de carnaval, a espanhola concorre ao prêmio de melhor atriz coadjuvante por &lt;em&gt;Vicky Cristina Barcelona&lt;/em&gt;, de Allen. Ainda não vi o filme - as comédias do diretor não costumam me interessar. Dessa vez, no entanto, três bons motivos me dão vontade de fazê-lo. Penélope é um deles. Scarlet Johansson e Javier Bardem os outros dois.&lt;br /&gt;No sensacional &lt;a href="http://www.vanityfair.com/culture/features/2009/03/actors-directors-portfolio200903?slide=3#globalNav"&gt;ensaio&lt;/a&gt; da Vanity Fair, que eu descobri no &lt;a href="http://bloglog.globo.com/anamariabahiana/"&gt;blog&lt;/a&gt; da Ana Maria Bahiana, Leibovitz retratou dez parcerias de sucesso entre atores e diretores que ajudaram a gerar duas dúzias de indicações para o Oscar deste ano. Além de Penélope e Allen, há belas imagens que reúnem Sam Mendes e Kate Winslet, Gus Van Sant e Sean Penn e John Patrick Shanley e Meryl Streep, entre outros.&lt;br /&gt;Por ironia, a mais emblemática das fotos é uma montagem. No retrato forjado, o diretor Christopher Nolan, de &lt;em&gt;Batman: O Cavaleiro das Trevas&lt;/em&gt;, divide a cena com Heath Ledger, que concorre ao prêmio póstumo de melhor ator coadjuvante pelo papel do Coringa no filme. O primeiro foi fotografado por Annie Leibovitz em 2008, o segundo em 2005.&lt;br /&gt;Palavras da Ana Maria Bahiana sobre a foto: “A vida é amiga da arte, e maior que a morte.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SZdAcL5rv1I/AAAAAAAAAIs/CsVLvGlnnRE/s1600-h/actors-directors-0903-pp09.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5302777939227295570" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 278px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SZdAcL5rv1I/AAAAAAAAAIs/CsVLvGlnnRE/s400/actors-directors-0903-pp09.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-8257595273950114508?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/8257595273950114508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=8257595273950114508' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/8257595273950114508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/8257595273950114508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2009/02/aquecimento.html' title='Aquecimento'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SZdAjwe5EUI/AAAAAAAAAI0/EBG447s3K6E/s72-c/actors-directors-0903-pp05.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-2317994260192931720</id><published>2009-02-12T12:38:00.004-02:00</published><updated>2009-02-14T18:50:54.092-02:00</updated><title type='text'>Síndrome do russo</title><content type='html'>Não conheço tanto quanto deveria o trabalho do Woody Allen. Vi poucos de seus filmes e ainda não li um único livro seu. Mas insisto em pensar que o diretor tem estado bastante intrigado com a obra do Dostoiévski quando resolve deixar - sabiamente - suas comédias de lado. Depois do petardo que foi &lt;em&gt;Match Point&lt;/em&gt;, agora ele veio com &lt;em&gt;O Sonho de Cassandra&lt;/em&gt;, que eu assisti ontem. Filmaço. O mesmo clima tenso do outro, mas diferente. Muitas (e boas) referências à obra do escritor russo, mais uma vez. Não é tão bom quanto &lt;em&gt;Match Point&lt;/em&gt;, mas seria muita arrogância nivelar cada novo drama de Allen a partir do que foi esse filme: sem comparações. Em &lt;em&gt;O Sonho de Cassandra&lt;/em&gt;, Colin Farrell está bom como jamais esteve. E Ewan McGregor perfeito, no papel de Ian. Intrigante. Descontados uns e outros deslizes de caráter, deu até inveja do personagem, vontade de ser como ele. Do mesmo jeito que me ocorreu com o Chris, de Jonathan Rhys Meyers, em &lt;em&gt;Match Point&lt;/em&gt;. A diferença é que naquele filme o bem vestido da história era Tom, o amigo abastado do Chris. Agora, a coisa nesse ponto pega mesmo é com o Ian e o melhor figurino de que se tem notícia na história do cinema.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-2317994260192931720?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/2317994260192931720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=2317994260192931720' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/2317994260192931720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/2317994260192931720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2009/02/o-melhor-figurino-de-que-se-tem-noticia.html' title='Síndrome do russo'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-6392193031545011433</id><published>2009-02-10T13:46:00.008-02:00</published><updated>2009-02-12T11:35:10.298-02:00</updated><title type='text'>O brilho eterno da rosa</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SZHckOliDNI/AAAAAAAAAIU/Lctv8JeEQ7w/s1600-h/untitled.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5301260751340702930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 236px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SZHckOliDNI/AAAAAAAAAIU/Lctv8JeEQ7w/s400/untitled.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Imediatamente depois de terminar de ler &lt;em&gt;As Correções&lt;/em&gt;, e ainda sob o efeito do procedimento que arrancou fora o meu rim esquerdo, mergulhei em &lt;em&gt;Rua da Revolução&lt;/em&gt;, de Richard Yates. Na verdade eu deveria dizer que mergulhei em &lt;em&gt;Foi Apenas um Sonho&lt;/em&gt; – era esse o título na capa do livro, recém editado no Brasil pela Alfaguara -, mas gosto da ideia de não chamá-lo assim.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Revolutionary Road&lt;/em&gt;, no original, foi lançado em 1961 nos Estados Unidos. No ano passado, sob o mesmo título, sua adaptação para os cinemas estreou por lá. Agora, o filme chegou ao Brasil com o nome &lt;em&gt;Foi Apenas um Sonho&lt;/em&gt;. Nada mais previsível, portanto, que a editora pegar carona no longa e mudar o título do romance por aqui também. De bônus, o leitor brasileiro ainda ganha uma capa que reproduz o cartaz do filme.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rua da Revolução&lt;/em&gt;, o livro, não se furta de mostrar que, invariavelmente, as coisas dão errado na vida de um casal. Foi o diretor Sam Mendes (de &lt;em&gt;Beleza Americana&lt;/em&gt;) que resolveu adaptar a história para o cinema. Para o papel de April, a protagonista, escalou sua mulher na vida real: a sensacional Kate Winslet – cujo título de sensacional lhe seria garantido ainda que todos as obras de sua filmografia fossem limadas e mantidas apenas &lt;em&gt;Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Pecados Íntimos&lt;/em&gt;. Para o papel de Frank, o marido, o escolhido foi Leonardo DiCaprio. Rose e Jack, de &lt;em&gt;Titanic&lt;/em&gt;, juntos novamente.&lt;br /&gt;Ainda não assisti a &lt;em&gt;Foi Apenas um Sonho&lt;/em&gt; e provavelmente demorarei a fazê-lo. Em grande parte porque não é de praxe filmes entrarem em cartaz em Ribeirão Preto – onde estou agora – ao mesmo tempo em que estréiam em outros lugares do Brasil. Ao menos do Brasil ideal. Mas essa é outra história.&lt;br /&gt;O caso aqui é o livro.&lt;br /&gt;No final das contas, você não consegue imaginar que alguém que não a Kate Winslet pudesse dar vida à April. Ainda que traído pela constatação de que a história já uma realidade no cinema tempos antes de eu sonhar em ler o livro, sou capaz de jurar que a April de Yates, trazida à tona nos anos 60, sempre teve a exata cara, corpo e gestos da Kate Winslet. Ou pelo menos daquela Kate Winslet travestida de April, que por ora eu só vi nos trailers e nas imagens de divulgação. Tudo daqui desse lugar que, a exemplo do condomínio em que o casal Frank e April afundaram seus sonhos, está distante de um país ideal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SZHbVJBf8wI/AAAAAAAAAIM/aw04J9OJLIk/s1600-h/tt.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5301259392637727490" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 266px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SZHbVJBf8wI/AAAAAAAAAIM/aw04J9OJLIk/s400/tt.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;*A primeira imagem é do filme&lt;/em&gt; Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças&lt;em&gt;, onde Kate é Clementine, a eterna garota do Jim Carrey. E dos cabelos coloridos. A segunda, feita pelo Tom Perrotta, foi &lt;a href="http://www.nytimes.com/packages/html/magazine/20090205-great-performers/index.html?adxnnl=1&amp;amp;adxnnlx=1234192134-WA/j44DxS0CYBoi3ar8uwg"&gt;publicada&lt;/a&gt; na revista do&lt;/em&gt; New York Times &lt;em&gt;e mostra Winslet se preparando para a festa do Globo de Ouro, onde ganhou o prêmio de melhor atriz coadjuvante, por&lt;/em&gt; O Leitor&lt;em&gt;, e melhor atriz de drama, por&lt;/em&gt; Foi Apenas um Sonho&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-6392193031545011433?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/6392193031545011433/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=6392193031545011433' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/6392193031545011433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/6392193031545011433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2009/02/o-brilho-eterno-da-rosa.html' title='O brilho eterno da rosa'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SZHckOliDNI/AAAAAAAAAIU/Lctv8JeEQ7w/s72-c/untitled.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-9036326527096036198</id><published>2009-02-10T12:20:00.007-02:00</published><updated>2009-02-10T13:02:17.156-02:00</updated><title type='text'>A correção</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SZGQwnyAaDI/AAAAAAAAAH8/x781HVIgmbY/s1600-h/DSC03215.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5301177401378629682" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 157px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SZGQwnyAaDI/AAAAAAAAAH8/x781HVIgmbY/s200/DSC03215.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A história da desajustada família Lambert e uma laparoscopia. Para mim, duas realidades completamente dissociáveis. Para sempre.&lt;br /&gt;Os Lambert estão no centro do livro &lt;em&gt;As Correções&lt;/em&gt;, de Jonathan Franzen. O calhamaço com 600 páginas e, consequentemente, os Lambert, foram meus fieis companheiros durante o processo de recuperação do procedimento cirúrgico que arrancou fora o meu rim esquerdo. Daí a associação.&lt;br /&gt;Eu soube do livro há apenas alguns dias, pelo blog do Zeca Camargo. Ele &lt;a href="http://colunas.g1.com.br/zecacamargo/2009/01/15/ratazanas-abandonem-o-navio/"&gt;falou&lt;/a&gt; da obra quando falava, na verdade, do filme francês &lt;em&gt;Um Conto de Natal&lt;/em&gt;, de Arnaud Desplechin. De tão irresistível que me parecera a ideia do filme, no mesmo dia em que li o texto corri para um daqueles cinemas caros e descolados de São Paulo onde ele estava sendo exibido em uma única sessão por dia. Com pouca paciência, 150 minutos mais tarde, cheguei à conclusão de que o esforço não valera a pena; e de que eu devo gastar menos dinheiro com amenidades.&lt;br /&gt;No texto em seu blog, Zeca dizia que o filme o fizera lembrar “um dos seus livros favoritos de todos os tempos”. Foi o bastante para que a minha curiosidade pelo tal livro - esse &lt;em&gt;As Correções&lt;/em&gt; - se vertesse em algo irresistível. A sorte de encontrar um exemplar novo da obra, por um terço do seu preço de tabela, em um sebo virtual, foi o momento derradeiro.&lt;br /&gt;Basicamente, tanto o filme quanto o livro tratam sobre reuniões de Natal. No caso de &lt;em&gt;As Correções&lt;/em&gt;, o fio condutor da história está na preparação de um Natal contada por narrativas individuais sobre cada membro de uma família americana do Meio-Oeste – os Lambert. Já o caso de &lt;em&gt;Um Conto de Natal&lt;/em&gt; é assunto para aquelas insuportáveis mesas de debate em cinemas de arte.&lt;br /&gt;Logo no início, as duas frases que abrem o livro dão o tom do texto com que Franzen irá expor a crise de valores dos Lambert: &lt;em&gt;A loucura de uma frente fria de outono avançando pela pradaria. Dava para sentir: alguma coisa terrível a ponto de acontecer.&lt;/em&gt; No entanto, apesar do início arrebatador causado pela primeira dezena de páginas, em um segundo momento a obra esteve à beira de frustrar minhas melhores expectativas. Por um longo momento.&lt;br /&gt;Muito provavelmente porque, já na leitura dos textos da orelha e da quarta página, tudo conspirava para que eu acreditasse ser esse o novo livro da minha vida. Uma família definhando, personagens escolhidos a dedo, um texto primoroso. Tudo a favor.&lt;br /&gt;Mas a história é longa. Muito, muito longa. Tanto que eu só consegui me conformar com a extensão do conto quando estava a 100 páginas do final. Foi quando eu senti, de fato, minha pressão arterial se render ao ritmo do desfecho alucinante da história. Ali, onde tudo descamba no tão aguardado Natal em Saint Jude, evento que a perturbada matriarca da família, Enid, planeja durante toda a história, eu me rendi definitiva e completamente. E finalmente concordei que o extremo detalhismo de todo o romance serve para que o leitor chegue no principal momento do livro íntimo e apaixonado por cada um dos incríveis personagens criados por Franzen.&lt;br /&gt;O efeito do seu experimentalismo é arrebatador. E olha que arrebatar um leitor com a barriga inchada por gases injetados artificialmente – exigência do procedimento, me garantiram – não é pouca coisa. Some a isso uma dúzia de pontos que parecem a um passo de estourar e dor, muita dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SZGQhxZOg2I/AAAAAAAAAH0/miu9w0Hzc1A/s1600-h/franzen_g.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5301177146261013346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 156px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SZGQhxZOg2I/AAAAAAAAAH0/miu9w0Hzc1A/s400/franzen_g.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Em um determinado momento da história de &lt;em&gt;As Correções&lt;/em&gt;, Alfred, o patriarca da família Lambert, despenca do oitavo andar de um transatlântico em pleno oceano. Arrebentado, ele diz que a única coisa que teve ferida na tragédia foi a sua dignidade. Fora do livro, o incômodo de uma sonda de borracha atravessando minha uretra até a bexiga me faz rever questões acerca de dignidade. Uma espécie de dignidade que tem a ver com a perda de um rim com pouco mais de 60 centímetros cúbicos e o uso de uma camisola velha da Santa Casa de Misericórdia de Ribeirão Preto.&lt;br /&gt;Mas voltando à história de&lt;em&gt; As Correções&lt;/em&gt;, eu diria que a coisa começa a ficar boa mesmo a duas linhas do penúltimo capítulo: &lt;em&gt;Um Último Natal&lt;/em&gt;. Na página 471, as frases que encerram o capítulo anterior a esse dão um nó no estômago que só será desamarrado bem mais à frente. Mas já (bem) antes disso, na 475, a tragédia do Natal da pobre Enid começa para valer. Seja no seu neurótico ritual de escrever dezenas de cartões de Natal ou na melancólica contemplação das janelas de sua casa, onde ela “tem uma aparência menos real do que gostaria”, a matriarca dos Lambert rouba para si uma história permeada por tantos bons personagens.&lt;br /&gt;Ao final, descobrimos, tão fracassados quanto ela, que toda a correção de Enid tinha sido em vão. É ali, no último parágrafo, ainda que o fracasso de tudo já não fosse mais novidade, que nossas convicções daquilo que é ideal em uma vida imperfeita escorrem pelo ralo. Feito excrementos de uma nefrectomia ou gases sujas de sangue.&lt;br /&gt;Com um humor tão desconcertante e personagens tão profundos, dá até para pensar que estamos diante de gente de carne e osso em &lt;em&gt;As Correções&lt;/em&gt;. Um livro que de tão perfeito chega a dar pena de ter que associá-lo a um evento marcado por mangueiras finas por onde escorrem soro e analgésicos. Ou por enfermeiras que falam alto.&lt;br /&gt;No livro, o começo é fantástico e o final arrebatador. Do outro lado da história, a dor é latejante – e graças a Deus decrescente - onde antes havia um rim.&lt;br /&gt;Agora, é só um vazio que arde e apunhala. Como aqueles que a infelicidade cria roubando os sonhos despedaçados de gente dada ao fracasso. De gente com o sobrenome Lambert. De gente como eu e você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;*A primeira imagem é a reprodução de uma ultra-sonografia do meu pequeno esquerdista antes da sua extração. A segunda é uma fotografia do autor de&lt;/em&gt; As Correções&lt;em&gt;, Jonathan Franzen.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-9036326527096036198?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/9036326527096036198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=9036326527096036198' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/9036326527096036198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/9036326527096036198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2009/02/correcao.html' title='A correção'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SZGQwnyAaDI/AAAAAAAAAH8/x781HVIgmbY/s72-c/DSC03215.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-5700253906911504769</id><published>2009-01-29T18:05:00.007-02:00</published><updated>2009-01-29T21:46:29.026-02:00</updated><title type='text'>Um pequeno milagre</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SYIN41rN7AI/AAAAAAAAAHE/J-dOskM29JA/s1600-h/lj2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296811381873306626" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 195px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SYIN41rN7AI/AAAAAAAAAHE/J-dOskM29JA/s200/lj2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Há alguns anos, o Lúcio Ribeiro reproduziu em uma &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/ult512u155.shtml"&gt;coluna&lt;/a&gt; um texto do Nick Hornby. Na verdade um artigo que o escritor publicou na revista inglesa &lt;em&gt;Granta&lt;/em&gt; e depois no livro &lt;em&gt;31 Canções&lt;/em&gt;. O relato de sua paixão arrebatadora pela canção &lt;em&gt;I´m Like a Bird&lt;/em&gt;, da cantora luso-canadense Nelly Furtado.&lt;br /&gt;Em algum momento, Hornby diz que “o ponto é que há poucos meses a canção não existia e agora ela está aí. E que ela, em um mundo delimitado, é um pequeno milagre.”&lt;br /&gt;Avançando um pouco, ele continua: “um punhado de canções novas como &lt;em&gt;I'm Like a Bird&lt;/em&gt; e você terá uma vida que valha a pena ser vivida.”&lt;br /&gt;Venho lembrando do texto há alguns dias, desde que decidi escrever algo sobre o Little Joy, banda formada pelo Fabrizio Moretti (The Strokes) e pelo Rodrigo Amarante (Los Hermanos). Na verdade eu nunca quis escrever algo sobre a banda, mas sobre uma música deles: &lt;em&gt;Brand New Start&lt;/em&gt;. Uma canção que há poucos meses não existia e agora está aí.&lt;br /&gt;Como acontecia com o Hornby – e sua &lt;em&gt;I´m Like a Bird&lt;/em&gt; - tenho que ouvi-la – a do Little Joy - dez ou 15 vezes por dia. E a cada nova audição, de alguma maneira, vem aquele mesmo estranho sentimento: uma vida que vale a pena ser vivida.&lt;br /&gt;O Nick Hornby disse que &lt;em&gt;I´m Like a Bird&lt;/em&gt; era uma canção pop muito boa, que transmitia uma sensação gostosa de sonho. Tomo emprestada a expressão do autor inglês para dizer que &lt;em&gt;Brand New Start&lt;/em&gt; é um pequeno milagre.&lt;br /&gt;É uma música feliz. E canções assim, geralmente, não me tomam de assalto. Mas dessa vez foi tudo diferente. Está tudo ali: o Amarante repetindo que não existe uma garota como a sua, falando de um novo começo, a melodia grudenta e o coro alegre no fundo. Três minutos de êxtase.&lt;br /&gt;Hornby disse que seria grato a Nelly Furtado por criar nele o narcótico efeito de ouvir uma canção de novo e de novo. Agradeço ao Little Joy.&lt;br /&gt;Hoje, antes de escrever, vi um novo texto que o Zeca Camargo publicou em seu &lt;a href="http://colunas.g1.com.br/zecacamargo/"&gt;blog&lt;/a&gt;. Ele repete uma história sobre o filósofo Isaiah Berlin contada pelo escritor Julian Barnes em seu novo livro - &lt;em&gt;Nothing to be Frightened Of&lt;/em&gt;. O texto, traduzido pelo Zeca, diz assim:&lt;br /&gt;“Música para mim está sempre associada a otimismo. Eu tive uma sensação imediata de camaradagem quando li que um dos prazeres da velhice de Isaiah Berlin era comprar ingressos de concertos com vários meses de antecedência (eu sempre o via, no mesmo camarote no Festive Hall). Ter as entradas, de alguma maneira, é uma garantia de que você vai ouvir a música e prolonga sua vida pelo menos até que o último eco das cordas finais que você pagou para ouvir desapareça”.&lt;br /&gt;Fácil de se identificar. Principalmente sob o efeito da apresentação que o Little Joy fez ontem no Clash, em São Paulo, para abrir sua turnê brasileira.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=_y3l4-aqY8A"&gt;Brand New Start&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; foi escolhida para encerrar a noite. Ficou para o bis do show, que atrasou mais de duas horas e durou quarenta minutos. Também teve cover do Kinks e o Fabrizio cantando e falando besteiras – mais feliz do que nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SYINtQpeV-I/AAAAAAAAAG8/ly8fF8jk6qQ/s1600-h/LJ.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296811182955321314" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 228px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SYINtQpeV-I/AAAAAAAAAG8/ly8fF8jk6qQ/s320/LJ.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Além de contar com uma banda de apoio no palco, o grupo ainda é formado pela Binki Shapiro. Quando canta &lt;em&gt;Unattainable&lt;/em&gt;, tímida e fingindo estar nem aí, ela me lembra a Meg White, do White Stripes, cantando&lt;em&gt; In The Cold Cold Night&lt;/em&gt;. Por outra razão que eu também não consigo explicar, &lt;em&gt;Brand New Start&lt;/em&gt; me lembra &lt;em&gt;Wounld’t It be Nice&lt;/em&gt;, dos Beach Boys, outra fantástica canção pop.&lt;br /&gt;O Little Joy não chega a ser uma banda incrível. E a intenção não deve ser essa mesmo. Mas quando estão no palco, eles fazem a gente acreditar que são incríveis justamente por se comportarem como se estivessem brincando na garagem de casa.&lt;br /&gt;Tocando música pop com muita energia e sinceridade. E transmitindo uma sensação gostosa de sonho. Foi fazendo tudo isso que ontem, durante 40 minutos, eles conseguiram parecer melhores do que jamais foram no CD.&lt;br /&gt;Em um mundo delimitado, é um pequeno milagre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;*A primeira foto é uma polaroid do blog Gorilla vs Bear. A segunda é do Daigo Oliva, para o G1.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-5700253906911504769?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/5700253906911504769/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=5700253906911504769' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/5700253906911504769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/5700253906911504769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2009/01/um-pequeno-milagre.html' title='Um pequeno milagre'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SYIN41rN7AI/AAAAAAAAAHE/J-dOskM29JA/s72-c/lj2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-5978032075285230460</id><published>2009-01-24T21:47:00.006-02:00</published><updated>2009-01-25T10:46:34.893-02:00</updated><title type='text'>Mundo estranho</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SXuouQln1dI/AAAAAAAAAGk/xO1dPUIUfbw/s1600-h/alex-obama.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295011299584366034" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 172px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SXuouQln1dI/AAAAAAAAAGk/xO1dPUIUfbw/s200/alex-obama.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Em &lt;a href="http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0933/economia/obama-vai-decepcionar-407926.html"&gt;artigo&lt;/a&gt; publicado na &lt;em&gt;Exame&lt;/em&gt;, Bill Emmott, ex-editor da revista britânica &lt;em&gt;The Economist&lt;/em&gt;, disse que Obama vai decepcionar. É esse o destino dos políticos, acredita Emmott. Para ele, o poder do novo presidente dos Estados Unidos é menor do que parece.&lt;br /&gt;Reinaldo Azevedo, melhor &lt;a href="http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/"&gt;blogueiro&lt;/a&gt; do Brasil, disse que detesta a palavra “mudança” tomada como categoria política. “Daí deriva o meu pé atrás com Barack Obama”, escreveu.&lt;br /&gt;Sabem das coisas, esses.&lt;br /&gt;Ou eu sou muito insensível ou há um certo exagero no crédito que as pessoas vêm dando a Obama. Um ex-senador – como alguém já apontou – que jamais aprovou uma lei, mas escreveu duas autobiografias antes de se candidatar à presidência dos EUA.&lt;br /&gt;É esperado que o homem escolhido para ocupar o cargo mais importante da maior potência do planeta seja, por si só, alguém que desperte a atenção de (quase) qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo. Fora isso, o fato de um negro, ainda por cima com sobrenome Hussein e filho de um queniano, chegar ao mais alto posto do governo norte-americano é um acontecimento sem precedentes e, por isso, histórico.&lt;br /&gt;Mas daí para essa catarse coletiva é um pouco de exagero.&lt;br /&gt;Na semana passada, a Folha publicou um artigo da atriz, e agora jornalista, Taís Araújo. “Faltando uma semana para Barack Obama ser oficializado presidente dos Estados Unidos da América, decidi que iria me juntar à multidão e assistir de perto a um dos grandes momentos da história”, escreveu, direto de Washington. No auge da sua pieguice, ela dispara: “Após toda dificuldade e quase ter perdido a esperança, eu vi o homem que o mundo espera que seja o representante e defensor de um novo tempo.”&lt;br /&gt;Estranho mundo, esse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;*O Obama com pinta de Clark Kent transformando-se em Superman foi desenhado pelo quadrinista Alex Ross.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-5978032075285230460?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/5978032075285230460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=5978032075285230460' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/5978032075285230460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/5978032075285230460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2009/01/mundo-estranho.html' title='Mundo estranho'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SXuouQln1dI/AAAAAAAAAGk/xO1dPUIUfbw/s72-c/alex-obama.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-9208809718666536281</id><published>2009-01-24T19:47:00.009-02:00</published><updated>2009-01-24T22:04:47.688-02:00</updated><title type='text'>O pai do Julian</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SXuMoev1B2I/AAAAAAAAAGc/z10y4oFt_y4/s1600-h/strokes_julian.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5294980413980477282" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 158px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SXuMoev1B2I/AAAAAAAAAGc/z10y4oFt_y4/s200/strokes_julian.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Fundador da agência de modelos mais famosa do mundo, a Elite, John Casablancas ficou conhecido por alçar ao estrelato modelos como Gisele Bündchen, Naomi Campbell, Cindy Crawford e Linda Evangelista, para ficar só em alguns nomes. Mas a verdade é que John também merece ser reconhecido pelo que fez de melhor: seu filho Julian Casablancas, vocalista e principal letrista dos fabulosos Strokes.&lt;br /&gt;Terminei hoje de ler a autobiografia de Casablancas - o pai. O nome é &lt;em&gt;Vida Modelo &lt;/em&gt;(Agir). É um livro ruim.&lt;br /&gt;Já passa da página 133 quando ele finalmente começa a narrar sua incrível viagem – que já dura mais de 30 anos - pelo mundo da moda. “A mediocridade dos outros me fez aparecer como genial”, diz, num momento comum de imodéstia. Antes disso, o livro faz um apanhado interminável da relação do empresário com a sua família, passando pela história dos seus antepassados e (principalmente) pelas suas aventuras amorosas e financeiras mundo afora - uma história incrível, é verdade, mas que se arrasta por um texto arrogante e cansativo, que nem a colaboração da sempre boa Ana Maria Bahiana salvou.&lt;br /&gt;Casablancas leva páginas e páginas para contar em detalhes, por exemplo, os oito anos que passou no Institut Le Rosey, o internato mais antigo da Suíça. Mas a única história interessante sobre o lugar ele conta em único parágrafo: Julian, seu filho, também estudou lá. E odiou. Mas, segundo seu pai, não foi uma perda de tempo completa: foi no Rosey que ele conheceu Albert Hammond Jr., com quem fundou os Strokes.&lt;br /&gt;Entre detalhes sobre a sua inimizade com Gisele Bündchen e revelações sobre os animados bastidores do mundo da moda – com direito a episódios envolvendo Naomi Campbell, Kate Moss, baseados e afins -, John recorda o dia em que o seu filho lhe pediu 2 mil dólares emprestados para produzir a fita demo de sua banda. Tempos depois, voltou com &lt;em&gt;Last Nite&lt;/em&gt; pronta. Além de se tornar fã dos Strokes, John conta que nos primeiros shows que eles fizeram em barzinhos undergrounds de Nova Iorque, ele, sua mulher brasileira Aline e os funcionários da Elite eram muitas vezes a única plateia presente. “Não consigo expressar por completo o orgulho que sinto cada vez que vou a um show e vejo aquele cara selvagem e talentoso cantando suas próprias músicas, divinamente, no palco. É o meu filho, e não tenho a menor ideia de onde ele tirou esse talento incrível”, escreve.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vida Modelo&lt;/em&gt; também traz muitas, muitas fotos. Depois de ver algumas delas, pescadas dos álbuns de família, dá até para desconfiar da espontaneidade de Julian como o cara mais bem vestido do rock. Em uma delas, por exemplo, ele aparece abraçado à Juliet, sua mulher, vestindo o improvável conjunto camiseta do Flamengo, jaqueta do Metallica, correntinha no pescoço e cabelo careta. Está lá, no alto da página 398.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uma última observação: &lt;/strong&gt;Não sei se o problema é da idade - eu posso estar ficando cego! - ou se a direção de arte e design do livro errou feio: é muito difícil - literalmente - ler a obra. A diagramação do texto é ruim e as fontes - inclusive das legendas - são todas minúsculas e de pouca legibilidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-9208809718666536281?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/9208809718666536281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=9208809718666536281' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/9208809718666536281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/9208809718666536281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2009/01/o-pai-do-julian.html' title='O pai do Julian'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SXuMoev1B2I/AAAAAAAAAGc/z10y4oFt_y4/s72-c/strokes_julian.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-4186544262964830714</id><published>2009-01-19T12:45:00.005-02:00</published><updated>2009-01-24T18:50:28.656-02:00</updated><title type='text'>O açougueiro superstar</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SXSSMUk9FfI/AAAAAAAAAGI/Y0TJOTGHvoo/s1600-h/dexter-vid-game_5965.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293016202446968306" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 192px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SXSSMUk9FfI/AAAAAAAAAGI/Y0TJOTGHvoo/s200/dexter-vid-game_5965.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Acabei de ler &lt;em&gt;Dexter: A Mão Esquerda de Deus&lt;/em&gt;, de Jeff Lindsay, primeiro livro lançado no Brasil sobre o serial killer mais gente boa do showbiz. A obra inspirou a série de televisão.&lt;br /&gt;Ainda estou assistindo a terceira temporada, que terminou no final do ano passado nos EUA. Ela vem conseguindo ser ainda mais genial e criativa que a segunda. Tudo porque manteve o que a anterior tinha de melhor - os bons diálogos, o roteiro alucinante e os personagens mais densos e curiosos que alguém pode imaginar, para ficar em apenas três pontos – e dispensou alguns exageros. Agora, parece, o que se quer é mostrar um Dexter mais humano.&lt;br /&gt;O livro, por sua vez, é só uma boa ideia que se arrasta por um texto pobre e piegas.&lt;br /&gt;Lindsay criou um personagem incrível – ainda assim, bem menos incrível que aquele mostrado na tv. E só. Na história impressa, os desfechos são outros - sempre piores e mais previsíveis que os da série.&lt;br /&gt;Há algo de bom na experiência de ler &lt;em&gt;A Mão Esquerda de Deus&lt;/em&gt;: notar que de um suspense juvenil e sem brilho como esse alguém consegue extrair um roteiro tão tenso e de fino humor negro como o do programa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-4186544262964830714?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/4186544262964830714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=4186544262964830714' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/4186544262964830714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/4186544262964830714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2009/01/o-aougueiro-superstar.html' title='O açougueiro superstar'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SXSSMUk9FfI/AAAAAAAAAGI/Y0TJOTGHvoo/s72-c/dexter-vid-game_5965.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-3240864511904836768</id><published>2008-12-15T01:11:00.008-02:00</published><updated>2009-03-26T15:34:20.064-03:00</updated><title type='text'>Que beleza de melancolia…</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279849350024661490" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SUXLAo_MCfI/AAAAAAAAAGA/L_y9hBu75Z4/s400/casmurro.JPG" border="0" /&gt;&lt;em&gt;Elephant Gun&lt;/em&gt;. Com seus quase seis minutos de duração, a &lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=N-mqhkuOF7s"&gt;música&lt;/a&gt; do grupo americano Beirut foi, de longe, a melhor revelação de &lt;em&gt;Capitu&lt;/em&gt;, a microssérie baseada em &lt;em&gt;Dom Casmurro&lt;/em&gt; exibida pela Globo na semana passada. A canção tem pouco mais de dez versos. Traduzido, um de seus trechos diz mais ou menos assim: &lt;em&gt;Se eu fosse jovem, eu fugiria desta cidade. Enterraria meus sonhos no subsolo&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Há cerca de um ano, o Zeca Camargo inclui &lt;em&gt;The Flying Club Cup&lt;/em&gt;, segundo álbum do Beirut, na lista dos “12 melhores discos que você não ouviu no ano de 2007”. “Meio melancólico, é verdade. Mas que beleza de melancolia…”, ele escreveu. Elephant Gun não está no álbum, mas também é uma beleza de melancolia. Ela é do EP &lt;em&gt;Lon Gisland&lt;/em&gt;, também de 2007.&lt;br /&gt;Elephant Gun é o nome de uma arma de calibre largo, originalmente fabricada para caçar elefantes e animais perigosos. &lt;em&gt;Elephant Gun&lt;/em&gt;, a música, embalou os exageros de Capitu e Bentinho na aguardada microssérie dirigida por Luiz Fernando Carvalho.&lt;br /&gt;O Diogo Mainardi disse que &lt;em&gt;Capitu&lt;/em&gt; teve um aspecto circense. Para mim, o Bentinho de Luiz Fernando Carvalho é a cara de um personagem do espetáculo &lt;em&gt;Alegría&lt;/em&gt;, do Cirque du Soleil. Para o Mainardi, ele é o Dick Vigarista, do desenho animado &lt;em&gt;Corrida Maluca&lt;/em&gt;. Eu não sei quem é Dick Vigarista, mas deve ser alguém corcunda, de gestos, figurino e maquiagem exagerados.&lt;br /&gt;Mainardi chama a linguagem de Luiz Fernando Carvalho de grotesca, afetada, espalhafatosa, cheia de contorcionismos e de malabarismos. Diz que Machado de Assis é o oposto. “No livro Dom Casmurro, o relato de Bentinho é espantosamente seco e desencantado”, escreveu. Eu só vi três dos cinco capítulos de &lt;em&gt;Capitu&lt;/em&gt;, mas concordo com Mainardi.&lt;br /&gt;Com uma linguagem inclassificável até para os padrões de seu diretor, &lt;em&gt;Capitu &lt;/em&gt;é uma mistura de ópera e circo. Em alguns momentos - como na divisão da narrativa em capítulos e nas cenas passadas em cenários imaginários - carrega referências do filme &lt;em&gt;Dogville&lt;/em&gt;, de Lars Von Trier. Em outros, bebe na fonte de Sofia Coppola e seu &lt;em&gt;Maria Antonieta&lt;/em&gt;. No chato e pretensioso trabalho da diretora, um tênis All Star divide o guarda-roupa com sapatos do século XVIII e os modernos Strokes embalam os devaneios da princesa austríaca na corte de Versalles. No devaneio de Luiz Fernando Carvalho, Dona Gloria se veste ao som de &lt;em&gt;God Save the Queen&lt;/em&gt;, dos Sex Pistols, e Capitu e Bentinho dançam valsa com fones de ouvido brancos. Isso para ficar em poucos traços da liberdade poética – e põe liberdade nisso! – que o diretor despendeu em seu novo trabalho.&lt;br /&gt;Luiz Fernando Carvalho está para a televisão assim como Marcelo Camelo está para a música popular brasileira. Os dois têm mais em comum do que podem supor. Afora a barba cuidadosamente desgrenhada, ambos nutrem uma predileção pelo apelo a recursos pretenciosamente intelectuais em suas respectivas áreas de atuação. Também dividem a preferência por mulheres ligeiramente mais jovens. Camelo – 30 anos na identidade, 45 na aparência - assumiu namoro com Mallu Magalhães – 16. Carvalho – 48 -, dizem, se encantou – além dos sets de gravação - pelos olhos de cigana oblíqua e dissimulada de Letícia Persiles – 25 -, a bela, desconhecida e impecável intérprete de Capitu na primeira fase da microssérie.&lt;br /&gt;Entre outros trabalhos, Carvalho também dirigiu as séries &lt;em&gt;Hoje É Dia de Maria&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;A Pedra do Reino &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;Os Maias&lt;/em&gt;. No cinema, fez &lt;em&gt;Lavoura Arcaica&lt;/em&gt;. Seu filme é, de longe, magnífico e único no cinema brasileiro. Com um pouco mais de humildade e com 20 ou 30 minutos a menos, ele também teria sido visto e entendido por mais pessoas. O que talvez não esteja nos planos do majestoso e incompreensível espetáculo do diretor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-3240864511904836768?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/3240864511904836768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=3240864511904836768' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/3240864511904836768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/3240864511904836768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2008/12/que-beleza-de-melancolia.html' title='Que beleza de melancolia…'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SUXLAo_MCfI/AAAAAAAAAGA/L_y9hBu75Z4/s72-c/casmurro.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-2798041591080142455</id><published>2008-06-01T22:31:00.007-03:00</published><updated>2008-06-05T18:08:11.542-03:00</updated><title type='text'>O coador da sardenta</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SENNwx6lP1I/AAAAAAAAAEY/wZpCpR59nP8/s1600-h/EvangelineLilly4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207091094598532946" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SENNwx6lP1I/AAAAAAAAAEY/wZpCpR59nP8/s400/EvangelineLilly4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A menina com cara de sapeca e calcinha modelo coador de café é a Evangeline Lilly. Ou a Kate, se você preferir. A sardenta mais linda de Lost. A foto, tirada por Bowen Smith, foi feita para a seção Woman We Love da edição de março de 2007 da &lt;a href="http://www.esquire.com/"&gt;Esquire&lt;/a&gt;.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não foi só &lt;em&gt;Duas Caras&lt;/em&gt; que chegou ao fim. A quarta temporada de &lt;em&gt;Lost&lt;/em&gt; também acabou de terminar. Nos Estados Unidos.&lt;br /&gt;No último episódio, nós ficamos sabendo quem era o morto que estava no misterioso caixão que apareceu no final da terceira temporada. Se a coisa toda seguir nesse mesmo ritmo, &lt;em&gt;Lost&lt;/em&gt; vai ter que durar mais que &lt;em&gt;Seinfeld&lt;/em&gt; até que a gente descubra tudo sobre aquela ilha estranha.&lt;br /&gt;No final da terceira temporada tocou &lt;em&gt;Wonderwall&lt;/em&gt;, do Oasis. Desta vez tocou Pixies. O &lt;a href="http://lucioribeiro.blig.ig.com.br/"&gt;Lucio Ribeiro&lt;/a&gt; acha que as coisas caminham para que a próxima temporada termine ao som de Sonic Youth ou Mudhoney. Bom, muito bom.&lt;br /&gt;O final da terceira foi mais eletrizante. Me deixou com a mão suada e sem conseguir dormir. A novidade dos Flashforwards. O Jack barbudo e atormentado. A Kate mais gata do que nunca. &lt;em&gt;Wonderwall&lt;/em&gt;. Aquele funeral vazio.&lt;br /&gt;Se bem que agora teve a cena em que o Locke é finalmente revelado como o morto no caixão misterioso, com aquele sorriso funesto. E isso tudo não durou mais que cinco segundos. Mas teve ainda a Sun em Londres, a correria no cargueiro, o helicóptero caindo. &lt;em&gt;Lost&lt;/em&gt; sempre acerta.&lt;br /&gt;Desta vez eu não perdi o sono na hora de dormir. Mas acabei tendo um pesadelo com um acidente aéreo e acordando no meio da madrugada. No final das contas, deu na mesma. Sinistro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo informado com antecedência pelo blog campeão &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.lostinlost.globolog.com.br/"&gt;Lost in Lost&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, foram gravados três finais diferentes para a última cena da quarta temporada. Os outros dois encerramentos foram exibidos no programa &lt;em&gt;ABC News&lt;/em&gt; no dia seguinte ao episódio final. Veja o vídeo no YouTube clicando &lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=OLPX26aWQZA"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-2798041591080142455?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/2798041591080142455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=2798041591080142455' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/2798041591080142455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/2798041591080142455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2008/06/o-coador-da-sardenta.html' title='O coador da sardenta'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SENNwx6lP1I/AAAAAAAAAEY/wZpCpR59nP8/s72-c/EvangelineLilly4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-5280595635356221396</id><published>2008-06-01T21:53:00.005-03:00</published><updated>2010-02-03T22:43:19.845-02:00</updated><title type='text'>Deixa para lá</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SENFIBPnJdI/AAAAAAAAAEQ/gJDPcDmot-w/s1600-h/amy.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207081598245610962" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SENFIBPnJdI/AAAAAAAAAEQ/gJDPcDmot-w/s320/amy.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;E a novela &lt;em&gt;Duas Caras&lt;/em&gt; acabou ontem. E eu ainda não consegui entender como o ex-napudo do Ferraço conseguiu continuar exatamente com o mesmo corte de cabelo – para não falar no mesmo tom de luzes - depois de dois anos de cadeia. Na certa, ele - que nem tinha curso superior e deveria estar dividindo a mesma cela com outros 327 parceiros – recebia visitas semanais do Fernando Torquatto no chilindró.&lt;br /&gt;O Torquatto é aquele esquisito que não desgruda do Gianecchini e que adora maquiar, pentear e fotografar todos os bombados e siliconadas da Globo. Estranho demais. Eu olho para a cara dele e o imagino em um loft todo moderno e cheio de gatos. Voltando no tempo, vejo ele sendo criado pela avó.&lt;br /&gt;Mas isso é outra história, deixa para lá.&lt;br /&gt;Se bem que agora ele casou, né? Com a filha adotiva do ex-cantor baiano e atual ministro da Cultura Gilberto Gil. Ou ex-ministro baiano e atual cantor internacional, sei lá.&lt;br /&gt;Tem gente que não tem sorte, mesmo. Dizem que é traumatizante o momento em que uma criança descobre ter sido adotada. Depois passa, mas na hora é uma barra. Para a mulher do Torquatto, coitada, o triste mesmo deve ter sido descobrir que ela era irmã da Preta Gil. Imagina?&lt;br /&gt;Deixa para lá.&lt;br /&gt;Como eu dizia, o Torquatto deve ter picado cartão na porta da cadeia onde o Ferraço se hospedou. Fico imaginando ele com aquelas camisetas justinhas e o cabelo propositalmente despenteado chegando lá com uma touquinha, um vidro de água oxigenada e um pincel nas mãos. Imagina a cara dos outros encarcerados vendo a cena?&lt;br /&gt;E o Ferraço saiu de lá com os mesmos óculos também. E com a mesma bolsa descolada e o mesmo &lt;em&gt;BlackBerry&lt;/em&gt;. Depois dizem que a gente não pode confiar nos policiais brasileiros. Eles guardaram tudo direitinho para ele durante dois anos, coitados. E olha que nós estamos falando do sistema carcerário do Rio de Janeiro, que é muito pior que o de Abu Ghraib.&lt;br /&gt;E por falar no &lt;em&gt;BlackBerry&lt;/em&gt; do Ferraço, vocês viram que ele tocou logo depois do cara ser solto? Isso quer dizer que ele também deve ter levado o carregador e pedido para algum policial gente boa carregar o celular enquanto ele cumpria a pena. E a coitada da Maria Paula deve ter continuado pagando a conta do telefone também. Porque se era pré-pago a operadora teria que ter cancelado a habilitação por falta de inserção de créditos. E se era pós-pago a ex-empacotadora do &lt;em&gt;Extra&lt;/em&gt; teria que ter continuado pagando a assinatura, mesmo sem ninguém usar. Se bobear ela ainda pagou unzinhos para os PMs deixarem ele com o celular lá dentro. Acabei de imaginar aquele magrelo gigante agachado no meio de quinhentos negos e jogando Tetris com o seu &lt;em&gt;BlackBerry&lt;/em&gt;. Sem noção.&lt;br /&gt;E o filho dele, o Renato? Coitado. De tão traumatizado com a prisão do pai, deve ter enfrentado problemas de desenvolvimento. Não mudou nada, mesmo depois de tanto tempo. Bem que eles poderiam ter colocado outro ator para fazer o menino no futuro, não é? Ficou mais sem noção que ver a Ana Paula Arósio na outra novela. Ela com aquela cara linda de capa de &lt;em&gt;Capricho&lt;/em&gt; e aquele monte de filhas gigantes que já deveriam ter nascido quando ela ainda aprendia falar. Deixa para lá.&lt;br /&gt;E teve a Maria Sílvia Barreto Pessoa de Moraes. Li em algum lugar que a boca que ela fazia quando ficava brava parecia o bico de um Conguinha. Lembra do Conguinha? Sem noção. E aquela franjinha que todo mundo imitou nas ruas? Parece fácil. Corta o cabelo daquele jeito e fica a cara da Alinne Moraes. Coitadas. Vou comprar um &lt;em&gt;Ray Ban Wayfarer&lt;/em&gt; para ver se eu fico a cara do Brad Pitt também. Fácil.&lt;br /&gt;O que eu não consegui entender foi como a Sílvia saiu de casa com a roupa do corpo e foi acabar em Paris com um marido que é a cara do Rico Mansur e um amante favelado. Isso para não falar que ela ainda estava sendo procurada pela polícia. Ninja demais. Depois de ser atropelada pelo ricaço, ela, no mínimo, deve ter convencido ele a levá-la direto para o centrão do Rio, onde eles compraram documentos e passaportes falsos. E de quebra disse que eles tinham que levar um motorista brasileiro para lá – o tal favelado. Ela deve ter argumentado que os chofers franceses são incapazes de dirigir tão bem por Paris quanto um carioca chucro que não deve nem saber em que cidade fica essa tal de Catedral de Notre-Dame.&lt;br /&gt;Tudo bem que a Alinne Moraes e aquela cara e aquelas pernas enormes são capazes de desestruturar qualquer um. Mas daí para o cara que parece o Mansur embarcar nessa barca furada de primeira é meio esquisito, não é não?&lt;br /&gt;Deixa para lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;*Essa foto, onde a Giselle Itié virou a Amy Winehouse, foi feita pela Hanna Jatobá para uma exposição em São Paulo.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-5280595635356221396?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/5280595635356221396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=5280595635356221396' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/5280595635356221396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/5280595635356221396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2008/06/deixa-para-l.html' title='Deixa para lá'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SENFIBPnJdI/AAAAAAAAAEQ/gJDPcDmot-w/s72-c/amy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-2682213459456294045</id><published>2008-04-26T18:45:00.005-03:00</published><updated>2008-04-26T19:33:36.931-03:00</updated><title type='text'>Ela é a lenda</title><content type='html'>Amy Winehouse perdeu o controle. De novo. Vou criar o movimento &lt;em&gt;Free Amy&lt;/em&gt;, pensei. Cheguei a imaginar faixas e camisetas lotando as ruas do mundo. Que espécie de policiais são esses que não entendem o que se passa na cabeça de alguém que escreve letras como a de &lt;em&gt;Love is A Losing Game&lt;/em&gt;?&lt;br /&gt;O resultado foi que a justiça acabou sendo mais rápida que eu. Resolveram soltar a moça enquanto eu perdia dois dias inteiros traçando as diretrizes da minha organização.&lt;br /&gt;Uma pequena nota na &lt;em&gt;Veja&lt;/em&gt; de hoje, que reproduzo mais abaixo, dá uma idéia dos maus bocados pelos quais ela passou entre o momento do surto até ir parar do outro lado das grades. As fotos são reproduções do &lt;em&gt;Daily Mail&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SBOoPIQoy4I/AAAAAAAAAEA/9-b2_NlEcnA/s1600-h/amy1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193679773157084034" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SBOoPIQoy4I/AAAAAAAAAEA/9-b2_NlEcnA/s400/amy1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Amy a caminho da delegacia: firme no coque, desesperada no olhar...&lt;/em&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SBOoGYQoy3I/AAAAAAAAAD4/cKMV9RzSSQI/s1600-h/amy2.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193679622833228658" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SBOoGYQoy3I/AAAAAAAAAD4/cKMV9RzSSQI/s400/amy2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;...e sem humor para uma pose.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Desventuras de Amy*&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Até para o padrão Amy Winehouse, completa epítome de artista maldita, a noite de terça para quarta foi movimentada. Às 20h30, já sob várias influências, entrou num pub e quis jogar sinuca. Não tinha lugar? Deu um soco na cara de um jogador e pegou o taco. Cansou, saiu trançando as perninhas e foi para um bar. "Ela gritava: sou uma lenda, manda todo mundo embora", conta uma testemunha. Cansou, saiu cambaleando, tentou chamar um táxi. Um homem quis ajudá-la, foi mal interpretado e levou uma cabeçada, felizmente amortizada pelo coque. Às 4, chegou em casa sem chave – amigos arrombaram a porta da garagem. Não acabou ainda: a vítima da cabeçada prestou queixa e Amy foi chamada à delegacia. Acabou a sexta-feira presa, sujeita a seis meses de cadeia e multa equivalente a 8.000 reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Revista Veja, Edição 2058, 30/4/2008.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-2682213459456294045?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/2682213459456294045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=2682213459456294045' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/2682213459456294045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/2682213459456294045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2008/04/ela-lenda.html' title='Ela é a lenda'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SBOoPIQoy4I/AAAAAAAAAEA/9-b2_NlEcnA/s72-c/amy1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-5758208784545528661</id><published>2008-04-25T21:58:00.005-03:00</published><updated>2009-02-12T16:27:59.523-02:00</updated><title type='text'>Um outro mundo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SBJ-XoQoy0I/AAAAAAAAADg/0sSva7Ck0mk/s1600-h/PHOTO%2520bethinthedark.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193352264720894786" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SBJ-XoQoy0I/AAAAAAAAADg/0sSva7Ck0mk/s200/PHOTO%2520bethinthedark.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Álvaro: “Beth Gibbons canta alguns dos versos mais lindos da música contemporânea”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Não sei exatamente há quanto tempo leio o que o Álvaro Pereira Junior escreve na Folha. Deve ser algo perto de 14, 15 anos. Sei que o tempo tem exatamente a idade do &lt;em&gt;Folhateen&lt;/em&gt;. Então fica fácil de saber, é só descobrir a idade do caderno.&lt;br /&gt;O que eu sei, com certeza, é que na última segunda, dia 21, li o que foi, para mim, seu melhor &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/folhatee/fm2104200820.htm"&gt;texto&lt;/a&gt;. Para quem sabe de quem eu estou falando e, principalmente, do que significa um texto da pessoa de quem eu estou falando para mim, isso não é pouca coisa. Não é mesmo.&lt;br /&gt;Com o título &lt;em&gt;Em vídeo, o Portishead chega à perfeição*&lt;/em&gt;, o jornalista escreveu uma declaração de amor à banda inglesa. Eu assisti ao vídeo, claro. Concordei com cada vírgula. Mas isso é fácil. Além de perfeito, eu diria que &lt;em&gt;Portishead in Portishead&lt;/em&gt; é também hipnótico. Tenso. E absolutamente triste.&lt;br /&gt;Reproduzo abaixo um trecho do que o Álvaro escreveu. Em texto, ele chega à perfeição. Em seguida tem o vídeo. Ele precisa ser assistido. Na noite mais cinza da sua alma. No lugar mais escuro onde você se encontrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Musical e emocionalmente, um outro mundo. Desinteressado de grandes explicações, mas com obsessão pelo detalhes. Frio e distante na forma, mas desesperadamente confessional no conteúdo. Aflito, vital. Uma absoluta obra-prima contemporânea. Assim é "Portishead in Portishead", um vídeo com sete canções novas dessa instável banda inglesa que lança este mês seu primeiro álbum em 11 anos.&lt;br /&gt;Na semana retrasada, "Portishead in Portishead" foi transmitido exclusivamente no próprio site da banda, o feio e impenetrável portishead.co.uk. Pouca gente ficou sabendo, menos gente ainda conseguiu ver, tamanho o congestionamento. Mas agora, por dois meses, o vídeo está disponível no site da Current TV (www.current.tv), a moderna emissora de TV + site presidida por Al Gore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Escuta Aqui, Folhateen, Folha de S. Paulo, 21/4/2008.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-5758208784545528661?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/5758208784545528661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=5758208784545528661' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/5758208784545528661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/5758208784545528661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2008/04/um-outro-mundo.html' title='Um outro mundo'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SBJ-XoQoy0I/AAAAAAAAADg/0sSva7Ck0mk/s72-c/PHOTO%2520bethinthedark.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-9209486522528162253</id><published>2008-04-19T15:37:00.007-03:00</published><updated>2008-04-25T21:58:26.123-03:00</updated><title type='text'>Ben Yorke</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SBJ99IQoyzI/AAAAAAAAADY/XDXaY2tJFWs/s1600-h/ben.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193351809454361394" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SBJ99IQoyzI/AAAAAAAAADY/XDXaY2tJFWs/s200/ben.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Medo: parece o Thom Yorke cantando No Surprises, mas é o Ben, de Lost, dizendo que tudo vai ficar 'ok'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Eu sempre achei que o ator Michael Emerson, que faz o Benjamin Linus em &lt;em&gt;Lost&lt;/em&gt;, lembrava um pouco o Thom Yorke, do Radiohead. Isso até assistir ao &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=IApaGL06bxE"&gt;vídeo&lt;/a&gt; que o canal ABC lançou para promover a volta de suas atrações à programação nesta semana. Agora eu tenho certeza. No final do vídeo, o esquisitão Ben aparece dizendo que tudo vai ficar “ok” em uma cena futura da série. O close me fez lembrar, na hora, do &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=qqsyXdj_p_I"&gt;clipe&lt;/a&gt; genial de &lt;em&gt;No Surprises&lt;/em&gt;. Aquele onde Yorke veste um capacete de astronauta que vai se enchendo de água. Sinistro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-9209486522528162253?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/9209486522528162253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=9209486522528162253' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/9209486522528162253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/9209486522528162253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2008/04/ben-yorke.html' title='Ben Yorke'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SBJ99IQoyzI/AAAAAAAAADY/XDXaY2tJFWs/s72-c/ben.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-4845462293833786493</id><published>2008-04-18T16:50:00.009-03:00</published><updated>2008-04-19T14:57:31.784-03:00</updated><title type='text'>Ctrl C + Ctrl V</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SAj8vQ6f64I/AAAAAAAAADE/gbaWZIdU3V0/s1600-h/nick-cave-758777.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190676459468876674" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SAj8vQ6f64I/AAAAAAAAADE/gbaWZIdU3V0/s200/nick-cave-758777.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"o cavernoso Nick Cave"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;O cozinheiro Edu Guedes enche o seu blog com receitas. A Priscila Fantin não pensa duas vezes antes de postar salmos, pensamentos e correntes daquelas que se espalham via e-mail no seu. A Samara Felippo também. Outros brincam com fotos no Photoshop e correm mostrar. Ou exibem letras de músicas, vídeos. Quando estão sem assunto, uma boa colagem costuma resolver o problema.&lt;br /&gt;Outros blogueiros também não são de se intimidar na hora de encher a lingüiça dos seus diários com colaborações.&lt;br /&gt;Foi por isso, para não bancar o diferente, que eu decidi que hoje vou usar uma reprodução aqui. É isso, também vou apelar para colaboradores. O de hoje se chama Nick Cave e ele não é um homônimo do cantor australiano. É ele próprio. Se bem que não se trata de algo que ele escreveu. O texto abaixo traz, na verdade, a transcrição de trechos de uma palestra que ele deu em 1999 numa universidade de Viena. O tema é &lt;em&gt;A Canção de Amor&lt;/em&gt;. A belezura, na íntegra, saiu originalmente na revista gringa &lt;em&gt;Another Magazine&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;A versão que eu mostro aqui foi publicada pelo Lucio Ribeiro na antiga coluna que ele tinha na seção &lt;em&gt;Pensata&lt;/em&gt;, na &lt;em&gt;Folha Online&lt;/em&gt;. Logo, isso faz dele o nosso colaborador de hoje. E não o Nick Cave, como eu tinha dito antes. Ele diz mais ou menos assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Entre citações musicais e literárias, o cavernoso Cave relaciona seu modo de compor love songs com a morte de seu pai e a proximidade que isso o trouxe de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;"...A canção de amor é uma canção triste, o som de sua própria desgraça. Nós todos experimentamos por dentro o que a lingua portuguesa chama de 'saudade', que traduz uma inexplicável sensação de desejo por algo ou alguém fora do alcance, um inenarrável e enigmático grito da alma por algo que não teremos...E é esse sentimento que vive no reino da imaginação e da inspiração. Que é a base da canção triste, da canção de amor. Que é a luz de Deus, que chega às profundezas, que remexe nossas feridas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;"...No rock contemporâno, a área em que atuo, a canção de amor parece menos inclinada a visitar a tristeza da alma. Excitação sempre, raiva às vezes, mas raramente fala sobre verdadeira tristeza. Bob Dylan sempre falou dela. Leonard Cohen sempre lidou com ela. E hoje ela apavora a PJ Harvey...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;"...Na maravilhosa "Perfect Day", do Lou Reed, ele monta uma agenda de eventos que poderia levar a um dia perfeito. Um dia montado todo ele com momentos do amor belo, onde ele (Reed) e sua amada sentam na grama de um parque e bebem sangria, dão comida para os animais, vão ao cinema etc. Mas é uma parte da letra que se esconde na escuridão do terceiro verso, "I thought I was someone else, someone good" (Achei que eu fosse outra pessoa, alguém bom), que leva essa canção sentimentalóide à obra-prima da melancolia que ela é."&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-4845462293833786493?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/4845462293833786493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=4845462293833786493' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/4845462293833786493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/4845462293833786493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2008/04/ctrl-c-ctrl-v.html' title='Ctrl C + Ctrl V'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SAj8vQ6f64I/AAAAAAAAADE/gbaWZIdU3V0/s72-c/nick-cave-758777.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-8960929791927258934</id><published>2008-04-15T19:57:00.006-03:00</published><updated>2008-04-16T07:05:13.941-03:00</updated><title type='text'>Blogueiros quém, quém</title><content type='html'>&lt;p align="left"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SAUzAw6f61I/AAAAAAAAACs/HB-dgOyPNOA/s1600-h/contorcionismo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5189610233837644626" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SAUzAw6f61I/AAAAAAAAACs/HB-dgOyPNOA/s200/contorcionismo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Essa foto eu achei no Google com a legenda “para se esconder dos paparazzis”&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Preciso falar mais sobre coisas que me irritam ou então esse blog vai perder totalmente a sua linha. Isso para o caso de algum dia ele ter tido alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo clipe da Madonna é bom, mas o fato da música – e o próprio vídeo – parecer mais um trabalho do Justin com participação dela, e não o contrário, me irrita. E o pior é que eu nem falei sobre isso no post anterior. Mas esse assunto é passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu quero falar mal de blogueiros. Virou moda. O Diogo Mainardi falou, o Álvaro Pereira Júnior falou. Ou seja, todo mundo que realmente importa falou. Isso me inspira. Não tenho nada contra aqueles blogueiros que, para usar as mesmas palavras do Álvaro, mantêm a sanidade mental. O que eu odeio são aqueles a quem o mesmo Álvaro chama de blogueiros em tempo integral.&lt;br /&gt;O &lt;a href="http://bloglog.globo.com/"&gt;BlogLog&lt;/a&gt;, site do portal &lt;em&gt;Globo.com&lt;/em&gt; que agrega blogs de globais e outros famosos, é uma boa vitrine para essa espécie. Lá, com exceção de uma dúzia de famosos em plena atividade sob os holofotes, um bando de náufragos da fama se esforçam para ter seus diários lidos e, quem sabe, figurar na lista dos mais visitados e comentados. Chega a ser deprimente.&lt;br /&gt;Além de cultivar expressões cafonas, como se referir aos seus leitores como bloglindos ou distribuir estalos, afagos e por aí vai, os célebres reservam tempo para falar sobre tudo e sobre todos. Sempre com a mesma falta de categoria. Postam fotos de viagens, de filhos, sobrinhos, namorados. Divulgam roteiros com os lugares onde estarão trabalhando, dançando, namorando. Desabafam. Dias depois, no mesmo lugar, se queixam da invasão de privacidade e do assédio de fotógrafos e jornalistas. Joana Balaguer reclama da incompetência do júri do &lt;em&gt;Dança dos Famosos&lt;/em&gt; – quadro do programa &lt;em&gt;Domingão do Faustão&lt;/em&gt; - que a desclassificou. Dos paparazzis que não a deixam ter amigos em paz. Carolina Dieckmann fala sobre o caso Isabella. "Enquanto não houver prova, não devemos julgar quem quer que seja", escreveu. A lista de aberrações é quilométrica.&lt;br /&gt;Salvam-se um ou outro blog. E só. Um dos bons lugares para se perder alguns minutos foi lançado há poucos dias e alçado direto para a lista dos mais visitados do site. Trata-se do diário do apresentador &lt;a href="http://bloglog.globo.com/marcosmion"&gt;Marcos Mion&lt;/a&gt;. Aquele que já foi judeu no programa &lt;em&gt;Sandy e Junior&lt;/em&gt;, revelação na MTV, aposta na Band e, no final das contas, acabou voltando para a MTV.&lt;br /&gt;Na página, além de sacanear a "bregueira" dos seus companheiros de BlogLog, o apresentador opina sobre tudo e todos. Sempre no melhor estilo "metralhadora giratória". No post de hoje, por exemplo, ele lançou a campanha &lt;em&gt;Sai da frente Aguinaldo!!!&lt;/em&gt;, que pretende tirar o blog do novelista Aguinaldo Silva do primeiro lugar entre os mais visitados e comentados do site. Também se presta a analisar a MPB. "Quem foi o puto que disse que cantar baixinho, sentado num toco de perna cruzada, usando um português que ninguém entende é legal?!!! Musica é boa quando vc pode gritar junto, dançar, mandar um pelado correria na tua mina, tá ligado?", diz.&lt;br /&gt;Nunca pensei que fosse, algum dia, reverenciar o estilo do Mion. Foi, no mínimo, constrangedor vê-lo se transformar, há alguns anos, no bombado depilado e narcisista que insiste em aparecer pelado na MTV. Ou então naquele que beija o VJ Casé no horário nobre, usa saia. Se bem que isso deve ser o que chamam de atitude e eu não sei de nada. Se bem que ele acabou ganhando créditos comigo ao hostilizar a Sandy ao vivo, em rede nacional, em uma premiação da emissora, há algum tempo. Não que eu odeie a irmã do Junior, mas foi sensacional ver o apresentador da festa dizer na cara dela que sua imagem estava desgastada.&lt;br /&gt;No post em que analisa a MPB, Mion ainda se dispõe a opinar sobre o clássico O Pato, do João Gilberto. Com o mesmo estilo de quem não se leva a sério, totalmente na contramão dos globais e náufragos da fama que povoam o mesmo BlogLog, ele explica o motivo pelo qual a música não pode ser boa. "Quem é que transa com ‘o pato, veio correndo alegremente, qué, qué, qué’?!!! Nem sei se é alegremente... só ouvi esta música uma vez na vida, antes de usar o CD como pires pro café."&lt;br /&gt;Mais tosco impossível.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-8960929791927258934?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/8960929791927258934/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=8960929791927258934' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/8960929791927258934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/8960929791927258934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2008/04/blogueiros-qum-qum.html' title='Blogueiros quém, quém'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/SAUzAw6f61I/AAAAAAAAACs/HB-dgOyPNOA/s72-c/contorcionismo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-8133956975627399847</id><published>2008-04-11T08:54:00.006-03:00</published><updated>2008-04-26T19:42:12.920-03:00</updated><title type='text'>O peso das horas</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/R_9WTDMtIbI/AAAAAAAAACc/rnw_khNH3Hk/s1600-h/HUN4348.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5187960181030199730" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/R_9WTDMtIbI/AAAAAAAAACc/rnw_khNH3Hk/s200/HUN4348.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Em um primeiro momento, meu avô foi para mim apenas o homem de cabelos de neve que morava na segunda casa de um velho beco. A casa da calçada quadriculada, do muro baixo e árvore gigante, cuja sombra atravessava a varanda e invadia a sala. Depois, ele foi aquele que me levava para cortar o cabelo, de ônibus elétrico, e comprava pão de queijo para mim. Também foi o que me entregava o almoço no trabalho. E tantos outros em outros tempos. Sempre grande, porque as pessoas são para nós exatamente do tamanho das lembranças que guardamos delas.&lt;br /&gt;Depois de crescer eu descobri que o meu avô não era cada um desses separadamente. Antes de tudo, ele era alguém que ocupava diversas lacunas em cada uma das pessoas que eu fui durante a vida. Porque somos todos repletos de lacunas. E em cada momento de nossas vidas encontramos pessoas que preenchem o tamanho exato de cada um desses vazios. Para o bem ou para o mal.&lt;br /&gt;Diferentemente do que acontece em mim, aos poucos as lacunas que outrora eu preenchi no cérebro do meu avó vão se apagando. As minhas e as de todos os outros. Suas memórias vão desaparecendo feito o brilho das velhas fotografias sobre a cômoda no quarto.&lt;br /&gt;Ele é um homem cujo cérebro vem sofrendo degenerações. Essa perda progressiva da memória, a que chamam de doença de Alzheimer, aos poucos, mas de maneira violenta, rouba as suas lembranças. E um homem não é nada se não tem do que se lembrar.&lt;br /&gt;Enfiado em uma poltrona azul, na sala de casa, aos poucos meu avô vai se afogando na sua melancolia. Feito um náufrago que apenas espera. O almoço que demora, o dia que não passa. A hora de colocar o lixo na rua. Esperando. Com o peso das horas lhe forçando os ombros e lhe tomando, aos poucos, a alegria de lembrar.&lt;br /&gt;As histórias de quando vivia na roça. A valsa que animou seu casamento. Os passeios na bicicleta azul. O trabalho como engomador, como pintor de paredes. A companheira que já partiu. Tudo se apaga.&lt;br /&gt;A princípio, a vida de alguém com a doença de Alzheimer é uma constante luta contra o esquecimento. Em seguida, a vítima se acostuma com a degeneração de suas lembranças e passa então a se acostumar - ou talvez a se entregar - à implacável ação do tempo. Como uma brisa que invade a sala e espalha mofo pelas paredes velhas, em vez de sacudir as cortinas.&lt;br /&gt;Se um homem não é nada além das lembranças que carrega, quando perde sua capacidade mental ele deixa de existir integralmente e passa a viver de pequenos súbitos de lucidez. Como espectros de sanidade sufocados pela ação do tempo.&lt;br /&gt;É incrível como apesar de tudo ainda existe, em homens como o meu avô, uma integridade e uma dignidade que não se fabricam mais. Mesmo quando ele se afunda na imensidão da sua poltrona azul. Mesmo quando ele se acostuma a esquecer o que foi. Talvez porque homens como aquele sejam feitos de outros tipos de átomos e emoções. E apesar de serem igualmente frágeis e inofensivos diante do peso do tempo, envelhecem lutando para não se esquecerem daquilo que Camões chamou de "a grande dor das coisas que passaram".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Texto publicado na revista &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.multilojas.com.br/revistaexpressao/default.asp"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Expressão Feedback&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, edição 125 (março de 2008).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Imagem: Clock Explosion, Salvador Dalí.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-8133956975627399847?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/8133956975627399847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=8133956975627399847' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/8133956975627399847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/8133956975627399847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2008/04/o-peso-das-horas.html' title='O peso das horas'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/R_9WTDMtIbI/AAAAAAAAACc/rnw_khNH3Hk/s72-c/HUN4348.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-4276444332190418200</id><published>2008-03-16T01:16:00.004-03:00</published><updated>2008-03-16T01:21:57.197-03:00</updated><title type='text'>Sobre velhos e vírgulas</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/R9yfKOlRSdI/AAAAAAAAACM/PKqwGyE3e58/s1600-h/Cormac_mccarthy_promo_512.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5178188669631154642" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/R9yfKOlRSdI/AAAAAAAAACM/PKqwGyE3e58/s200/Cormac_mccarthy_promo_512.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Gostei demais de &lt;em&gt;Onde os Fracos não Têm Vez&lt;/em&gt;. Já disse antes. Mas até pegar o livro &lt;em&gt;Onde os Velhos não Têm Vez&lt;/em&gt; nas mãos, hoje, não achava que me interessava ler a obra da qual o longa foi adaptado.&lt;br /&gt;Só até pegá-lo nas mãos.&lt;br /&gt;Li alguns trechos na livraria. O texto, econômico e tenso, conquista nos primeiros minutos. Apunhala. Comprei o livro e engatei sua leitura nas horas seguintes. Terminei. 252 páginas. Sem respirar.&lt;br /&gt;Até a primeira metade, fui perdendo um pouco da empolgação. Não conseguia me desprender das imagens do filme. Bastava que uma ação fosse minimamente diferente daquela que eu vi nas telas para eu perder a concentração. Voltava a leitura e tentava me desvencilhar do longa. Difícil. O filme me arrebatou de maneira descomunal e ainda é recente demais na minha cabeça. Impossível separar. Alguém deve estar certo quando diz que bons livros e bons filmes - quando os segundos são adapatados dos primeiros - acabam se estragando quando são vistos e lidos – ou lidos e vistos – em um mesmo curto espaço de tempo. Verdade.&lt;br /&gt;Não foi suficiente para eu gostar menos do texto e da história escrita por Cormac McCarthy (foto). Venci a impaciência. Virei fã desse autor. Preciso conhecer toda sua obra. Preciso conhecer pelo menos algo mais da sua obra. Algo que ainda não tenha virado filme.&lt;br /&gt;É curioso constatar o que o roteiro dos irmãos Coen deixou de fora da adaptação. É curioso como isso torna o filme ainda mais genial. Igualmente econômico e tenso, sem arestas. O livro traz mais da história. Na medida exata. Não deixa sobras, mas traz mais.&lt;br /&gt;“O mundo que vi não fez de mim uma pessoa espiritualizada”, diz o Xerife em um determinado momento do livro. Sua espiritualidade e seu horror diante da miséria humana são filosoficamente explorados no texto. O fato dele, o texto, praticamente não trazer vírgulas, chega a soar estranho. Mas com o tempo você entende. Quem é que precisa delas? A narrativa toda é quase um sussurro. Agonizante a aterrorizador. Sem tempo para vírgulas ou devaneios. Na medida exata da miséria humana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-4276444332190418200?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/4276444332190418200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=4276444332190418200' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/4276444332190418200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/4276444332190418200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2008/03/sobre-velhos-e-vrgulas.html' title='Sobre velhos e vírgulas'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/R9yfKOlRSdI/AAAAAAAAACM/PKqwGyE3e58/s72-c/Cormac_mccarthy_promo_512.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-7480809861778395133</id><published>2008-03-14T11:28:00.004-03:00</published><updated>2008-03-14T11:36:34.478-03:00</updated><title type='text'>A decadência de Niemeyer</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/R9qMEelRScI/AAAAAAAAACE/MjLaNg0jf9I/s1600-h/museu.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5177604730172557762" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/R9qMEelRScI/AAAAAAAAACE/MjLaNg0jf9I/s200/museu.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Chegou a Brasília a exposição &lt;em&gt;Oscar Niemeyer: Arquiteto, Brasileiro, Cidadão&lt;/em&gt;. A mostra é uma homenagem aos 100 anos do homem que desenhou a capital brasileira.&lt;br /&gt;O catálogo do evento diz que setenta anos de inovação arquitetônica e surpresa inesgotáveis tornam o arquiteto o único brasileiro a ser lembrado no século XXX. O Brasil nunca teve muito do que se vangloriar mesmo.&lt;br /&gt;Niemeyer é uma figura única. Daquelas que acabam sempre parecendo maiores que a sua própria obra, ainda que o que digam seja exatamente o contrário.&lt;br /&gt;Brasília também é única e, apesar dos percalços de desigualdade que a modernidade suplantou à cidade perfeita, continua imperando como um verdadeiro museu de arquitetura ao ar livre. Isso ao menos na área ocupada pelo Planalto Central, uma ilha de fantasia rodeada de pobreza e violência.&lt;br /&gt;Em uma entrevista à &lt;em&gt;Playboy&lt;/em&gt;, há alguns meses, o colunista Diogo Mainardi disse que esteve apenas uma vez na cidade e achou tudo muito decadente. Esse é o ponto. Os belos desenhos de Niemeyer, vertidos à realidade em pleno cerrado, se deterioram e se esgotam com o tempo. Encardidas por fora, por dentro as construções são desconfortáveis, antiquadas e feias. Tudo muito decadente.&lt;br /&gt;A imagem que ilustra a capa do catálogo é do Museu Nacional (foto), inaugurado recentemente no igualmente novo Conjunto Cultural da República. Diferentemente do que diz o texto, não há nada de inovador ali naquela construção. Sua forma, semelhante à de um  capacete, é exatamente a mesma representada no concreto armado sobre o plenário do Senado Federal. Uma daquelas duas famosas esculturas – no formato de bacias, uma com a boca virada para cima e a outra para baixo - que tornaram o monumento do Congresso Nacional conhecido no mundo inteiro.&lt;br /&gt;Há outro exemplos de repetição dos belos e inabitáveis desenhos de Niemeyer pelo resto do Brasil e do planeta. Mas talvez seja isso a que chamam de estilo. Niemeyer é gênio e eu não entendo nada de arquitetura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-7480809861778395133?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/7480809861778395133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=7480809861778395133' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/7480809861778395133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/7480809861778395133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2008/03/decadncia-de-niemeyer.html' title='A decadência de Niemeyer'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/R9qMEelRScI/AAAAAAAAACE/MjLaNg0jf9I/s72-c/museu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-4328232121420572440</id><published>2008-03-14T10:47:00.005-03:00</published><updated>2008-03-14T18:37:23.073-03:00</updated><title type='text'>A islandesa e o gigante sanguinário</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/R9qCJelRSbI/AAAAAAAAAB4/eUufyct_bBs/s1600-h/pequim_dragao_27022008.jpeg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5177593820955625906" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/R9qCJelRSbI/AAAAAAAAAB4/eUufyct_bBs/s200/pequim_dragao_27022008.jpeg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Pequim é a sede da Olimpíada de 2008, que acontece em agosto. Logo, com a aproximação dos jogos, é natural que a mídia de todo o mundo esteja com os olhos voltados para a capital chinesa.&lt;br /&gt;Também é natural que uma campanha piegas propague os costumes e as histórias traduzidas do mandarim para o resto do planeta. O que atormenta é saber que não haverá espaço em programas de variedades ou jornais e revistas para algum tipo de informação acerca da natureza ditatorial do regime chinês. Nem sobre os milhões de seres humanos que a mesma Pequim mantém em campos de trabalho.&lt;br /&gt;Há algumas semanas o cineasta Steven Spielberg desistiu de dar assessoria a essa Olimpíada em protesto contra as políticas chinesas para o Sudão. O governo chinês garantiu que isso não atrapalhará o sucesso dos Jogos. Não mesmo.&lt;br /&gt;Em artigo publicado na &lt;em&gt;Folha de S. Paulo&lt;/em&gt; há algumas semanas, João Pereira Coutinho avaliou que, para Spielberg, o problema não está na repressão interna que a China promove sobre dissidentes políticos ou minorias religiosas. Ou na ocupação do Tibete. Nem nos milhares de homens que o regime executa anualmente por "delito de opinião". Apenas no Sudão.&lt;br /&gt;“Uma coisa é matar chineses, desporto que manifestamente não impressionou Spielberg quando ele aceitou a honraria oficial de embelezar os jogos. Outra coisa, bem mais grave, é matar os habitantes de Darfur”, avaliou o colunista.&lt;br /&gt;Não haveria problema algum no protesto do cineasta se ele fosse apenas parte de uma manifestação conjunta. Essa seria a sua bandeira, portanto. A história só pareceu estranha porque o único protesto contra os jogos, que realmente ganhou a mídia, se voltou para algo muito pequeno diante da grandeza do violento regime chinês.&lt;br /&gt;Na semana passada, a cantora Björk encerrou um show em Xangai com uma homenagem ao Tibete. O gesto da artista islandesa ganhou uma notícia de rodapé no jornal &lt;em&gt;O Globo&lt;/em&gt;. No fim do espetáculo, ela adicionou gritos de “Tibete! Tibete!” à música &lt;em&gt;Declare Independence&lt;/em&gt;. A atitude irritou o governo chinês que decidiu investigar, a partir de agora, a vida de todos os artistas que estão programados para tocar no país.&lt;br /&gt;A China invadiu o Tibete em 1951 alegando laços históricos com o território. Hoje ela reprime com violência e autoritarismo qualquer tentativa de obtenção de maior autonomia. Assim como a China, o resto do mundo conhece muito pouco a Björk. Spielberg também é insignificante perto do portentoso gigante asiático.&lt;br /&gt;Coutinho lembrou que a história da maldade humana está bem representada na história dos Jogos Olímpicos. Em outros tempos, eventos como os de Berlim, Munique ou Moscou não serviram para nada se não para esconder a natureza sinistra dos regimes políticos de seus países sede, lembrou o cronista.&lt;br /&gt;Em seu site, Björk disse que gostaria de desejar a todos os indivíduos e nações boa sorte na sua batalha pela independência. O resto do mundo vai desejar sorte para os milhares de atletas durante as suas batalhas travadas nas arenas milionárias construídas em Pequim.&lt;br /&gt;O sangue só vai ser derramado do lado de fora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-4328232121420572440?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/4328232121420572440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=4328232121420572440' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/4328232121420572440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/4328232121420572440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2008/03/islandesa-e-o-gigante-sanginrio.html' title='A islandesa e o gigante sanguinário'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/R9qCJelRSbI/AAAAAAAAAB4/eUufyct_bBs/s72-c/pequim_dragao_27022008.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-443267712572668594</id><published>2008-02-25T23:14:00.005-03:00</published><updated>2008-04-26T19:42:34.128-03:00</updated><title type='text'>O hino de Marion</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/R8N4RDAu3hI/AAAAAAAAABc/5YWmtBwv9WY/s1600-h/bardem.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5171109031412948498" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/R8N4RDAu3hI/AAAAAAAAABc/5YWmtBwv9WY/s200/bardem.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A francesa Marion Cotillard ganhou o Oscar de melhor atriz ontem. Ela foi premiada por seu papel em &lt;em&gt;La Vie en Rose&lt;/em&gt;, que no original se chama &lt;em&gt;La Môme&lt;/em&gt;. No Brasil, conhecemos o filme pelo título &lt;em&gt;Piaf – Um Hino de Amor&lt;/em&gt;. Simples assim.&lt;br /&gt;Quem acompanhou a entrega do Oscar pela Globo não conseguiu entender a que filme pertencia a bela francesa premiada. Também não identificou boa parte das obras a que se referiam os comentaristas convidados para a transmissão, José Wilker e Maria Beltrão. A dupla insistia em usar os títulos em inglês, a exemplo do que – naturalmente – acontecia no teatro em Los Angeles. No final das contas, o público aprendeu que &lt;em&gt;No Country for Old Men&lt;/em&gt; é &lt;em&gt;Onde os Fracos não têm Vez&lt;/em&gt; em inglês.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A emissora carioca só iniciou a transmissão 45 minutos depois do início da premiação. Para um evento com pouco mais de três horas de duração, isso significa que ela dispensou mais de 20% do seu tempo. Enquanto a festa não começava, Wilker e Beltrão mostravam, direto de um estúdio, flashes da premiação. Mas só nos intervalos do &lt;em&gt;Big Brother Brasil&lt;/em&gt;. Primeiro o veto da Thatiana ao voto do líder Marcelo, depois &lt;em&gt;Elizabeth&lt;/em&gt; ganhando o prêmio de melhor figurino. Todos para o confessionário e, logo em seguida, &lt;em&gt;Ratatouille&lt;/em&gt; leva o Oscar de filme de animação. Tudo muito democrático.&lt;br /&gt;Fiquei feliz quando soube que uma dessas intervenções coincidia com o anúncio do prêmio de melhor ator coadjuvante. Isso porque a vitória de Javier Bardem era dada como quase certa e eu torcia para ele. Não deu outra.&lt;br /&gt;Foi uma pena eu não conseguir entender uma única palavra do discurso do ator espanhol, que dedicou o prêmio à mãe. Não porque nesse momento não houvesse alguém traduzindo o seu discurso em espanhol – realmente não havia -, mas porque a dupla de apresentadores globais não parou com os comentários dispensáveis um segundo sequer.&lt;br /&gt;Ainda teve gente chamando a Jennifer Gardner de Hilary Swank. A Cameron Dias esqueceu o texto – eu sei, isso não é culpa da Globo. &lt;em&gt;Onde os Fracos não têm Vez&lt;/em&gt; e os irmãos Coen foram justiçados. Muitos europeus ganharam. Foi bom de ver, no final das contas. Eu também não disse que o &lt;em&gt;Big Brother&lt;/em&gt; ou a Globo me irritam, mas essa já é outra história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A foto do Bardem vibrando con su madre eu peguei no &lt;/span&gt;&lt;a href="http://bloglog.globo.com/anamariabahiana"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;blog&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; bombado da Ana Maria Bahiana.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-443267712572668594?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/443267712572668594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=443267712572668594' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/443267712572668594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/443267712572668594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2008/02/o-hino-de-marion.html' title='O hino de Marion'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/R8N4RDAu3hI/AAAAAAAAABc/5YWmtBwv9WY/s72-c/bardem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-3338881580576548518</id><published>2008-02-23T21:10:00.002-03:00</published><updated>2008-04-15T20:15:34.587-03:00</updated><title type='text'>Um homem peculiar</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/R8C35DAu3gI/AAAAAAAAAA0/cCWYxn_G6Eg/s1600-h/onde-os-fracos-nao-tem-vez02.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170334562910133762" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/R8C35DAu3gI/AAAAAAAAAA0/cCWYxn_G6Eg/s200/onde-os-fracos-nao-tem-vez02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Quase tudo o que poderia ser dito sobre o filme &lt;em&gt;Onde os Fracos Não Têm Vez&lt;/em&gt;, dos irmãos Ethan e Joel Coen, de &lt;em&gt;Fargo&lt;/em&gt;, já foi. Me resta muito pouco, é verdade, mas eu não poderia deixar de escrever sobre a obra, que eu só assisti hoje. Muito menos sobre a performance fantástica do ator espanhol Javier Bardem. Na pele de um vilão intenso e perturbador – um homem peculiar, como define um personagem -, ele deve levar o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante amanhã. O filme ainda foi indicado em outras sete categorias.&lt;br /&gt;Com uma ausência completa de trilha sonora, o que só eleva a tensão a níveis astronômicos, o filme conta uma história sombria e ansiosa sobre a natureza humana, quase sempre digna de pena. Desde &lt;em&gt;Irreversível&lt;/em&gt;, de 2002, eu não via um exercício tão profundo sobre a gratuidade do homem. E isso, ao menos para mim, não é pouca coisa. Assim como a produção francesa, o filme dos irmãos Coen causa uma estranha sensação de incômodo, do início ao fim. Por motivos diferentes, é verdade, mas igualmente aterrorizantes.&lt;br /&gt;Impecável em todos os aspectos, o filme ainda conta com bons momentos onde os fatos são mais sugeridos que narrados, como a cena em que Bardem confere as solas de suas botas para ver se estão sujas de sangue, respondendo com isso se fez ou não mais uma vítima. Sem falar no final abrupto, que chegou a irritar algumas platéias, mas que é só mais uma boa surpresa do filme, que termina de repente, como as melhores canções dos Strokes.&lt;br /&gt;Apesar do belo título em português, não dá para deixar de lamentar a perda de sentido provocada pela tradução do original inglês, &lt;em&gt;No Country for Old Men&lt;/em&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-3338881580576548518?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/3338881580576548518/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=3338881580576548518' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/3338881580576548518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/3338881580576548518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2008/02/um-homem-peculiar.html' title='Um homem peculiar'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/R8C35DAu3gI/AAAAAAAAAA0/cCWYxn_G6Eg/s72-c/onde-os-fracos-nao-tem-vez02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-7854239582728942206</id><published>2008-02-23T20:06:00.003-03:00</published><updated>2008-03-14T11:48:12.802-03:00</updated><title type='text'>A lágrima de Amy</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/R8CngjAu3eI/AAAAAAAAAAk/2OQmDQ_NRIM/s1600-h/lagrima.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170316549817294306" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/R8CngjAu3eI/AAAAAAAAAAk/2OQmDQ_NRIM/s200/lagrima.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ela mesma já confessou, em alguma entrevista, que sua música é o lugar em sua vida em que ela pode ser totalmente honesta. Isso a ponto de não querer cantar algumas canções porque são muito fortes.&lt;br /&gt;Com shows cancelados sem aviso, internações em clínicas de reabilitação, crises de anorexia e uso de drogas em público, é quase natural que Amy Winehouse marque mais presença na mídia em função dos escândalos com os quais se envolve do que por sua arte. É uma pena.&lt;br /&gt;Eu já não me lembro se a cantora inglesa me ganhou com versos como aquele sobre o amor ser um jogo de azar. Ou então com a fabulosa &lt;em&gt;Tears Dry on Their Own&lt;/em&gt;, do seu segundo CD, &lt;em&gt;Back to Black&lt;/em&gt;. Na letra da música, um jazz dançante, ela diz coisas sobre um cara que se vai e leva o dia embora, fazendo o sol se pôr. Ela diz que suas lágrimas vão secar por si só. Ela não está para brincadeira. Nem quando canta sobre os seus demônios, nem quando permite que eles ajam por si só.&lt;br /&gt;Entre um escândalo e outro, Amy ganhou a mídia, há algumas semanas, por conta do Grammy, a mais importante premiação da música no mundo. Favorita em diversas categorias, ela teve seu visto negado para entrar nos Estados Unidos, onde deveria se apresentar na festa. Apesar disso, cantou em Londres, de onde seu show foi transmitido para o mundo inteiro. No auge dos seus problemas recheados de violência doméstica, drogas pesadas e álcool, a cantora deixou todos à espera de uma tragédia via satélite, mas a apresentação foi sóbria e emocionante. No saldo final da festa, faturou cinco dos prêmios da noite.&lt;br /&gt;A reaparição majestosa fez muita gente apostar no início de uma recuperação da dependência química e das crises de depressão, mas o inferno de Amy parece não ter fim. Logo ela descobriu que seu marido teve uma overdose de heroína na prisão e podia morrer. Em um gesto de compaixão pelo estado de saúde dele, apareceu com uma lágrima tatuada no rosto. Pareceu o início de mais um choro compulsivo. Mais uma vez ela voltaria a viver o pesadelo que canta em suas músicas.&lt;br /&gt;Dias depois, voltou às páginas dos jornais, desta vez por quebrar um quarto de hotel. Desde que surgiu na mídia, a cantora, hoje com 24 anos, quase não encontra tempo para respirar entre uma tragédia e outra.&lt;br /&gt;O amor é mesmo um jogo de azar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-7854239582728942206?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/7854239582728942206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=7854239582728942206' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/7854239582728942206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/7854239582728942206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2008/02/lgrima-de-amy.html' title='A lágrima de Amy'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/R8CngjAu3eI/AAAAAAAAAAk/2OQmDQ_NRIM/s72-c/lagrima.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-470014767398159665</id><published>2008-02-18T16:04:00.004-03:00</published><updated>2008-02-18T16:10:50.090-03:00</updated><title type='text'>Morrer com música alegre</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168399229171719634" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/R7nXtzAu3dI/AAAAAAAAAAc/9uXfgzJd2EE/s200/0,,13091904,00.jpg" border="0" /&gt;Era uma quarta-feira de inverno quando Vinícius ligou o aparelho de som e entrou no banheiro, onde duas grelhas queimavam. “É bom morrer com música alegre”, escreveu na carta que deixou para os pais. Aos 16 anos, ele foi asfixiado por monóxido de carbono em sua casa, em Porto Alegre. O garoto interrompido - e real - é o personagem principal de uma reportagem publicada pela revista &lt;em&gt;Época&lt;/em&gt; em sua edição do dia 11/2. Uma das autoras do texto é a fantástica Eliane Brum, cujo nome é sempre sinônimo de histórias incríveis onde jornalismo e literatura se confundem. &lt;div&gt;O título da reportagem, que pode ser &lt;a href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG81603-6014-508-1,00.html"&gt;lida&lt;/a&gt; na íntegra no site da revista, é &lt;em&gt;&lt;a href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG81603-6014-508-1,00.html"&gt;Suicídio.com&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;. Sim, Vinícius se matou. E fez isso participando de uma aberração virtual que tem levado jovens de diferentes lugares do mundo a acabarem com a própria vida. Ele foi estimulado e auxiliado por pessoas anônimas na internet, que praticamente acompanharam os seus passos até o precipício mais fundo de sua vida. Para enganar os pais e ficar sozinho, disse que queria fazer um churrasco para os amigos, que estava interessado em uma “guria” e que preferia que eles saíssem de casa. Mas era tudo uma fantasia. "Essa medida fez com que o churrasco de hoje parecesse um grande progresso no que tange a minha condição psíquica, quando na verdade era justamente o contrário”, deixou escrito.&lt;br /&gt;O texto da revista traz um perfil impecável do garoto que gostava de Radiohead e compunha músicas tristes, além de vir ilustrado com fotos e desenhos - o desse post foi tirado de lá - de sua autoria. "Sua questão não era morrer, mas fazer a dor parar", diz a reportagem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-470014767398159665?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/470014767398159665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=470014767398159665' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/470014767398159665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/470014767398159665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2008/02/morrer-com-msica-alegre.html' title='Morrer com música alegre'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/R7nXtzAu3dI/AAAAAAAAAAc/9uXfgzJd2EE/s72-c/0,,13091904,00.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-326769306573219216</id><published>2008-02-17T12:55:00.001-03:00</published><updated>2008-02-17T12:58:18.356-03:00</updated><title type='text'>Glückwünsche!</title><content type='html'>Esse não é um post com elogios ao cinema produzido no Brasil. Até porque eu não sou do tipo que cria qualquer expectativa quanto ao que se faz por aqui quando se trata da sétima arte. Em mais de cem anos de história, nossa produção cinematográfica nunca conseguiu atingir um patamar sólido de relevância internacional. Não que precisássemos disso como atestado de qualidade, mas o desdém de quem entende do assunto só colabora para comprovarmos, quase que invariavelmente, o quanto nossos filmes são inofensivos e ruins.&lt;br /&gt;Ainda assim, foi bom demais &lt;a href="http://cinema.uol.com.br/ultnot/2008/02/16/ult4332u660.jhtm"&gt;saber&lt;/a&gt; que o matador &lt;em&gt;Tropa de Elite&lt;/em&gt; vai voltar de Berlim com o Urso de Ouro de Melhor Filme no saco. José Padilha, o diretor do longa, já tinha acertado demais com seu filme de estréia, o documentário &lt;em&gt;Ônibus 174&lt;/em&gt;, outra espécie rara do nosso cinema. Antes de &lt;em&gt;Tropa&lt;/em&gt;, o último brasileiro a vencer em Berlim foi o fantástico &lt;em&gt;Central do Br&lt;/em&gt;asil, em 1998.&lt;br /&gt;Pensando bem, eu mesmo acabei de apontar três exceções em um pequeno espaço de tempo de 10 anos. E há ainda mais uns dois ou três espasmos de criatividade que não são totalmente ruins.&lt;br /&gt;De repente eu é que sou pessimista demais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-326769306573219216?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/326769306573219216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=326769306573219216' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/326769306573219216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/326769306573219216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2008/02/glckwnsche_17.html' title='Glückwünsche!'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-2416820722875855928</id><published>2008-02-17T00:38:00.002-03:00</published><updated>2010-05-16T22:06:14.441-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tim Burton'/><title type='text'>O Garoto Vodu</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/R7e6MDAu3cI/AAAAAAAAAAU/TEXYIsaWL00/s1600-h/TIMB01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5167803813560507842" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/R7e6MDAu3cI/AAAAAAAAAAU/TEXYIsaWL00/s200/TIMB01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Sempre lembrei do Johnny Depp como o cara estranho, a quem os outros chamavam de Edward, que tinha imensas tesouras no lugar das mãos. Isso até o dia em que ele participou de &lt;em&gt;Be Here Now&lt;/em&gt;, o CD mais barulhento do Oasis, tocando Slide Guitar na música &lt;em&gt;Fade In-O&lt;/em&gt;ut. Depois disso ele se tornou um cara legal para mim. E muito do que ele tem de legal – incluindo o fato de ter estrelado o esquisito &lt;em&gt;Edward Mãos de Tesoura&lt;/em&gt; – se deve a um cara mais legal ainda: o diretor Tim Burton.&lt;br /&gt;Esse post é sobre ele, Burton, e não sobre Depp.&lt;br /&gt;Eu o conheci tarde. E mais que admirar alguns de seus filmes em especial, virei um apreciador do seu estilo. Da marca que ele deixa em tudo o que faz. Autor de verdadeiras fábulas visuais, quase todas manchadas de preto e expressões sombrias, o menino que era trancado pelos pais dentro de casa, para ser protegido, se tornou um artista obscuro.&lt;br /&gt;É difícil definir os limites para que algo se torne estranho. Seja qual forem eles, a obra de Burton é estranha. Mas é genial também. Hoje assisti &lt;em&gt;Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet&lt;/em&gt;. O post era sobre o filme, mas acabou sendo sobre nada. No fim, o que importa é que é mais uma obra fantástica para a sua filmografia.&lt;br /&gt;Trata-se de um musical trágico onde Depp interpreta um barbeiro assassino. Entre outras proezas, ele rasga a garganta de seus clientes e os cede para que uma fabricante de tortas – interpretada por Helena Bonham Carter, mulher de Burton - use como recheio de seus quitutes. E o que poderia ser só um banho de sangue gratuito e aflito revela-se um primor técnico e divertido. Uma aberração à altura da estranheza de Burton. E isso nunca é pouca coisa.&lt;br /&gt;Faltou eu dizer que a imagem acima é da Garota Vodu, criada pelo próprio diretor para o seu ótimo livro &lt;em&gt;O Triste Fim do Pequeno Menino Ostra &amp;amp; Outras Histórias&lt;/em&gt;. É que ele também desenha e escreve versos para crianças. Crianças estranhas e macabras acostumadas a gostar de personagens como a garota cuja pele é um claro tecido todo costurado e refeito.&lt;br /&gt;Aflição.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-2416820722875855928?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/2416820722875855928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=2416820722875855928' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/2416820722875855928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/2416820722875855928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2008/02/o-garoto-vodu.html' title='O Garoto Vodu'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/R7e6MDAu3cI/AAAAAAAAAAU/TEXYIsaWL00/s72-c/TIMB01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8045792440668725452.post-2252749259247850661</id><published>2008-02-16T23:47:00.000-02:00</published><updated>2010-05-16T22:05:57.238-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tudo Acontece em Elizabethtown'/><title type='text'>Como tornar um céu azul</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/R7enzDAu3bI/AAAAAAAAAAM/VBsfb937AzQ/s1600-h/Elizabethtown_Poster1_72DPI.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5167783592854478258" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/R7enzDAu3bI/AAAAAAAAAAM/VBsfb937AzQ/s200/Elizabethtown_Poster1_72DPI.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Há alguns minutos eu terminei uma viagem para Elizabethtown. Uma viagem iniciada no dia 29/11/2005, quando uma amiga decidiu criar um &lt;a href="http://claireanddrew.zip.net/"&gt;blog&lt;/a&gt; para escrevermos a quatro mãos. Essa amiga, que no blog assinava os textos como Claire, o batizou de &lt;em&gt;&lt;a href="http://claireanddrew.zip.net/"&gt;I Can Turn a Gray Sky Blue&lt;/a&gt;,&lt;/em&gt; em referência ao toque do celular do Drew, personagem principal do filme &lt;em&gt;Tudo Acontece em Elizabethtown&lt;/em&gt;, vivido por Orlando Bloom.&lt;br /&gt;Penso que pouca gente gostou do filme, talvez porque pouca gente tenha conseguido entender. Mas de alguma maneira ele mexeu muito com a gente – comigo e com a Claire, que no cinema era interpretada pela Kirsten Dunst. E foi por isso que depois de assiti-lo, ela, minha amiga, decidiu criar o blog. Para que também fizéssemos uma viagem para Elizabethtown.&lt;br /&gt;Mas a viagem acabou e eu decidi que era hora de criar um blog só para mim. O nome não é inédito, há algum tempo eu batizei um outro assim. Ele acabou, sumiu da rede. Foi mais um daqueles projetos que perdemos pelo caminho. A expressão é a tradução livre de uma das músicas que mais gosto do Oasis: Magic Pie.&lt;br /&gt;De alguma maneira eu acredito que os dois aí da foto estão tristes com a despedida. Mas há novos caminhos para se desbravar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8045792440668725452-2252749259247850661?l=tortamagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tortamagica.blogspot.com/feeds/2252749259247850661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8045792440668725452&amp;postID=2252749259247850661' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/2252749259247850661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8045792440668725452/posts/default/2252749259247850661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tortamagica.blogspot.com/2008/02/como-tornar-um-cu-azul.html' title='Como tornar um céu azul'/><author><name>Alexandre Malvestio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13690077938475531057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/S1oHEOYMiZI/AAAAAAAAAO8/Q1ocKCD8NVU/S220/novo-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_msvoM65msYU/R7enzDAu3bI/AAAAAAAAAAM/VBsfb937AzQ/s72-c/Elizabethtown_Poster1_72DPI.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
